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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Soja não-geneticamente modificada ganhará certificação

A soja não transgênica ganhará certificação oficial. O mercado externo tem muita procura pela soja não-geneticamente modificada, pagando até um pouco a mais pela mercadoria. Será que os produtores não estão indo pelo caminho contrário ao plantar transgênicos?

As normas serão definidas pela ABNT, onde uma Comissão de Estudo Especial de Grãos Não Geneticamente Modificados está se formando. Esta é uma solicitação da Associação Brasileira de Produtores de Grãos Não Geneticamente Modificados (Abrange), diante de uma demanda crescente por soja e milho diferenciados nos mercados interno e externo.
Serão normas técnicas específicas para a produção, transporte, segregação, rastreabilidade, armazenamento e beneficiamento de soja não geneticamente modificada, para garantir aos compradores nacionais e internacionais a origem e as especificações exigidas, de forma oficial, agregando valor ao produto.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Produtores entram na justiça contra a Monsanto

Os produtores não questionam o pagamento de R$ 0,44 por semente de soja transgênica, mas sim a cobrança sobre o total da produção no caso de a produtividade da lavoura ultrapassar 74 sacas por hectare ou produzir sua própria semente.
Além disso há uma multa de 2% sobre sua produção de soja convencional caso o produtor não consiga evitar a mistura dos grãos transgênicos e não transgênicos dentro do armazém. 
Esses são problemas administrativos, e quanto aos problemas agronômicos que os produtores estão enfrentando? E quanto à resistência ao glifosato sob o cultivo da soja transgênica Roundup Ready, em mais de 60% das lavouras brasileiras?
De acordo com a Monsanto, este é um problema de “fenômeno natural” relacionado à capacidade de as plantas se adaptarem de uma geração para outra. 
"Essas plantas ameaçam anular as vantagens do produto, capaz de controlar mais de cem ervas que disputam energia com soja e milho. Os laboratórios não oferecem nenhuma alternativa química capaz de reverter sozinha a situação. Segundo os especialistas ouvidos pelo Caminhos do Campo, por mais que se apele aos herbicidas alternativos disponíveis no mercado, o remédio mais eficiente por enquanto é a rotação de culturas, a diversificação." Outra alternativa é  voltar à enxada...

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Produtores de Sinop avaliam acionar na justiça a Monsanto

Reportagem do Diário de Cuiabá mostra como produtores lidam com a cobrança de royalties da Monsanto. É necessário pagar 2 vezes. Uma na compra, cerca de 30% do preço da safra e outra na venda, onde é feito um teste para saber se a soja é transgênica ou não. Contudo, produtores que têm sua lavoura contaminada também são obrigados a pagar. Interessante... não deveria ser ao contrário? a Monsanto pagar pela contaminação da lavoura do produtor? 
Até quando os produtores irão querer plantar transgênicos, sendo que só têm a pagar e nada a ganhar?

