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quarta-feira, 10 de março de 2010

Batata, Milho MON 810, Europa e Laranja transgênica

Na Europa, após a aprovação da batata transgênica da BASF, as oposições tomaram a voz:

A França já havia invocado os riscos ambientais para suspender o plantio do milho MON 810 da Monsanto, o qual foi a única cultura GM aprovada para plantio na União Européia antes da aprovação desta semana da batata Amflora da BASF.

O Secretário de Estado do governo francês, Chantal Jouanno, disse que a Agência de Segurança Alimentar Européia (EFSA, em inglês), cujas opiniões são usadas por executivos da União Européia, tem igonorado os efeitos ambientais dos organismos geneticamente modificados (GMOs).
O Jornal Francês Le Parisien informou: " Nós não reconhecemos eles [a comissão europeia] como especialistas [em impactos causados pelos OGMs] porque as suas opiniões são incompletas" e continua "eles [a comissão europeia] estão somente interessados nas consequências dos OGMs ao nível da saúde, não tomam em consideração os impactos ambientais no longo prazo" e citou como exemplos a contaminação 
do solo e os efeitos adversos em outras espécies."
Ainda sobre a aceitação dos países europeus à aprovação dos OGMs pela Comissão Européia,o Blog do Greenpeace publicou:

Ativistas plantam os dizeres “Livre de Transgênicos” na Suiça
"Derrotas em série para os transgênicos pelo mundo. Pouco tempo depois da Comissão Europeia aprovar a Amflora, espécie de batata transgênica, governos da Grécia, Áustria, Luxemburgo, Itália, Hungria e França anunciaram publicamente que não vão permitir a nova criatura em seus territórios. Agora, é a vez da Suíça ir além: o país baniu o cultivo de sementes geneticamente modificadas pelos próximos três anos. 

Entre os que apóiam a moratória estão os próprios fazendeiros suíços, que parecem ter brilhantemente entendido que o cultivo de transgênico prejudica aos que têm interesse em continuar cultivando sementes convencionais e até mesmo orgânicas, produto que têm alta aceitação no mercado europeu. A decisão é um soco no estômago do presidente da Comissão Europeia José Manuel Barroso, que vem tentando forçar os transgênicos goela abaixo dos países membros.

Por fim, um golpe de misericórdia. Mídia indiana comenta declaração da própria Monsanto, que em caso único em sua história, finalmente admite que sua tecnologia é falha. A multinacional que monopoliza a tecnologia de modificação genética de sementes, confirmou que a espécie de algodão inserida no país não elimina a necessidade do uso de pesticidas, como o prometido. Insetos e pragas na Índia desenvolveram resistência à semente. A notícia foi comentada pela coordenação de transgênicos do Greenpeace na Índia. (Leia aqui, em inglês)."


No Brasil, o centro de citricultura Sylvio Moreira solicitou à CTNBio testes a campo com laranjas transgênicas. As variedades teriam resistência ou forte tolerância ao cancro cítrico. Não apresentando resistência às piores doenças, que são o greening e a CVC.


Fonte: Reuters

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Produtores entram na justiça contra a Monsanto

Os produtores não questionam o pagamento de R$ 0,44 por semente de soja transgênica, mas sim a cobrança sobre o total da produção no caso de a produtividade da lavoura ultrapassar 74 sacas por hectare ou produzir sua própria semente.
Além disso há uma multa de 2% sobre sua produção de soja convencional caso o produtor não consiga evitar a mistura dos grãos transgênicos e não transgênicos dentro do armazém. 
Esses são problemas administrativos, e quanto aos problemas agronômicos que os produtores estão enfrentando? E quanto à resistência ao glifosato sob o cultivo da soja transgênica Roundup Ready, em mais de 60% das lavouras brasileiras?
De acordo com a Monsanto, este é um problema de “fenômeno natural” relacionado à capacidade de as plantas se adaptarem de uma geração para outra. 
"Essas plantas ameaçam anular as vantagens do produto, capaz de controlar mais de cem ervas que disputam energia com soja e milho. Os laboratórios não oferecem nenhuma alternativa química capaz de reverter sozinha a situação. Segundo os especialistas ouvidos pelo Caminhos do Campo, por mais que se apele aos herbicidas alternativos disponíveis no mercado, o remédio mais eficiente por enquanto é a rotação de culturas, a diversificação." Outra alternativa é  voltar à enxada...

