Mostrando postagens com marcador Royalties. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Royalties. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Produtores de Sinop avaliam acionar na justiça a Monsanto

Reportagem do Diário de Cuiabá mostra como produtores lidam com a cobrança de royalties da Monsanto. É necessário pagar 2 vezes. Uma na compra, cerca de 30% do preço da safra e outra na venda, onde é feito um teste para saber se a soja é transgênica ou não. Contudo, produtores que têm sua lavoura contaminada também são obrigados a pagar. Interessante... não deveria ser ao contrário? a Monsanto pagar pela contaminação da lavoura do produtor? 
Até quando os produtores irão querer plantar transgênicos, sendo que só têm a pagar e nada a ganhar?

Abaixo um trecho da reportagem. Para ver a reportagem completa entre no Diário de Cuiabá.
"A guerra dos produtores mato-grossenses à Monsanto – multinacional detentora da tecnologia de sementes transgênicas da soja, conhecida como RR (Roundup Ready) – está declarada. Depois de esgotadas todas as tentativas de diálogo com a empresa, os produtores já pensam em acionar a Justiça. Em Cuiabá, a Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado (Aprosoja) prepara ação judicial contra a Monsanto. E, em Sinop (500 Km ao Norte de Cuiabá), os produtores também estudam entrar na Justiça contra a empresa. 
... SINOP - Depois de várias conversações, sem resultado, o Sindicato Rural de Sinop estuda propor ação contra a Monsanto. Atualmente, cerca de 50% das lavouras da região Norte de Mato Grosso são cultivadas com variedades transgênicas. Estas se diferenciam das convencionais por serem tolerantes à herbicida à base de glifosato, usado para dessecação pré e pós-plantio, para eliminar qualquer tipo de planta daninha. 
... O presidente do Sindicato, Antônio Galvan, explicou que são feitas duas cobranças. A primeira delas na compra da semente, por meio de boletos. “Em janeiro, eles cobraram R$ 0,45 cada quilo de semente, o que equivale a cerca de 30% do preço da saca”. 
... O principal questionamento é quanto a segunda cobrança, que é feita na saída do produto. Ao chegar nos armazéns, o grão passa por um teste que vai apontar se é transgênico ou não. "O problema ocorre porque, em muitos casos, a oleaginosa convencional é contaminada e os produtores acabam tendo que pagar os royalties sem ter adquirido sementes transgênicas". "
Isso ocorre tanto na lavoura, por meio de polinização ou na hora do plantio, quanto na hora de estocar a safra. “Se tiver uma lavoura de soja transgênica ao lado de uma convencional, na época da florada, pode ocorrer a polinização. Se as máquinas, na hora do plantio, não forem bem limpas e ficar algumas sementes de transgênicos, também pode haver a contaminação. Desta forma, na hora dos testes, são consideradas transgênicas”. "

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Guerra contra o pagamento de royalties


Outra guerra sobre as royalties cobradas pela Monsanto aconteceu semana passada na Comissão de Agricultura da Câmara. Produtores acusam a empresa de cobrar taxas exorbitantes e inviáveis pelo produto e a Monsanto informa que há no País a comercialização de sementes piratas. Consenso? Só na justiça mesmo.

Enquanto isso, o deputado federal Luis Carlos Heinze (PP-RS) já se manifestou contra a cobrança de royalties. Segundo o deputado, "os produtores do Rio Grande do Sul reivindicam o direito de reservar e replantar o grão sem pagar indenizações a empresa, tanto que entraram com ação no Ministério da Justiça de Porto Alegre para garantir esse direito".

Será que nem assim os produtores desistirão dos transgênicos? Afinal, ninguém é obrigado a comprar se não quiser pagar. O mesmo deveria ser válido para a rotulagem dos transgênicos, ninguém deveria ser obrigado a comprar se não quisesse.

Fonte: Expresso MT e Tribuna do Norte


quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Royalties terão 26% de aumento

As royalties cobradas pela Monsanto, terão um aumento de 26% por saca de semente
Marcelo Monteiro, diretor executivo da Aprosoja, disse nesta sexta, dia 21, em Cuiabá (MT), que os produtores concordam em pagar royalties pelo uso da semente "Roundup Ready", da Monsanto, mas questionam o pedido de aumento.