Abaixo um trecho da reportagem. Para ver a reportagem completa entre no Diário de Cuiabá.
"A guerra dos produtores mato-grossenses à Monsanto – multinacional detentora da tecnologia de sementes transgênicas da soja, conhecida como RR (Roundup Ready) – está declarada. Depois de esgotadas todas as tentativas de diálogo com a empresa, os produtores já pensam em acionar a Justiça. Em Cuiabá, a Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado (Aprosoja) prepara ação judicial contra a Monsanto. E, em Sinop (500 Km ao Norte de Cuiabá), os produtores também estudam entrar na Justiça contra a empresa. 
... SINOP - Depois de várias conversações, sem resultado, o Sindicato Rural de Sinop estuda propor ação contra a Monsanto. Atualmente, cerca de 50% das lavouras da região Norte de Mato Grosso são cultivadas com variedades transgênicas. Estas se diferenciam das convencionais por serem tolerantes à herbicida à base de glifosato, usado para dessecação pré e pós-plantio, para eliminar qualquer tipo de planta daninha. 
... O presidente do Sindicato, Antônio Galvan, explicou que são feitas duas cobranças. A primeira delas na compra da semente, por meio de boletos. “Em janeiro, eles cobraram R$ 0,45 cada quilo de semente, o que equivale a cerca de 30% do preço da saca”. 
... O principal questionamento é quanto a segunda cobrança, que é feita na saída do produto. Ao chegar nos armazéns, o grão passa por um teste que vai apontar se é transgênico ou não. "O problema ocorre porque, em muitos casos, a oleaginosa convencional é contaminada e os produtores acabam tendo que pagar os royalties sem ter adquirido sementes transgênicas". "
Isso ocorre tanto na lavoura, por meio de polinização ou na hora do plantio, quanto na hora de estocar a safra. “Se tiver uma lavoura de soja transgênica ao lado de uma convencional, na época da florada, pode ocorrer a polinização. Se as máquinas, na hora do plantio, não forem bem limpas e ficar algumas sementes de transgênicos, também pode haver a contaminação. Desta forma, na hora dos testes, são consideradas transgênicas”. "

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Royalties terão 26% de aumento

As royalties cobradas pela Monsanto, terão um aumento de 26% por saca de semente
Marcelo Monteiro, diretor executivo da Aprosoja, disse nesta sexta, dia 21, em Cuiabá (MT), que os produtores concordam em pagar royalties pelo uso da semente "Roundup Ready", da Monsanto, mas questionam o pedido de aumento.

De acordo com Monteiro, "o produtor usa a semente, produz bem, paga royalties e depois tem que pagar porque produziu acima do que a Monsanto acha que vai produzir, aí é um problema." - É engraçado esse espanto dos produtores, afinal, é isso que ocorre em um monopólio - a empresa decide o que você planta e o quanto você ganha. Quem sabe assim os produtores não param de plantar transgênicos?

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Danos às crianças na Argentina - glifosato é o responsável

Em Colonia Alicia, na Argentina, a cada ano, 60 bebês nascem com malformação.
Quase 87% das crianças até 2 anos de idade apresentam atraso mental, denunciou Hugo Gómez Demaio, na apresentação de um projeto de lei para proibir os agrotóxicos. O dano às crianças é consequência da aspersão de agrotóxicos na região.
Pesquisadores afirmam que os casos de malformações nos bebês ocorrem devido ao contato com o herbicida (glifosato) que provoca modificações no genoma humano, as quais se transmitem aos descendentes.
Essas informações foram divulgadas no encontro "Observatório do Glifosato" realizado em Buenos Aires, onde foi apresentado um projeto de lei para proibir o uso e a venda de agrotóxicos. 
Há anos, a Argentina é um dos maiores utilizadores dos transgênicos, principalmente da soja roundup ready. Sem dúvida, infelizmente, daqui a alguns anos esta notícia estará nos jornais do Brasil também.

Para saber mais acesse: Partido Pirata Argentino

Fonte: Informador

domingo, 9 de agosto de 2009

Europa cancela compras de soja dos EUA - presença de OGMs


Segundo o Estadão, "compradores da União Européia voluntariamente decidiram suspender as compras de soja dos Estados Unidos depois de ter sido identificado em carregamentos do produto traços de milho geneticamente modificado, informou um porta-voz da UE em Washington."
A soja iria para a Espanha e a Alemanha e apresentava traços de contaminação com o milho proibido (MON-88017 e MIR-604) na Europa. Toda a soja que não foi consumida será devolvida.
A dificuldade será encontrar farelo de soja que não esteja nem mesmo com traços de OGMs. Isso sempre foi informado aos agricultores brasileiros, se a Europa quer soja não-OGM por que os agricultores insistem em plantar transgênicos? Talvez a propaganda das empresas influencie em suas decisões, contudo, aquele que não plantou transgênico está com a venda da sua produção garantida!

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Soja transgênica produz 9% menos

O texto abaixo foi extraído do Boletim 448 - Por um Brasil Livre de Transgênicos.