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Monsanto é apontada em Copenhague como a principal vilã do aquecimento global

Saiu na Isto É Dinheiro, Monsanto é apontada em Copenhague como a principal vilã do aquecimento global, apesar de sua maquiagem verde.


foto: AFP PHOTO DDP/NIGEL TREBL IN
A nova vilã do meio ambiente: manifestante protesta contra métodos de trabalho da Monsanto, acusada de poluir e desmatar


Na terça-feira 15, a multinacional americana Monsanto foi alvo de uma galhofa no mínimo incômoda. A empresa, que se tornou sinônimo de alimentos geneticamente modificados, "venceu" uma disputa nada agradável: o "Troféu Sereia Zangada". A iniciativa é encabeçada pela escritora e ativista Naomi Klein, conhecida nos bastidores das discussões climáticas mundiais e pertencente à ONG Amigos da Terra Internacional. O símbolo da campanha é uma sereia para lá de aborrecida com a poluição dos mares. A ideia, segundo os organizadores, é destacar as empresas que mais contribuíram para o aumento das emissões de gases causadores do aquecimento global. O anúncio aconteceu em meio aos debates da Cúpula do Clima, em Copenhague, e mostrou que dos dez mil votos contacontabilizados no site da premiação, a Monsanto ficou em primeiro lugar com 37%. A empresa fez jus ao prêmio porque, de acordo com a ONG, o avanço da soja transgênica tem contribuído para o desflorestamento. 
Para ler mais, acesse o Isto É Dinheiro

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Testemunhos da Contaminação - Relatório sobre a contaminação na Espanha

Este é um relatório que descreve os impactos humanos e sócio-econômicos da contaminação de organismos geneticamente modificados na Espanha. O relatório, "Testemunhos da Contaminação" é baseado em testemunhos, coletados em 2007, de produtores que tenham sido prejudicados direta ou indiretamente como resultado da contaminação do milho modificado MON810 da Monsanto. Esta coleção de depoimentos retrata uma realidade preocupante: grave contaminação de culturas não-modificadas está acontecendo no único país da União Européia cujo governo permite plantio em escala comercial do MON810.

Testimonies of Contamination - Why Co-existence of GM and Non-GM Crops Remains Impossible.pdf

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Cientistas independentes são perseguidos por empresas de transgênicos



Cientistas denunciam perseguição e “poder de veto” da indústria de biotecnologia para pesquisas sobre efeitos dos transgênicos
 
Finalmente os pesquisadores (norteamericanos, ao menos) estão começando a denunciar as pressões e ameaças que sofrem quando ousam desafiar a indústria de biotecnologia ao desenvolver e publicar pesquisas que analisem os efeitos dos transgênicos para a saúde ou o meio ambiente.
 
Já havíamos divulgado no Boletim 452 o editorial publicado pela revista Scientific American em agosto deste ano, relatando como as empresas conseguem se valer das leis de propriedade intelectual para obter controle absoluto sobre o que pode e o que não pode ser publicado em relação às suas sementes.
 
Agora foi a vez da revista científica Nature Biotechnology publicar um artigo (outubro de 2009) denunciando o mesmo problema.
 
Segundo o artigo, “não é segredo que a indústria de sementes tem o poder de moldar as informações disponíveis sobre lavouras transgênicas. Foram empresas privadas que desenvolveram praticamente todas as sementes que estão no mercado norteamericano, e os direitos de propriedade intelectual sobre a tecnologia permite que elas decidam quem vai estudar as lavouras e como.”
 
O controle das empresas começa com um simples contrato para produtores. Qualquer pessoa que queira comprar sementes transgênicas precisa assinar um contrato de tecnologia que diz, entre muitas outras coisas, que o comprador não pode conduzir pesquisas com as sementes, e nem dá-las a outrem para a realização de pesquisas. Para fazer pesquisas, os cientistas precisam pedir permissão às empresas, especificando o que pretendem fazer com as plantas -- ou correm o risco de ser processados.
 
As empresas de sementes podem negar os pedidos com base em qualquer razão -- e, conforme ilustra o artigo, algumas vezes elas são bem criativas. Outras vezes, são simplórias: em um caso relatado, a Pioneer Hi-Bred disse a um pesquisador que “não dispunha de material apropriado para fornecer”.
 
Quando a empresa e os pesquisadores conseguem concordar em um projeto de pesquisa, eles precisam negociar os termos do acordo. Segundo pesquisadores, muitos destes acordos costumam travar quando as empresas querem controlar ou bloquear a publicação da pesquisa.
 
Também são impressionantes os relatos de manipulação de dados praticados pelas empresas. Um caso descrito no artigo foi de um milho da Pioneer tóxico a insetos. Em 2001 a empresa contratou alguns laboratórios de universidades para estudar efeitos indesejados do milho em uma espécie de joaninha. Os laboratórios descobriram que quase 100% das joaninhas que foram alimentadas com o milho morreram no oitavo dia do ciclo de vida. Quando os pesquisadores apresentaram seus resultados à Pioneer, a empresa os proibiu de divulgar os dados. Como a variedade de milho ainda não era comercializada, o acordo de pesquisa dava à Pioneer o direito de vetar a publicação dos resultados.
 
Dois anos depois a Pioneer recebeu autorização para comercializar um milho que continha exatamente a mesma toxina daquele usado nos experimentos com as joaninhas. Mas os dados submetidos ao EPA (Agência de Proteção Ambiental do governo americano, na sigla em inglês) não informavam os efeitos sobre as joaninhas -- apesar de a empresa ter seguido os protocolos normais de pesquisa. Num dos estudos da Pioneer, a empresa forneceu a toxina purificada às joaninhas até o sétimo dia de vida -- um dia antes do que havia sido observado como o estágio mais suscetível.  Em um segundo estudo, a empresa acompanhou as joaninhas até o final do ciclo de vida, mas usou um modo diferente de alimentação, fornecendo um pó homogeneizado contendo metade presas (pequenos animais dos quais elas se alimentam, como insetos e ácaros) e metade pólen, e não verificou nenhum efeito.
 
