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terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Pesquisa independente sobre milho ogm está sendo feita no Brasil

A reportagem abaixo foi retirada do site: Em Pratos Limpos.

"Pesquisa independente avaliará impactos ambientais do milho transgênico em Santa Catarina. A reportagem que segue foi publcada no Diário Catarinense em 22 de fevereiro, e destaca que os dados serão inéditos, fato que só reforça que essas sementes foram liberadas desrespeitando-se o princípio da precaução.
“A tecnologia foi legalizada, mas ainda é nebulosa”, avalia o coordenador da pesquisa professor Rubens Nodari.
Pesquisadores de SC estudam como a variedade Bt afeta o ambiente, os seres humanos e os microorganismos das lavouras
Um estudo pioneiro no Brasil sobre o milho geneticamente modificado está sendo conduzido nas lavouras catarinenses. Professores da Universidade Federal de SC (UFSC), técnicos da Cidasc e pesquisadores da Epagri estão visitando propriedades rurais de três regiões do Estado para mapear os efeitos do milho Bt no meio ambiente, em seres humanos e nos microorganismos presentes no solo das plantações transgênicas.
Para o pesquisador da UFSC Rubens Nodari, existe desconhecimento sobre o plantio de milho Bt no país. Apesar de a semente ter sido liberada pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), ele acredita que critérios essenciais, como a segurança alimentar, ainda não foram esclarecidos.
A falta de dados motivou o estudo que reúne as três entidades. Ainda em estágio inicial, ele deve ser finalizado em cinco anos. Desde 2009, mais de 30 pessoas percorrem lavouras nas regiões de Canoinhas, no Planalto Norte, Chapecó, no Oeste, e Campos Novos, no Meio-Oeste, para conversar com produtores rurais sobre a lavoura do Bt.
– Na primeira fase, selecionamos as áreas da pesquisa e conversamos com os produtores. Temos de ter muita informação para, mais tarde, mapear os impactos da variedade no meio ambiente – diz o pesquisador.
O estudo está dividido em três eixos. O primeiro quer estabelecer se pode haver uma área de coexistência, sem contaminação, de três variedades: convencional, transgênica e agroecológica.
– A CTNBio recomenda a distância de cem metros da lavoura de milho Bt para a lavoura convencional ou de 20 metros desde que se usem as 10 linhas de uma bordadura de milho não-transgênico. Mas será que essas distâncias são suficientes para que a área convencional não se contamine? – argumenta Nodari.
Os pesquisadores recolherão amostras da lavoura convencional para saber se foi afetada pela transgênica. Nodari observa que, se for diagnosticada alguma interferência, as distâncias entre as três variedades de milho terão de ser alteradas.
O segundo eixo de pesquisa é a pulverização[sic; leia-se polinização]. Técnicos da Cidasc irão a campo para identificar se o vento polinizou amostras de milho Bt com o milho convencional.
O impacto das plantas geneticamente modificadas nos organismos que vivem nos arredores das plantas também será avaliado no estudo. Nodari lembrou que há registros de milho Bt que já sofreu ataques de lagartas, praga que, teoricamente, seria eliminada com a planta mais resistente.
A técnica da Cidasc Patrícia Barroso Moreira é uma das que foi a campo conversar com produtores.
– A participação deles no projeto é espontânea. Os agricultores também têm dúvidas e estão ansiosos para conhecer de fato o que estão plantando.
Apesar de o desconhecimento reinar na cadeia produtiva do milho Bt, a safra produzida neste ano ocupou 65% das lavouras catarinenses. No
próximo ano, a tendência é que a área aumente para 90% (18 mil hectares).
– A tecnologia foi legalizada, mas ainda é nebulosa. É um prato cheio para a ciência – justifica Nodari.
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FRANCINE CADORE | Campos Novos

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Comissão Europeia aprova 2 milhos GM




Após uma reunião dos ministros da agricultura europeus em que nada foi decidido, ficou a cargo da Comissão Europeia decidir sobre a aprovação de 2 variedades de milho geneticamente modificadas. Para quem não se lembra, o jornal britânico, The Independent on Sunday, revelou um escândalo na Europa. Os dirigentes de 27 países da União Européia se reuniram secretamente para acelerar os processos de autorização dos cultivos transgênicos, contrariar a oposição, acalmar a população e intervir a favor dos representantes da indústria. Nem é preciso dizer que com a decisão em suas mãos, a Comissão Européia aprovou ontem o milho MON  89034 e MON 88017, ambos da Monsanto

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

CTNBio aprova milho transgênico, sob protesto do Greenpeace

A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) aprovou a liberação comercial de duas variedades de milho geneticamente modificado e uma de algodão, além de uma vacina contra infecção intestinal de aves.
O primeiro item da pauta, uma variedade de arroz geneticamente modificado, acabou não sendo examinado porque os conselheiros concluíram que o assunto precisaria ser melhor analisado.
A reunião transcorreu em meio a um manifesto pacífico de integrantes do Greenpeace. Um grupo de quinze pessoas trajados de macacão amarelo e máscaras de gás, liderados por um manifestante com máscara da ministra da casa civil, Dilma Rousseff, entrou no auditório e se colocou entre a mesa principal e as cadeiras do auditório.
Eles seguraram uma faixa com os dizeres: "Dilma, veneno no meu prato não". O presidente da CTNBio, Walter Colli, pediu para que se retirassem da sala. Eles, porém, assistiram integralmente à reunião, em pé.