A informação vem da Fundação Pró-Sementes, que comparou o desempenho de 40 variedades de soja transgênica e 20 convencionais em 7 municípios gaúchos. O resultado foi que em média as variedades geneticamente modificadas produziram 9% menos que as convencionais, com custo de produção equivalente.

Mesmo assim, o executivo da Fundação Rui Rosinha afirmou que a transgenia tem sua maior eficiência na facilidade de manejo. A praticidade é a única das promessas que ainda se sustenta, as demais (um mundo melhor, combate à fome, alimentos saudáveis, menores custos etc.) não resistiram à realidade.

Com informações da Farsul e Correio do Povo, 18/06/2009.
http://pratoslimpos.org.br/?p=181

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Agrotóxicos = câncer, danos ao sistema nervoso, poluição ambiental

Os perigos dos agrotóxicos (e transgênicos) não estão somente na contaminação ambiental, que por si só já é preocupante, mas também há malefícios na saúde humana.
De acordo com Neice Muller Xavier Faria, médica e professora da Universidade Federal de Pelotas (UFPEL), em entrevista à IHU-Online, informa que “o principal mecanismo de ação dos inseticidas é sobre o sistema nervoso dos insetos e o problema é que este efeito não se restringe à espécie-alvo e pode afetar também os mamíferos”. Os agrotóxicos também podem causar "neuropatias, distúrbios respiratórios (asma e doença respiratória crônica inespecífica), gastrointestinais (incluindo hepatopatias) e endócrinos (hipotireoidismo/bócio), além de câncer".
Já trabalho da Dra. Jandira Maciel da Silva, na região sul de Minas Gerais sobre o aumento do câncer nessa região, mostrou que "os trabalhadores que declararam ter tido exposição a agrotóxicos apresentaram um risco de quase quatro vezes maior para o desenvolvimento de câncer hematológico em relação àqueles que não declararam exposição."
Na entrevista da Engenheira Agrônoma Maria José Guazzelli, há a informação que "o Brasil, em 2008, tornou-se o maior consumidor mundial de venenos agrícolas (733,9 milhões de toneladas), ultrapassando os Estados Unidos (646 milhões de toneladas). Em 2007, as vendas no Brasil significaram 5,372 bilhões de dólares e em 2008, 7,125 bilhões. A cultura que mais consome agrotóxico é a soja. No total, os herbicidas representam cerca de 45% das vendas, os inseticidas 29%, e os fungicidas 21%". Ou seja, o tão famigerado argumento de que culturas transgênicas diminuem o uso de agrotóxicos não passe de marketing.
A engenheira agrônoma também afirma que nos cultivos Bt, “nos quais toda a planta é transformada num agrotóxico pela transgenia, se os genes Bt forem transferidos, eles poderiam fazer nossas bactérias intestinais tornarem-se fábricas vivas de agrotóxicos”. A entrevista também fala dos perigos do Round up, dos danos ao solo, às plantas e à saúde humana.
O Round up hoje é tido como um dos menos danosos (sic) herbicidas ao ambiente, fato que a engenheira agrônoma e centenas de outros pesquisadores e livros discordam (Roleta Genética, O Mundo Segundo Monsanto).
Antigamente, era o DDT o agrotóxico mais seguro... hoje ele é proibido no Brasil. (Antes tarde que nunca!)

domingo, 24 de maio de 2009

Para controlar resistência causada pelo glisofato (soja RR), vem aí a soja resistente ao 2,4-D (extremamente tóxico - agente laranja): CTNBio e Dow tentam disfarçar