Segundo um dos pesquisadores envolvidos com a primeira pesquisa, a EPA foi informada da pesquisa independente, mas preferiu não agir. E a Pioneer não daria permissão aos cientistas para refazer o experimento.
 
Também sobre este tema, um outro artigo [1] publicado pela renomada revista científica Nature em setembro deste ano apresentou em detalhes a saga que atravessam os cientistas que se arriscam a publicar pesquisas indicativas de efeitos maléficos dos transgênicos.
 
O caso apresentado em maior detalhe é o das pesquisadoras Emma Rosi-Marshall e Jennifer Tank, que em 2007 publicaram um estudo indicando que as larvas de um inseto herbívoro da ordem trichoptera que vivem em pequenos cursos d’água no norte de Indiana (EUA), onde as lavouras de milho Bt (tóxico a insetos) se espalham até onde alcança a vista, também são afetadas pelo Bt. No artigo, publicado na revista científica PNAS (Proceedings of the National Academy of Sciences), as autoras concluem que o plantio disseminado de lavouras Bt provoca consequências inesperadas em escala de ecossistemas.
 
A reação furiosa de cientistas pró-transgênicos foi imediata. Em apenas duas semanas, diversos pesquisadores já haviam escrito para as autoras, para a revista PNAS e para a Fundação Nacional de Ciência (NSF, em inglês) do governo americano, que financiava o trabalho de Rosi-Marshall. O trabalho foi acusado de falho, omisso, mal desenhado, entre outras coisas.
 
Um dado interessante apontado por Arthur Benke, um dos cientistas que prestaram apoio às autoras afirmando o valor dos dados publicados, é que absolutamente nenhuma das críticas sugere o aprofundamento das pesquisas sobre o caso. “O que relatórios como este fazem é nos alertar sobre possíveis razões para analisarmos a questão com mais cuidado”, diz ele. Allison Power, pesquisadora de ecologia e biologia evolutiva da Cornell University, complementa: “Tentar desmentir a pesquisa imediatamente é um ato que ignora como a ciência deve funcionar: você formula uma hipótese, testa-a, refina-a, testa-a e refina-a novamente. Você segue fazendo isso até conseguir uma resposta que seja tão próxima quanto possível da que se pode obter. Não entendo que exista resistência a esta noção”.
 
Embora o artigo da Nature conceda muito espaço para os cientistas pró-transgênicos exporem seus argumentos e pontos de vista, a sua leitura deixa evidente o caráter preconceituoso e grosseiro dos supostos críticos.
 
Um destes “críticos” relata que formou uma “equipe de refutação” chamado “ask-force” (algo como “força tarefa para questionamentos”) para desafiar pesquisas sobre a biossegurança de lavouras transgênicas. Das 20 pesquisas já “criticadas” pelo grupo, nenhuma é positiva em relação aos efeitos dos transgênicos.”
 
O principal argumento dos detratores das pesquisas é que elas podem ser usadas por ativistas anti-transgênicos para fomentar ações e influenciar as políticas sobre o tema. Com base nisso, promovem todo o tipo de perseguição.
 
Ignacio Chapela, um pesquisador da Universidade da Califórnia, em Berkeley, conta que estes ataques estão dissuadindo jovens cientistas a seguir carreiras em pesquisa sobre lavouras transgênicas. “Já tenho uma longa experiência com pessoas jovens que me dizem que não vão para este campo precisamente por serem desencorajados pelo que vêem”, diz ele.
 
Para quem não se lembra, Chapela foi um dos primeiros cientistas a enfrentar este tipo de perseguição. Em 2001 ele publicou um artigo na mesma Nature relatando que variedades crioulas de milho no México estavam contaminadas por genes transgênicos. A reação negativa foi tão forte que, de maneira inédita, a Nature publicou uma nota reconhecendo que “as evidências disponíveis [no estudo de Chapela] não eram suficientes para justificar a publicação da pesquisa”. Posteriormente, análises feitas pelo governo mexicano confirmaram a contaminação apontada por Chapela.
 
É muito importante que estas denúncias comecem a circular em publicações científicas respeitadas. Vamos esperar que estes artigos incentivem outros cientistas intimidados a sair do casulo. Especialmente por aqui: já passou da hora de os nossos pesquisadores começarem também a se indignar e se articularem para desmascarar a defesa pseudocientífica dos transgênicos no Brasil e tentar conter e reverter as atrocidades cometidas pela CTNBio “em nome da ciência”.
 