Fonte: Estadão

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Milho OGM proibido na Espanha

A Espanha encontrou milho geneticamente modificado da Monsanto em carregamento de soja vindos dos Estados Unidos, segundo notificações feitas ao sistema de alerta de alimentos da União Europeia. A descoberta foi feita durante inspeções alfandegárias no dia 25 de agosto, segundo a agência de notícias Bloomberg.

Foram encontradas a variedade MON 88017, comercializada como YieldGard Roundup Ready. Ela é resistente lagarta e tolerante a herbicidas. A Monsanto entrou com pedido de aprovação da variedade na UE em 2005 e ainda aguarda uma resposta. 

Fonte : Valor Econômico e Pork World

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

CTNBio brinca mais uma vez com a saúde do consumidor

Abaixo, artigo da Agência Chasque:
A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) aprovou a liberação comercial de três variedades de milho transgênico. Duas espécies são os chamados ‘eventos piramidados’ das empresas Monsanto e Syngenta. Sem a presença de representantes importantes da Comissão como o do Ministério do Meio Ambiente, dois dos quatro eventos piramidados que estavam na pauta foram liberados para comercialização através de um procedimento simplificado, ou seja, sem avaliação de riscos da ocorrência de efeitos adversos. O argumento das empresas para a aprovação dos milhos transgenicos sem análise de risco é que as combinações já foram autorizadas anteriormente. Para a assessora jurídica da ONG Terra de Direitos, Juliana Avanci, de acordo com a Lei de Biossegurança, mesmo nesse caso é necessário fazer avaliação de riscos com os possíveis impactos na saúde humana, no meio ambiente e na economia. 
“A análise feita anteriormente pode ser questionável. E agora, com essa combinação de dois ou mais eventos não se sabe o que isso acarreta ou o que essa contaminação poderá nos trazer. Então é uma ameaça a biodiversidade. Pelo principio da precaução, por não se saber das conseqüências, cremos que deva ser feita um estudo mais detalhado sobre esses possíveis impactos”, diz. 
Jualiana ainda enfatiza que a forma de aprovação dos transgênicos no Brasil tem sido motivo de polêmica, já que as normas editadas pelo governo para impedir a contaminação não foram suficientes. Com a falta de controle sobre as plantações de transgênicos, os agricultores e consumidores estarão sujeitos à contaminação pelos novos eventos liberados sem saber quais serão as consequências dessas combinações.

sábado, 22 de agosto de 2009

Contaminação de milho transgênico: CTNBio $e recu$a a ver

Com a estimativa de aumento na produção de milho transgênico na safra de 2009/2010 para 50%, a indústria começa a se sentir pressionada. A indústria que é preocupada com a opinião dos consumidores promete pagar 15% a mais para o produtor que segregar sua produção. Contudo, esse custo também vai para o consumidor.
Outras indústrias, ao contrário, continuarão a usar os grãos transgênicos. Nos resta esperar para que esses produtos sejam REALMENTE identificados nas prateleiras.
O que a CTNBio acha di$$o?
A Nota Técnica feita pela Secretaria de Agricultura do Paraná em que é comunicada a contaminação de plantações de milho com variedades transgênicas no Estado, a qual teve pedido de análise feito também por OGNs e por representantes do Ministério do Meio Ambiente, não foi analisada pela CTNBio pois "a nota não trazia elementos necessários para uma discussão científica". (??)
Será que a CTNBio preferiu não ver o óbvio? Que a sua resolução que fixa uma faixa de segurança entre a lavoura transgênica e a não-transgênica é só papelada. Se para ter lavoura transgênica o produtor têm que respeitar esta faixa, e o mesmo não respeita, é óbvio que há contaminação. Além disso, é óbvio que o milho transgênico deve ser proibido e os produtores que insistirem no plantio, multados. 
A pressão é através de nossas escolhas. Se informe no Guia do Consumidor do Greenpeace.
Fonte: ECODEBATE e AGÊNCIA ESTADO

sábado, 15 de agosto de 2009

Controle de transgênicos não funciona - conclui o Estado do Paraná


O secretário da Agricultura do Estado do Paraná, Valter Bianchini, entregou levantamento ao governo federal que concluiu que as regras de segregação das lavouras de milho transgênico Bt determinadas pela CTNBio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança) para todo o país não funcionam na prática.