Abaixo, transcrevo parte do Boletim 442 - Por um Brasil Livre de Transgênicos sobre a resistência da soja transgênica (glifosato) e da nova soja transgênica, resistente a um herbicida muito mais tóxico que o glifosato, o 2,4-D.
Uma matéria publicada no jornal Gazeta Mercantil em 18 de maio informa que a Dow AgroSciences, subsidiária da americana Dow Chemical, vai entrar no mercado brasileiro de sementes de soja transgênica com uma nova variedade tolerante à aplicação de herbicidas. O pedido para testes de campo já foi encaminhado à Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio).
A matéria não informa especificamente a qual herbicida a nova soja será tolerante. O diretor de sementes e biotecnologia da empresa apenas informa que “serão novos eventos tolerantes aos auxínicos, um regulador de crescimento que quando aplicado em doses adequadas atua como um herbicida”. A Dow é fabricante o herbicida 2,4-D, um herbicida auxínico considerado muito mais tóxico do que o glifosato (também tóxico).
Curiosamente, a pauta da 123a reunião ordinária da CTNBio, onde consta o pedido para liberação planejada (teste de campo) para esta soja, também não informa a qual herbicida ela é tolerante. Genericamente, diz apenas “soja geneticamente modificada tolerante a herbicidas”.
Entretanto, um boletim da Frente Parlamentar da Agropecuária informou, em 05 de fevereiro último, sobre a solicitação da Dow à CTNBio para conduzir testes de campo com soja transgênica tolerante ao 2,4-D.
O “lançamento” desta soja tolerante ao 2,4-D é um escândalo! Todos sempre souberam que o uso intensivo de glifosato nas monoculturas de soja transgênica provocaria o desenvolvimento de mato resistente ao herbicida. À época da liberação da soja transgênica no Brasil, alertamos exaustivamente que isto já estava ocorrendo nos países que já cultivavam soja transgênica havia mais tempo, o que estava levando os agricultores a procurar herbicidas mais antigos e mais tóxicos como o 2,4-D.
A empresa e a CTNBio estão agora tentando “disfarçar” que a nova soja é tolerante ao 2,4-D justamente porque sabem que este herbicida é extremamente tóxico!
Para se ter uma idéia, o glifosato, cujos males ao meio ambiente e à saúde humana vêm sendo alerdeados aos quatro ventos, é classificado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) como de “Classe Toxicológica IV - Pouco Tóxico”. Já o 2,4-D é um herbicida “Classe I - Extremamente Tóxico”.
O 2,4-D é um dos dois componentes do famoso “agente laranja”, desfolhante utilizado na Guerra do Vietnam que provocou milhares de casos de cânceres, leucemias e patologias neurológicas, além do nascimento de bebês com deficiências físicas e mentais.

A fórmula soja transgênica + glifosato representa um desastre para os agricultores e uma ameaça à saúde dos consumidores (amplamente descrita no livro Roleta Genética, de Jeffrey Smith). E todos sabiam que sua eficácia agronômica duraria poucos anos. Substituí-la por outro pacote tecnológico muito mais nocivo para resolver os problemas causados pelo primeiro seria um crime sem precedentes das autoridades da CNTBio, que sabem, tanto como nós, dos efeitos devastadores que uma produção como estas em larga escala poderá provocar.
Com informações de:
- Gazeta Mercantil, 18/05/2009.
- Pauta da 123a. Reunião Ordinária da CTNBio
Fonte: Boletim 442- Por um Brasil Livre de Transgênicos

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Cobrança de royalties da Monsanto se mantém

Abaixo notícia do site CLICRbs
"A cobrança pelo uso da tecnologia Roundup Ready, nas lavouras de soja transgênicas do país, está mantida. A decisão foi comunicada nesta terça dia 5, pela a 9ª Câmara Civil do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul.
A desembargadora Marilene Bernardi foi a relatora do recurso de um caso envolvendo a Monsanto e os sindicatos dos municípios gaúchos de Passo Fundo, Sertão e Santiago. Em uma ação conjunta, os sindicatos pediram a retirada da cobrança de royalties pela multinacional. A Monsanto continuará cobrando o percentual de 2% pelo uso da tecnologia."
Mais em: Produtores do RS são obrigados a pagar royalties

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Soja do PR está contaminada com transgênicos!