[1] Battlefield - Papers suggesting that biotech crops might harm the environment attract a hail of abuse from other scientists.Nature|Vol 461|3 September 2009.
Artigo disponível em inglês mediante pagamento:

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Comissão Europeia aprova 2 milhos GM




Após uma reunião dos ministros da agricultura europeus em que nada foi decidido, ficou a cargo da Comissão Europeia decidir sobre a aprovação de 2 variedades de milho geneticamente modificadas. Para quem não se lembra, o jornal britânico, The Independent on Sunday, revelou um escândalo na Europa. Os dirigentes de 27 países da União Européia se reuniram secretamente para acelerar os processos de autorização dos cultivos transgênicos, contrariar a oposição, acalmar a população e intervir a favor dos representantes da indústria. Nem é preciso dizer que com a decisão em suas mãos, a Comissão Européia aprovou ontem o milho MON  89034 e MON 88017, ambos da Monsanto

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Guerra contra o pagamento de royalties


Outra guerra sobre as royalties cobradas pela Monsanto aconteceu semana passada na Comissão de Agricultura da Câmara. Produtores acusam a empresa de cobrar taxas exorbitantes e inviáveis pelo produto e a Monsanto informa que há no País a comercialização de sementes piratas. Consenso? Só na justiça mesmo.

Enquanto isso, o deputado federal Luis Carlos Heinze (PP-RS) já se manifestou contra a cobrança de royalties. Segundo o deputado, "os produtores do Rio Grande do Sul reivindicam o direito de reservar e replantar o grão sem pagar indenizações a empresa, tanto que entraram com ação no Ministério da Justiça de Porto Alegre para garantir esse direito".

Será que nem assim os produtores desistirão dos transgênicos? Afinal, ninguém é obrigado a comprar se não quiser pagar. O mesmo deveria ser válido para a rotulagem dos transgênicos, ninguém deveria ser obrigado a comprar se não quisesse.

Fonte: Expresso MT e Tribuna do Norte


CTNBio brinca mais uma vez com a saúde do consumidor

Abaixo, artigo da Agência Chasque:
A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) aprovou a liberação comercial de três variedades de milho transgênico. Duas espécies são os chamados ‘eventos piramidados’ das empresas Monsanto e Syngenta. Sem a presença de representantes importantes da Comissão como o do Ministério do Meio Ambiente, dois dos quatro eventos piramidados que estavam na pauta foram liberados para comercialização através de um procedimento simplificado, ou seja, sem avaliação de riscos da ocorrência de efeitos adversos. O argumento das empresas para a aprovação dos milhos transgenicos sem análise de risco é que as combinações já foram autorizadas anteriormente. Para a assessora jurídica da ONG Terra de Direitos, Juliana Avanci, de acordo com a Lei de Biossegurança, mesmo nesse caso é necessário fazer avaliação de riscos com os possíveis impactos na saúde humana, no meio ambiente e na economia. 
“A análise feita anteriormente pode ser questionável. E agora, com essa combinação de dois ou mais eventos não se sabe o que isso acarreta ou o que essa contaminação poderá nos trazer. Então é uma ameaça a biodiversidade. Pelo principio da precaução, por não se saber das conseqüências, cremos que deva ser feita um estudo mais detalhado sobre esses possíveis impactos”, diz. 
Jualiana ainda enfatiza que a forma de aprovação dos transgênicos no Brasil tem sido motivo de polêmica, já que as normas editadas pelo governo para impedir a contaminação não foram suficientes. Com a falta de controle sobre as plantações de transgênicos, os agricultores e consumidores estarão sujeitos à contaminação pelos novos eventos liberados sem saber quais serão as consequências dessas combinações.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

A Verdade por trás da Cartilha de Orgânicos do MAPA


Abaixo trecho retirado do Boletim Por Um Brasil Sem Transgênicos n.458.