De acordo com Monteiro, "o produtor usa a semente, produz bem, paga royalties e depois tem que pagar porque produziu acima do que a Monsanto acha que vai produzir, aí é um problema." - É engraçado esse espanto dos produtores, afinal, é isso que ocorre em um monopólio - a empresa decide o que você planta e o quanto você ganha. Quem sabe assim os produtores não param de plantar transgênicos?

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Produtores do RS perdem e são obrigados a pagar royalties para Monsanto

No início da semana passada foi concedida uma liminar que determinava que os produtores não remetessem mais os 2% comercializados (royalties) para a multinacional.
A decisão foi resultado de uma ação coletiva dos sindicatos rurais de Passo Fundo, Sertão e Santiago. Contudo, a Monsanto, na mesma semana, entrou com recurso na semana passada depois que um juiz da 5ª Vara Civil de Porto Alegre determinou que os valores fossem depositados em juízo pelos agricultores. A Associação dos Produtores de Soja calcula que somente nesta safra o pagamento de royalties chegue a R$ 1 bilhão no Brasil.
Sengundo os produtores, a soja transgênica trouxe um ganho quando foi lançada no Brasil. E hoje se nós pegarmos essa parte da rentabilidade do soja que dá e sobra pro produtor por ano por hectare 5 a 10 sacas e nós pegarmos os dois por cento que é pago por total bruto da produção ele vai atingir mais ou menos 13% da receita líquida. Os 2% se transformam porque eles são pegos do bruto e não da receita líquida.
Fonte e mais informações em: ClicRbs.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Monsanto aumenta em 16,67% royalties de semente de soja transgênica

"O jornal gaúcho Zero Hora divulgou, recentemente, que a Monsanto aumentou em 16,67% o valor da taxa que cobrará dos agricultores que plantarem suas sementes transgênicas Roundup Ready na safra 2008/2009. Segundo o jornal, "após dois anos de congelamento, os royalties cobrados pela multinacional Monsanto, detentora da tecnologia Roundup Ready (RR), subiram de R$ 0,30 para R$ 0,35 por quilo na compra de semente certificada".

Entidades como a Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Estado (Fetag) e a Farsul, que historicamente defenderam a liberação da soja transgênica, criticaram o aumento do custo e o fato de ele ter sido decidido sem conversas com o setor. Para os produtores que usarem sementes próprias será cobrada uma taxa de 2% sobre o valor da saca de grão vendida, conforme informou a Associação Brasileira dos Produtores de Sementes (Abrasem). A cobrança representa uma indenização à Monsanto por parte dos produtores, por terem usado indevidamente sua tecnologia patenteada, ou seja, por terem multiplicado sementes.

A Associação dos Produtores e Comerciantes de Sementes e Mudas do Rio Grande do Sul (Apassul) estima que, nesta safra, 40% da área de soja no Estado será plantada com semente certificada. Se considerar que toda essa área será transgênica, a Monsanto recolherá mais de R$ 28 milhões em royalties sobre as sementes, já aplicando o novo valor. O aumento do valor dos royalties puxará para cima também o preço da semente, que deve ficar entre R$ 1,50 e R$ 2 o kg.

Se o restante da área de soja no Rio Grande do Sul for plantado com semente transgênica produzida pelos agricultores e produzir, em média, 2.400 kg/ha, a Monsanto recolherá aproximadamente R$ 86 milhões de indenização pelo uso das suas sementes, considerando R$ 45 a saca de 60 kg de soja. Somado a isso, o preço dos fertilizantes não pára de subir e já dobrou em um ano.
No atual cenário de crise dos alimentos, aquecimento global e fim do petróleo, o atual sistema agroalimentar deve ser urgentemente repensado. Tanto o setor das sementes como o dos fertilizantes são altamente concentrados e transnacionalizados. Monsanto, Syngenta, Cargill, Bunge e outras poucas capitalizam lucros recordes com este cenário de crise."

Fonte: Jornal Zero Hora e Jornale

Quanto tempo ainda levará para que o Brasil e o mundo acordem?

Aumento do uso de herbicidas, plantas resistentes ao glifosato, produção 10% menor que a convencional e cobrança de royalties, o que mais os agricultores precisam saber para dizer NÃO aos Transgênicos?