Saiu hoje, no canal Invertia, a contaminação da soja no Paraná está prejudicando os produtores, que além de pagarem royalties, não podem vender sua soja como convencional (ganhando cerca de R$2,00 a mais por saca).
Falta pouco para não haver mais soja convencional...

E de acordo com o ingênuo diretor da PGP Consultoria e Assessoria, as empresas de sementes não estão agindo de má fé. (!) 
Para quem não se lembra, no início, as empresas diziam que era quase impossível a contaminação da soja convencional pela transgênica. Pelos tantos casos que vão surgindo, talvez não seja assim tão impossível. Pode ser que seja até bem fácil... isso, apesar da soja ter autopolinização (isto é, a própria flor da soja se fecunda, não há necessidade do pólen de outra planta). A maior parte da contaminação deve estar ocorrendo devido à utilização de máquinas e de equipamentos para processamento mistos. Agora, imagine como será com o milho, que tem polinização cruzada (isto é, o pólen - através do vento - fecunda outra planta). 

 Assim, para se garantir, o agricultor terá que pedir análise do lote de sementes convencional, para caso sua produção seja contaminada, poder provar que não plantou soja transgênica. O correto seria o produtor processar (e ganhar) as empresas pela contaminação de sua lavoura. O foco está sendo dado em soja convencional, pense no produtor de soja orgânica, o quanto ele não perde com a contaminação. Contudo, quando se trata dos interesses das multinacionais, você é culpado até que prove (a muito custo) ser inocente.


Fonte e maiores informações: Invertia

domingo, 12 de abril de 2009

Diminui procura por soja transgênica no Paraná

A maior cooperativa do País, a Coamo, no Noroeste do Paraná, está pagando um prêmio R$ 2,00 a mais por saca de soja convencional, revela seu presidente, José Aroldo Galassini. 
Isso faz com que a soja transgênica perca área. De acordo com levantamento da Associação Paranaense de Sementes e Mudas (Apasem), para a safra 2008/09, a procura por soja transgênica já caiu.
Fonte: Agrosoft

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Aprovada a importação de soja da Monsanto pela Comissão Européia

A Comissão Européia aprovou, dia 04/12, a importação de soja produzida com a semente geneticamente modificada Roundup Ready 2, desenvolvida pela Monsanto.
monsanto logo
Em 10 anos, a soja poderá ser vendida em todos os 27 países-membros da União Européia, anunciou em Bruxelas nesta quinta-feira (04/12) o órgão executivo do bloco.



segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Polônia diz Não à soja transgênica

"Estimulados pelo aumento da demanda mundial, sobretudo da União Européia, produtores investem, já a partir deste mês, no plantio de soja não transgênica. Cada saca produzida recebe um prêmio que varia entre R$ 1 e R$ 2 sobre a cotação normal da soja. Ainda é um prêmio pequeno, dizem os produtores. Mas, como o mercado é recente, a tendência é a de que o bônus aumente com a expansão das exportações.

Há cerca de um mês, o Grupo André Maggi, a Brejeiro, a Caramuru Alimentos, a Imcopa e a Vanguarda, cinco dos maiores produtores e fornecedores de soja não transgênica do País, soja transgenicaanunciaram, em São Paulo (SP), a criação da Associação Brasileira de Produtores de Grãos Não-Geneticamente Modificados (Abrange), com o objetivo de fomentar o desenvolvimento da produção brasileira deste tipo de grão, explica o secretário-executivo da Abrange, Ricardo Tatesuzi de Sousa. "É um mercado de enorme potencial", diz. "A Polônia, por exemplo, acabou de anunciar que só importará soja não transgênica, com demanda inicial de 2 milhões de toneladas." Além da Europa, Coréia do Sul e Japão também são potenciais compradores."