Em 31 de julho publicamos, no Boletim 452 (2. O vai-e-vem da cartilha sobre orgânicos do MAPA), um esclarecimento sobre a história que circulava na internet contando que a Justiça teria concedido liminar em mandado de segurança a favor da Monsanto, ordenando o recolhimento da cartilha “Produtos Orgânicos - O Olho do Consumidor”, produzida pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e ilustrada pelo cartunista Ziraldo.
Checamos a história e informamos que a notícia da liminar da Monsanto era falsa.Junto com o boato correu também a informação de que a cartilha vinha sendo alvo de bombardeios pela Câmara Temática de Insumos Agropecuários do MAPA por ela criticar o uso de agrotóxicos e sugerir, em sua página 7, que os transgênicos colocam em risco a agrobiodiversidade (ver Boletim 448 ).
Enfim, a confirmação: os ataques à cartilha aconteceram mesmo dentro do Ministério -- e a Monsanto foi poupada de se expor publicamente pedindo o veto ao material.
A AS-PTA teve agora acesso a dois documentos assinados pelo Presidente da Câmara Temática de Insumos Agropecuários do MAPA, Sr. Cristiano Walter Simon.
O primeiro deles chama-se “Proposição CTIA nº 003/2009” e data de 17 de julho de 2009. Ele é dirigido ao Ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, e começa fazendo duras críticas à cartilha dos orgânicos. Segundo Simon, a campanha em prol dos produtos orgânicos “desqualifica os produtos convencionais, associando-os a alimentos prejudiciais à saúde, ao ambiente e à vida saudável”, e “apresenta posições facciosas e inverídicas”.
Em seguida, apresenta as seguintes sugestões:
“I. Imediata suspensão desta campanha dos Orgânicos.
II. Recolhimento das Cartilhas “Produtos Orgânicos: o olho do consumidor”.
III. Uso dos recursos limitados do MAPA para estimular a produção sob Boas Práticas Agrícolas, envolvendo rastreamento, monitoramento, certificação e produção integrada, estimulando a produção e disponibilização, no mercado interno e exportação, de alimentos saudáveis/ seguros.”
O segundo documento é uma Nota Técnica, de número 01/2009, que visa fundamentar as sugestões acima.
Em meio a outros petardos, destaca-se passagem na qual o presidente da Câmara Temática diz que “É arriscado simplificar o conceito de que os produtos orgânicos são necessariamente saudáveis e seguros, já que podem apresentar contaminações biológicas e físicas, além de químicas, se não houver rigoroso monitoramento. (...) É um risco difundir o conceito de que todo alimento orgânico é saudável.”
Mais adiante, Simon argumenta que “É preocupante a campanha em desenvolvimento pelo Governo Brasileiro/MAPA que, para enaltecer os produtos orgânicos, apresenta críticas facciosas e inverídicas aos produtos convencionais, que são os que chegam a maioria da população brasileira e são exportados”, e depois conclui que “seria conveniente ao agronegócio e à economia brasileira a imediata suspensão da Campanha em prol dos Produtos Orgânicos, da maneira como foi concebida, e o recolhimento de todo o material, incluindo a cartilha: ‘Produtos Orgânicos: o olho do consumidor’, com a ‘grife’ do Ziraldo e tiragem de 620.000 exemplares.”
Como se vê, a importante iniciativa do Ministério da Agricultura de lançar esta campanha, cuja qualidade deve ser reconhecida, sofre ferrenhos ataques lá mesmo, dentro do Ministério. Não é necessário explicar que esta Câmara Temática é composta majoritariamente por representantes da indústria de “insumos” -- leia-se agrotóxicos, fertilizantes e sementes melhoradas.
Uma passada de olhos no currículo do presidente desta Câmara Temática ajuda a compreender melhor o episódio (http://abrahams.com.br/cristiano-walter-simon1).
Resumindo, o agrônomo, formado em 1965, foi presidente da Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef) por mais de 20 anos (a Andef é a poderosa associação que reúne as empresas de agrotóxicos). Foi também diretor geral da SmithKline Saúde Animal para o Brasil, diretor da Diamont Shamrock do Brasil, supervisor comercial e gerente de P&D na Dow Química, e também gerente de produtos e de P&D para a América Latina na Dow Chemical.
Estando as cartas sobre a mesa, resta agora saber quem vencerá esta queda de braço. Pelo menos até o momento a cartilha “O Olho do Consumidor” segue disponível no site do Ministério . Não sabemos dizer se as outras formas de divulgação da Campanha (TV, rádios e distribuição de exemplares impressos) estão mantidas.
:: 
- As atas citadas das duas últimas reuniões da Câmara Temática (22/06/09 e 17/08/09) registram as discussões sobre este assunto e a proposta de sugerir ao Ministro a suspensão da campanha publicitária. Elas estão disponíveis no site do MAPA, seguindo-se o caminho: www.agricultura.gov.br ==> Câmaras e Conselhos ==> Câmara Temática de Insumos Agropecuários ==> Reuniões ==> Reuniões ordinárias 2009.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Royalties terão 26% de aumento

As royalties cobradas pela Monsanto, terão um aumento de 26% por saca de semente
Marcelo Monteiro, diretor executivo da Aprosoja, disse nesta sexta, dia 21, em Cuiabá (MT), que os produtores concordam em pagar royalties pelo uso da semente "Roundup Ready", da Monsanto, mas questionam o pedido de aumento.

De acordo com Monteiro, "o produtor usa a semente, produz bem, paga royalties e depois tem que pagar porque produziu acima do que a Monsanto acha que vai produzir, aí é um problema." - É engraçado esse espanto dos produtores, afinal, é isso que ocorre em um monopólio - a empresa decide o que você planta e o quanto você ganha. Quem sabe assim os produtores não param de plantar transgênicos?

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Quer plantar mas os insumos estão caros? Não se preocupe, a Monsanto financia

Tempos difíceis para conseguir crédito?
A Monsanto fornecerá opções para que os produtores continuem plantando. Uma das opções é o fornecimento de produtos pela empresa para pagamento a prazo e parcelado no momento da colheita, e o financiamento por meio do crédito rural. “Nesse segundo caso, a Monsanto é intermediária, apresentando o agricultor à instituição financeira e avalizando o crédito do cliente...”, explica o diretor financeiro da companhia, Alfredo Benito.

As multinacionais já têm a semente, os insumos e o crédito. Daqui a pouco os produtores apenas farão parte de uma grande integração... eles produzirão o que as empresas querem para que as próprias empresas possam vender. Ou seja, as empresas apenas repassarão os riscos do plantio para o produtor.
Cada vez mais a corda se fecha...