Aexigência é de uma faixa de 20 metros entre uma lavoura de milho transgênico e outra convencional nas regiões onde predomina a pequena propriedade. Porém, após a avaliação do resultado da primeira safra comercial de milho transgênico (a safrinha, na qual o Paraná colheu 4,7 milhões de toneladas -1,1 milhão de toneladas de milho geneticamente modificado), o Estado do Paraná concluiu que o governo federal foi incapaz de fiscalizar o cumprimento das regras de plantio definidas pela CTNBio.

A contaminação dos transgênicos ocorre acima da faixa de 20 metros entre as culturas. As regras não garantem a convivência entre lavouras convencionais e transgênicas, uma das exigências da Lei de Biossegurança. 

"As suspeitas foram confirmadas. Precisamos agora discutir com o governo federal formas mais eficientes de controlar e confinar o milho Bt. Uma das medidas é uma redefinição do espaçamento exigido hoje, é isso que queremos discutir agora com o governo federal", disse Bianchini. 
Para o Paraná os efeitos que isso pode provocar na produção de frango e na exportação do produto, caso as autoridades não busquem minimizar os problemas no plantio da safra de verão,serão desastrosos.

A nota técnica do Paraná foi enviada a diversos ministérios e é a primeira vinda de uma instituição pública condenando o modelo de plantio e controle do milho geneticamente modificado. Em junho, 86 organizações civis enviaram uma carta aberta à ministra Dilma solicitando a imediata suspensão da autorização para o plantio de milho transgênico no país. As alegações foram as mesmas apontadas agora pelo Paraná.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Audiência pública sobre safra de milho transgênico no BR

A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) realizará audiência pública para discutir o plantio da primeira safra de milho transgênico autorizado pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), conforme requerimento da senadora Serys Slhessarenko (PT-MT), aprovado nesta terça-feira (14) pela comissão.
Por sugestão do senador Gilberto Goellner (DEM-MT), o debate será realizado de forma conjunta com a Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA), uma vez que as senadoras Marisa Serrano (PSDB-MS) e Marina Silva (PT-AC) também requereram audiência com a mesma finalidade naquela comissão.
Serys Slhessarenko informou que decidiu pedir a audiência por estar preocupada com o controle do que é milho transgênico e convencional. No caso da soja, ressaltou, o controle é feito facilmente. Já a diferenciação do milho convencional do transgênico é difícil de ser feita, observou. Ela ressaltou que o mercado exige informação sobre qual tipo de cereal é oferecido. A falta de controle, avaliou, poderá causar prejuízos econômicos ao setor.
Segundo matéria do jornal Folha de São Paulo, informou o senador Gilberto Goellner (DEM-MT), o país está perdendo o controle dos tipos de milho devido à falta de armazéns. De acordo com ele, a colheita do cereal coincide com a de soja, grão mais lucrativo para os produtores, e o milho não é armazenado corretamente.
Os convidados para o debate, bem como a data de sua realização, serão definidos pelas comissões.
Fonte: Agência Senado

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Agência européia quer que o milho MON810 seja autorizado na Europa


"Geneticamente Pró-OGM", foi assim que o jornal Le Monde definiu a EFSA, a agência responsável por liberar os transgênicos, similar à CTNBio no Brasil.
Segundo a EFSA, o milho MON 810 tem "pouca probabilidade de ter efeitos adversos ao ambiente, saúde humana e animal." De fato é um parecer favorável ao pedido de re-autorização por 10 anos para comercialização e plantio do milho ogm da Monsanto.
Seis países europeus (Alemanha, França, Grécia, Áustria, Hungria e Luxemburgo) baniram a sua produção na espera de um acordo comunitário sobre OGM. O milho MON 810 é cultivado somente na Espanha, praticamente.
Desde sua criação, em 2002, a EFSA recebeu da indústria agroalimentar 119 pedidos de autorizações ou re-autorizações para organismos geneticamente modificados. Mais da metade (69) estão ainda em estudo, enquanto 42 já foram analisados e todos foram aprovados. (Até parece a nossa CTNBio!).
Mas de onde vem esse fator pró-ogm? Todo ano os membros da EFSA devem apresentar uma declaração detalhada onde atestam não possuirem conflitos de interesse, financeiros ou intelectuais. Mas associações como Friends of the Earth e Greenpeace contestam a independência da EFSA. Começando por seu presidente, Harry Kuiper, o qual foi coordenador de 2000 a 2003 de um programa de pesquisa europeu no qual participaram a Monsanto, a Bayer CropScience e a Syngenta. Deve ser muito independente mesmo...