Fonte: Estadão

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

UE autoriza a importação de soja transgênica


Há falta de matéria-prima como fonte protéica para alimentação animal na Europa, assim sendo, ocorre a importação desses alimentos de países produzem transgênicos, como os EUA, a Argentina e o Brasil. Excesso de soja transgênica nos mercados mundiais, como resolver o problema? Existe duas formas possíveis para solucioná-lo. A primeira seria estimular os mercados à ofertarem soja não-transgênica, favorecendo a produção local para diminuir a importação de soja na Europa, respondendo assim às expectativas dos consumidores (que não querem soja transgênica) e baseando-se num desenvolvimento rural mais sustentável. Outra opção é adotar o que o lobby das multinacionais da biotecnologia querem... mais dinheiro para o bolso (deles) e menos saúde para os consumidores e para o ambiente. E foi a 2ª opção que a União Européia adotou hoje em Bruxelas:
Fonte: Agência AFP

BRUXELAS - A União Européia (UE) autorizou nesta segunda-feira a importação de produtos que incluem uma variedade de soja transgênica (A2704-12) utilizada na alimentação de animais.

A autorização é válida por 10 anos e todo produto que contenha soja modificada deverá estar estritamente etiquetado e seguir as regras européias de rastreamento.

Os países da UE não conseguiram em julho passado fechar um acordo sobre pedidos de autorização de distintas variedades de soja e algodão transgênicos, submetendo assim a decisão à Comissão Européia.

O procedimento de confiar a decisão a Bruxelas é habitual há anos no caso dos pedidos de comercialização de um OGM (Organismo Geneticamente Modificado) e evita que os países europeus se exponham ao discutir o tema dos transgênicos, de grande sensibilidade pública.

O tipo de soja autorizada, conhecida como A2704-12, foi testado em agosto de 2007 pela Autoridade Européia da Segurança Alimentar (EFSA). O órgão considerou improvável que esta soja tenha efeitos indesejados para a saúde humana, a saúde animal e o meio ambiente.

O pedido de autorização havia sido apresentado em 2005 pelo grupo alemão Bayer CropScience para o mercado holandês.

A UE não deu licenças para o cultivo de plantas transgênicas, mas aceita a comercialização de espécies importadas.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Soja RR, 1 só não basta... vem aí a próxima em 2013


"A segunda geração da soja transgênica RR da multinacional Monsanto deve chegar, em escala comercial, ao mercado brasileiro em 2013. A previsão é do vice-presidente de negócios da Monsanto Internacional, Kerry Preete, e conta com a agilidade na aprovação da cultivar pela CTNBio...
na nova variedade de soja além da resistência ao herbicida Roundup Ready, ainda inclui um gene BT que torna as plantas imunes à lagarta da soja...
para os produtores americanos a nova soja estará disponível em 2009..."
Fonte: Circuito Mato Grosso

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Testes com milho, algodão e soja transgênicos são autorizados pela CTNBio

Duas empresas de fabricação de sementes conseguiram autorização da CNTBio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança), para uso de sementes geneticamentes modificadas de soja, milho e algodão, importadas, para testes em campo experimental no município de Sorriso, para fins de pesquisa e melhoramento genético. As decisões foram publicadas hoje no Diário Oficial da União.

Uma multinacional desse ramo de atuação importará sementes de soja da unidade da empresa em Buenos Aires, na Argentina, sendo resistente a insetos e tolerante ao glifosato. O material será utilizado no plantio da liberação planejada no meio ambiente, com objetivo de avaliação, seleção e avanço de linhagens endogâmicas e progênesis da soja.

Fonte: Só Notícias

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Duas variedades de soja transgênica foram lançadas pela Embrapa

A Embrapa lançou duas variedades de soja transgênica tolerantes ao herbicida glifosato, princípio ativo do Roundup, da empresa Monsanto. As variedades BRS 278RR y BRS 279RR são indicadas para as regiões norte e nordeste do país.