Para maiores informações acesse o Portal Fator Brasil.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Monsanto NÃO entra com liminar contra a cartilha de orgânicos

A cartilha produzida pelo Ministério da Agricultura sobre agroecologia não teve sua distribuição impedida. A cartilha "O Olho do Consumidor", com ilustrações de Ziraldo, foi lançada para divulgar a criação do "Selo do SISORG" (Sistema Brasileiro de Avaliação de Conformidade Orgânica) que pretende padronizar, identificar e valorizar produtos orgânicos, orientando o consumidor e fiscalizando as entidades certificadoras.
A tiragem foi de 620 mil cópias.
Segundo me informado por email, através da Heloísa Moraes da CDI Comunicação Corporativa:
Por conta dos recentes boatos que têm circulado na internet, sobre uma possível ação judicial da Monsanto contra campanha educativa coordenada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) sobre os benefícios de alimentos livres de agrotóxicos, a Monsanto esclarece que eles não procedem e que desconhece a origem dessa informação. A empresa reafirma o respeito pela liberdade de opinião, expressão e escolha do mercado, instituições e empresas pela utilização de culturas convencionais, geneticamente modificadas ou orgânicas. A Monsanto se orgulha de ser líder em biotecnologia agrícola e acredita profundamente nos benefícios das culturas geneticamente modificadas, que têm potencial para ajudar a aumentar a produção de alimentos, com menos recursos naturais e, ainda, melhorar a vida de agricultores em todo o mundo.
Assim como o Gabriel Cunha também alertou em seu blog.
Agradeço os alertas! Não sei quem começou, mas nós já retificamos o erro.

sábado, 18 de julho de 2009

Governo de Obama e de Lula: decepção quanto aos transgênicos

O Boletim Por um Brasil Livre de Transgênicos Nº450 traz notícias com relação ao governo de Obama e os transgênicos. Altamente recomendada a leitura! Aliás, quem ainda não se cadastrou para receber os informativos deveria fazê-lo logo... é um trabalho muito sério e muito bem feito.
Abaixo, tomo a liberdade de reproduzir um trecho do informativo:
Obama põe lobista da Monsanto na FDA
A porta giratória entre a indústria e o governo continua rodando nos EUA. Em 06 de junho Barack Obama nomeou Michael R. Taylor para o cargo de Assessor Sênior de Margaret Hamburg, Presidente da Food and Drug Administration (FDA), órgão do governo americano que regulamenta alimentos e medicamentos.
Taylor é um antigo conhecido daqueles que acompanham a novela dos transgênicos. Sua história está intimamente ligada à aprovação dos transgênicos nos EUA (e, em consequência, no mundo).
Fazendo uma retrospectiva. Em 1991, após os cientistas da FDA concluírem que não havia segurança suficiente para a liberação de alimentos transgênicos no país, o governo de Bill Clinton criou um posto no órgão especialmente para Taylor, que trabalhara por sete anos como advogado da Monsanto.
No cargo de “deputy commissioner for policy”, uma espécie de conselheiro para políticas, Taylor comandou a criação do famoso conceito da “equivalência substancial” para comparar plantas transgênicas e convencionais. Segundo o método, fazendo-se uma comparação química grosseira entre uma planta transgênica e sua similar convencional, pode-se concluir que a transgênica é “substancialmente equivalente” à convencional e portanto, por princípio, é segura. Mais ainda, se ela é quimicamente equivalente e portanto segura, não é necessária a realização de testes exaustivos para verificar sua segurança. Brilhante, não?
Importante notar ainda que, segundo este incrível conceito, além de se comparar uma lista bastante limitada de elementos (como as quantidades de proteínas, carboidratos, vitaminas e minerais, entre alguns outros), em nenhum lugar são estabelecidos os níveis de similaridade que uma planta transgênica deve ter em relação à sua contraparte convencional para ser considerada equivalente.
E como se não bastasse a precariedade científica do conceito, ele costuma ser aplicado da forma mais tosca possível. Vejamos, por exemplo, o caso da soja tolerante ao herbicida glifosato. Conforme descreveram três renomados cientistas na revista Nature em 1999, “Embora nós saibamos há cerca de dez anos que a aplicação de glifosato na soja altera significativamente sua composição química (por exemplo, o nível de componentes fenólicos como isoflavonas), a soja resistente ao glifosato usada nos testes de composição cresceu sem a aplicação de glifosato. Isto apesar do fato de que as lavouras comerciais de soja tolerante ao glifosato seriam sempre tratadas com o produto para eliminar plantas invasoras. Os grãos testados eram, portanto, de um tipo que jamais seria consumido, enquanto aqueles que seriam consumidos não foram avaliados.”
Já naquela época os cientistas alertavam: “A equivalência substancial é um conceito pseudo-científico porque é um julgamento comercial e político mascarado de científico. Ele é, além disso, inerentemente anti-científico, porque foi criado primeiramente para fornecer uma desculpa para não se requererem testes bioquímicos e toxicológicos.”
Mas foi a partir deste princípio de Taylor que os transgênicos foram autorizados nos EUA, dispensando-se as análises de risco. O conceito foi difundido pelo mundo e possibilitou a liberação dos transgênicos em diversos países -- inclusive no Brasil.
Em sua passagem pela FDA, Taylor também foi responsável pela liberação nos EUA do hormônio de crescimento bovino transgênico (rBST ou rBGH, nas siglas usadas em inglês), da Monsanto. O produto é injetado em vacas para aumentar a produção de leite, mas diversos estudos apontam evidências de que ele produz efeitos colaterais nas vacas (como aumento da incidência de mastite) e que provoca no leite o aumento do nível de outro hormônio associado ao surgimento de câncer de mama, próstata e colo. Além disso, o uso de hormônio transgênico pode estar relacionado ao alto nível de nascimentos de gêmeos (Boletim 307).
Taylor não só conseguiu que o hormônio do leite fosse aprovado nos EUA, como impediu que a informação sobre o uso do produto aparecesse nos rótulos de embalagens de leite e derivados (a Monsanto chegou a processar os produtores que rotularam seu leite como “livre de rBST”; recentemente um grande movimento de consumidores conseguiu, em alguns estados americanos, impedir a aprovação de leis para proibir os rótulos “livre de hormônio de crescimento”) (Boletim 384). [1]
Após cumprir estes serviços Taylor saiu da FDA, em 1994. Foi para o Serviço de Inspeção e Segurança de Alimentos (FSIS) do USDA (ministério de agricultura dos EUA) e, em 1998, tornou-se um dos vice-presidentes da Monsanto, atuando na área de “políticas públicas” (espécie de “lobista-chefe” da empresa). Taylor ocupou este cargo por dois anos.
Agora de volta à FDA, Taylor enterra qualquer esperança que se poderia ter de que o governo de Obama conseguiria manter independência das indústrias de biotecnologia e promover mudanças importantes na precária política para a segurança dos alimentos no país.
Muda-se o piloto, mas mantém-se o resto da tripulação, que se encarrega de não permitir alterações de rota. Aliás (e infelizmente) este fenômeno é também bastante comum por aqui, especialmente nesta área -- afinal, quem diria, há dez anos atrás, que o Brasil escancararia as portas aos transgênicos justamente sob o PT de Lula?
--
[1] No Brasil o hormônio de crescimento bovino é liberado. Dois produtos comerciais são vendidos aqui: o Lactotropin, da Elanco, e o Boostin, da Schering-Plough. Nenhuma das empresas informa que o produto é transgênico e o Ministério da Agricultura não fiscaliza seu uso.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Monsanto investe em trigo transgênico

