terça-feira, 1 de abril de 2008

O Caso de Michael Taylor: de membro da FDA à vice-presidente da Monsanto

Segundo o site:
http://www.combat-monsanto.org/spip.php?article58

(tradução livre)


O caso de Michale Taylor constitui uma perfeita ilustração do fenômeno da "dança das cadeiras". Advogado deformação, Michael Taylor primeiro trabalhou para a FDA de 1976 à 1980, participando da redação de documentos jurídicos com respeito à segurança alimentar para o Registro Federal, equivalente ao Jornal Oficial da FDA, onde são publicados todos os textos regulamentários produzidos pela agência. Em 1981, ele chega ao escritório King e Spalding deAtlânta, que tem entre seus clientes dois pró-OGM: o Comitê Internacinal dos Alimentos e da Biotecnologia (IFBC) e a Monsanto. O IFBC é uma organização que depnde do Instituto Internacional das Ciências da Vida (ILSI), uma associação de defesa e de lobbying em favor dos OGM, que tem particularmente seus acessos à Food and Agriculture Organisation (FAO) assim como à Organização Mundial da Saúde (OMS).
Em 1990 M. Taylor foi encarregado pela IFBC de redigir uma proposta jurídica sobre a maneira como deveriam ser regulamentados os OGMs, este texto será levado pela IFBC para defender uma política mínima de regulação junto da FAO e da OMS. Ou, parecia que esta proposta de regulação era muito similar à direção adotada pela FDA em 1993 autorizando o lançamento no mercado dos OGMs...
Em 17 de julho de 1991, ele foi nomeado administrador adjunto, encarregado da política da agência (Deputy Comissioner for Policy) da FDA, um posto novo criado o qual ele foi o primeiro a ocupar. Michael Taylor permanece neste cargo durante 3 anos, tempo necessário para supervisioar a redação dos textos fundamentais relacionados a regulamentação do hormônio de crescimento bovino e dos OGMs.

Michael Taylor estava encarregado da parte jurídica e legal da diretiva sobre os OGMs e trabalhava com estreita colaboração de J. Maryanski, que foi o coordenador científico do projeto.

Em 1994, M. Taylor sai da FDA para uma curta passagem no Ministério da Agricultura Americano, o USDA, mas ele apresenta rapidamente sua demissão para se tornar o vice-presidente da Monsanto no final dos anos 90.

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