As sementes transgênicas chamadas de “brasileiras” são desenvolvidas em parceria com a Monsanto, num sistema em que a Embrapa disponibiliza as variedades melhoradas e adaptadas às diferentes condições de solo e clima do Brasil, enquanto a Monsanto autoriza o uso de sua tecnologia de tolerância ao seu próprio herbicida. Nestes casos, os royalties da venda das sementes é repartido entre as duas instituições.

Fonte: Boletim 400 - Por um Brasil Livre de Transgênicos


domingo, 25 de maio de 2008

Conselho de Fiscalização de Transgênicos do PR: Pesquisa sobre soja transgênica tem apoio das multinacionais

Fonte: Conselho de Fiscalização do Cumprimento da Lei de Transgênicos

A pesquisa sobre a situação da produção de soja transgênica no Paraná, realizada pelo jornal Gazeta do Povo, “está comprometida em sua veracidade, já que foi conduzida pelo CIB (Conselho de Informações sobre Biotecnologia), instituto patrocinado pelas multinacionais que vendem sementes geneticamente modificadas, como a Monsanto, Bayer, Basf e Singenta”, afirmou o engenheiro agrônomo Valdiz Izidoro Silveira, presidente da Claspar – Empresa Paranaense de Classificação de Produtos.

Valdir Izidoro destaca que “a parcialidade da matéria fica clara, quando a principal entrevistada é Alda Lerayer, diretora executiva da organização pró-transgênicos. A não prática do bom jornalismo fica evidente também ao se constatar a não realização de nenhuma entrevista com quem pudesse constentar os transgênicos. Os entrevistados pró-transgênicos puderam então defender os interesses das empresas multinacionais de sementes transgênicas”.

“Este tipo de matéria – ressalta Valdzir Izidoro – nos bons tempos do jornalismo independente deveria ser tarjada com a indicação de matéria comercial, ou seja, uma edição não condizente com o isento e honesto jornalismo”.

O QUE É O CIB – O Centro de Informações sobre Biotecnologia foi criado e é mantido pelas empresas nacionais e multinacionais do agronegócio. São patrocinadores do

CIB:
Arborgen Ltda
Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação (ABIA)
Associação Brasileira de Obtentores Vegetais (Braspov)
Associação Brasileira de Produtores de Semente (Abrasem)
BASF
Bayercropsciences
Cargill Agrícola
Centro de Biotecnologia Molecular Estrutural ( IFSC - USP)
Cooperativa Central Agropecuária de Desenvolvimento Tecnológico e Econômico (Coodetec)
Dannemann, Siemsen, Bigler e Ipanema Moreira
Di Blasi, Parente, Soerensen Garcia & Associados S/C
Dow Agrosciences
DuPont do Brasil
Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL)
Koury Lopes Advogados (KLA)
Monsanto do Brasil
Nestlé Brasil Ltda
Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB)
Sociedade Rural Brasileira (SRB)
Syngenta Seeds

domingo, 11 de maio de 2008

Mato resistente invade soja transgênica no Paraguai

De acordo com o Boletim 392 da Campanha Por Um Brasil Livre de Transgênicos: As plantações de soja transgênica no Paraguai estão com a gramínea Digitaria insularis, uma espécie perene de difícil controle conhecida no Brasil como capim-pororó, capim-amargoso, capim-flexa ou capim-açu. Esta gramínea está se mostrando resistente à aplicação do herbicida glifosato.

Ainda segundo o Boletim 392, o ministro de agricultura do Paraguai, Alfredo Molinas, reconheceu que o ataque da planta invasora está diminuindo o rendimento da soja transgênica, mas não informou cifras (Jornal ABC em 19 de abril). O ministro assinalou que os especialistas estão analisando métodos mais adequados para enfrentar o problema, “pensando em utilizar novamente variedades convencionais”.

Segundo a Associação de Produtores de Soja do Paraguai (APS), cerca de 70% da soja paraguaia é transgênica."
Fonte:
SciDev.Net - Science and Development Network, 01/05/2008.

http://www.scidev.net/es/news/maleza-invade-soja-transg-nica-en-paraguay.html"