A Monsanto Company comprou a WestBred, empresa especializada no germoplasma do trigo, material genético para a produção de sementes, o custo foi de US$ 45 milhões. A intenção é a produção de trigo transgênico. Segundo Carl Casale, vice-presidente executivo de estratégia global e operações da Monsanto. "Com a WestBred, seremos capazes de oferecer avanços para o melhoramento genético e a biotecnologia, que proporcionarão aumento de produtividade para a triticultura."
As sementes desenvolvidas pela Monsanto com o germoplasma da WestBred servirão como base para a criação de novos eventos biotecnológicos, cujos focos iniciais serão tolerância à seca, uso de nitrogênio e maior produtividade. A Monsanto também irá explorar as oportunidades de tolerância a herbicidas e resistência a doenças, mas os planos não incluem desenvolvimentos do evento Roundup Ready® de primeira geração no trigo.
Será que a Monsanto não vai investir em Roundup Ready devido às diversas daninhas já resistentes ao herbicida??
Com a compra desta empresa, a Monsanto adquire uma enorme quantidade de germoplasma de trigo, que é a base do melhoramento genético tradicional (cruzamento natural de plantas). Assim, a quantidade de material disponível diminui... as opções do agricultor se afunilam... é um verdadeiro monopólio!
Fonte: Safra News

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Agência européia quer que o milho MON810 seja autorizado na Europa


"Geneticamente Pró-OGM", foi assim que o jornal Le Monde definiu a EFSA, a agência responsável por liberar os transgênicos, similar à CTNBio no Brasil.
Segundo a EFSA, o milho MON 810 tem "pouca probabilidade de ter efeitos adversos ao ambiente, saúde humana e animal." De fato é um parecer favorável ao pedido de re-autorização por 10 anos para comercialização e plantio do milho ogm da Monsanto.
Seis países europeus (Alemanha, França, Grécia, Áustria, Hungria e Luxemburgo) baniram a sua produção na espera de um acordo comunitário sobre OGM. O milho MON 810 é cultivado somente na Espanha, praticamente.
Desde sua criação, em 2002, a EFSA recebeu da indústria agroalimentar 119 pedidos de autorizações ou re-autorizações para organismos geneticamente modificados. Mais da metade (69) estão ainda em estudo, enquanto 42 já foram analisados e todos foram aprovados. (Até parece a nossa CTNBio!).
Mas de onde vem esse fator pró-ogm? Todo ano os membros da EFSA devem apresentar uma declaração detalhada onde atestam não possuirem conflitos de interesse, financeiros ou intelectuais. Mas associações como Friends of the Earth e Greenpeace contestam a independência da EFSA. Começando por seu presidente, Harry Kuiper, o qual foi coordenador de 2000 a 2003 de um programa de pesquisa europeu no qual participaram a Monsanto, a Bayer CropScience e a Syngenta. Deve ser muito independente mesmo...


Fonte: SlowFood

terça-feira, 12 de maio de 2009

Milho MON810 continua proibido na Alemanha

Vitória da Alemanha. Vitória do ambiente. Vitória do consumidor.

Processo da Monsanto contra a proibição de cultivo do milho MON810 foi rejeitado.
 O juíz da corte administrativa em Brunswick defendeu sua decisão baseado que "se informação nova ou adicional indicar risco potencial para humanos e animais", isso já é suficiente para proibir aautorização de transgênicos. Não é necessário, no momento, qualquer grande evidência científica evidenciando um risco total (absoluto), para uma proibição ser imposta.
A ministra Aigner invocou a cláusula de salvaguarda da legislação européia de OGM dizendo que há novas evidências científicas dando "bases razoáveis para acreditar" que este milho Bt apresente risco ao ambiente.
Monsanto entrou com um processo contra a proibição pois estava convincta que não há provas suficientes para colocar a segurança de seu milho MON810 em dúvida. A empresa queria comercializar as sementes ainda nesta safra.
Fonte: Yahoo.com
Para saber mais: Alemanha proibe MON810, Brisbane Times

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Produtores do RS perdem e são obrigados a pagar royalties para Monsanto

No início da semana passada foi concedida uma liminar que determinava que os produtores não remetessem mais os 2% comercializados (royalties) para a multinacional.
A decisão foi resultado de uma ação coletiva dos sindicatos rurais de Passo Fundo, Sertão e Santiago. Contudo, a Monsanto, na mesma semana, entrou com recurso na semana passada depois que um juiz da 5ª Vara Civil de Porto Alegre determinou que os valores fossem depositados em juízo pelos agricultores. A Associação dos Produtores de Soja calcula que somente nesta safra o pagamento de royalties chegue a R$ 1 bilhão no Brasil.
Sengundo os produtores, a soja transgênica trouxe um ganho quando foi lançada no Brasil. E hoje se nós pegarmos essa parte da rentabilidade do soja que dá e sobra pro produtor por ano por hectare 5 a 10 sacas e nós pegarmos os dois por cento que é pago por total bruto da produção ele vai atingir mais ou menos 13% da receita líquida. Os 2% se transformam porque eles são pegos do bruto e não da receita líquida.
Fonte e mais informações em: ClicRbs.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Monsanto financia bolsa de estudos em arroz e trigo

Ao ver a Bayer tentar colocar o arroz transgênico no Brasil, a Monsanto não resistiu e agora criou um programa (Beachell-Borlaug International Scholars) para financiar bolsas de estudos para pesquisadores que queiram desenvolver tecnologias com arroz e trigo. Por que será que estão utilizando bolsas de estudo? Será que manter pesquisadores trabalhando é mais caro? Ou será que isso faz parte da "entrada" da Monsanto nas universidades?

A empresa já havia feito um "convênio" com a USP. Agora fez um convênio secreto com uma universidade pública de agronomia da Argentina!

Também da Argentina, vem esta entrevista com Marie-Monique Robin, autora do livro O Mundo Segundo Monsanto. Assista o documentário do livro com legendas em português.

A informação é uma forma de defesa!

ATUALIZAÇÃO (2/4/09 - 10:34h)
Também na Universidade de Évora, em Portugal, Monsanto está querendo entrar com testes do milho NK603, proibido para plantio em toda Europa.

quinta-feira, 26 de março de 2009

PCB é encontrado em leite materno de brasileiras

Pesquisa da Unicamp avaliou o leite de 200 mulheres e encontrou o PCB (Bifenil policlorado) que é um dos 10 poluentes com alto grau de toxicidade.
Começou a ser utilizado na década de 30, por empresas como a Monsanto e a Bayer por causa de suas vantagens químicas e físicas: era um composto não-inflamável, de alta resistência elétrica e grande estabilidade. Depois da produção de milhões de toneladas, viu-se que permanecia no ambiente por muito tempo.
Em adultos pode provocar irritações cutâneas, em crianças há o perigo da anemia, da redução de crescimento, de menor QI, entre outros.
Fonte: Revista Época

terça-feira, 10 de março de 2009

Monsanto quer algodão Bollgard Roundup Ready neste ano no Brasil

Monsanto espera que o seu algodão Bollgard RR (resistente ao ataque de insetos e tolerante ao herbicida Roundup) seja aprovado no Brasil em 2009. A meta é colocar em comercialização em 2010.
Já foram 5 os transgênicos da Monsanto aprovados pela CTNBio.
Este não é o 1º transgênico com 2 características na mesma planta, já foi aprovado o milho Herculex, resistente a insetos e ao herbicida glufosinato de amônio.
Enquanto isso, um estudo na Índia (Effect on Soil Biological Activities Due to Cultivation of Bt. Cotton) para determinar o efeito do algodão Bt (Bacillius thuringiensis) da Monsanto, na população microbiana de vários solos, teve como resultado um declínio significativo no totalde biomassa microbiana. Se continuar o plantio de transgênico Bt, os pesquisadores estimam que 6,7 milhões de hectares plantados com culturas Bt na Índia possam se tornar estéreis e incapazes de produzir qualquer coisa dentro dos próximos 10 anos.

Fonte: Invertia e Navdanya