Fonte: SlowFood

terça-feira, 23 de junho de 2009

Milho transgênico e a falta de informação

Para Edmundo Klotz, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação (Abia) não haverá falta de milho convencional no mercado. Ele garante que não há uma resistência aos transgênicos, mas sim ao selo (T num triângulo amarelo). Ainda segundo ele, mesmo que não haja milho convencional suficiente pode-se importar (!). Ainda segundo ele, "daqui a 10 ou 20 anos vai ser difícil imaginar o mundo sem essa tecnologia" já que "não foi encontrado nenhum sinal negativo no alimento transgênico, que coloque em risco a saúde das pessoas, até o momento". Uauuu não foi encontrado nenhum sinal negativo no alimento transgênico para a saúde? Será que os pesquisadores dos estudos abaixo estão mentindo? Ou será que tem gente que precisa se informar mais? principalmente os que trabalham nessa área. 
Enfim, são inúmeros os artigos, há também uma biblioteca só sobre transgênicos.

Será que esses comentários, começam a surgir já que o Governo está sendo pressionado a aumentar o rigor da fiscalização do milho transgênico???
Todos temos a obrigação de ler um pouco mais e nos informarmos sobre o assunto. Faça a sua parte!

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Regras para plantio de milho transgênico (ogm) - CTNBio


Os Serviços de Defesa e Fiscalização Agropecuária da Superintendência Federal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SFA/MS), alertam os produtores sul-matogrossenses sobre a necessidade de observar as regras de distanciamento entre as lavouras de milho geneticamente modificado (milho GM) e as lavouras de milho convencional, estabelecidas pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança – CTNBio por meio da Resolução Normativa CTNBio Nº 4, de 16 de agosto de 2007.
De acordo com essa legislação, a lavoura com milho GM deve estar localizada a uma distância mínima de 100 (cem) metros de outras lavouras com milho convencional localizadas em propriedades vizinhas ou, alternativamente, a uma distância de 20 (vinte) metros, desde que o produtor plante junto à lavoura de milho GM uma bordadura com, no mínimo, 10 (dez) fileiras de milho convencional de porte e ciclo vegetativo similar ou igual ao milho GM cultivado. Essa é a regra básica para permitir a coexistência entre os diferentes sistemas de produção.
As cultivares de milho e linhagens geneticamente modificados, BT 11, Guardian e BTCry1F507, que propiciam resistência ao ataque de lagartas (lepidóptera), inscritos no Registro Nacional de Cultivares (RNC/MAPA), estão devidamente autorizadas para plantios comerciais em todo o País.
Fonte : SFA/MS

Comentários ao artigo "Transgênicos: plantio de milho ogm beneficia ambiente da UE", do site Último Segundo

Artigo do Último Segundo, "Transgênicos: plantio de milho ogm beneficia ambiente na UE", se baseia em estudo de Graham Brookes, da PG Economics, para afirmar que houve diminuição da aplicação de agrotóxicos e melhoria da qualidade do milho. Este artigo merece ser comentado.
Para quem não sabe, Graham Brookes é um consultor inglês habitualmente procurado pelas empresas da engenharia genética, por isso não é de estranhar a avaliação parcial necessariamente favorável aos OGM. Convém pois adicionar informações, bastando as mais recentes, que demonstram os prejuízos e perdas com o cultivo dos transgênicos.
O estudo não contempla certamente os prejuízos com a contaminação das culturas convencionais e biológicas (e consequente perda de certificação) e os custos para evitar a contaminação, pois se o fizesse teria de chegar à mesma conclusão de um relatório alemão publicado pela INTERBIO Alemã que contabiliza os custos e benefícios económicos associados ao cultivo de OGM. As conclusões: no curto prazo, e em condições limitadas, alguns agricultores podem receber benefícios económicos reduzidos. De resto, e em termos gerais e macro-econômicos, os únicos vencedores são as empresas (essencialmente a Monsanto) que produzem e inventam estas sementes, enquanto que toda a sociedade é chamada a cobrir os prejuízos que atingem já os milhares de milhões de dólares. Um bom negócio, portanto, mas só para muito poucos (GM agriculture incurs more costs than benefits, German BÖLW, Press Release, Berlin, 20 March 2009 http://www.boelw.de/uploads/media/BOELW_Schadensbericht_Gentechnik090318.pdf)
Para além disto na análise do cultivo dos OGM temos de ter sempre em consideração outros efeitos colaterias, e farão cair por terra eventuais benefícios a curto prazo, tais como:
- O aparecimento de resistências ao Bt que já começaram a verificar-se (Mari N. Jensen, UA entomologists have published a report on their discovery of Bt-resistant bollworms in Mississippi and Arkansas, College of Agriculture and Life Sciences, February 7, 2008, http://uanews.org/node/18133)
- Os danos ambientais com a toxina produzida pelas culturas Bt. (Effect on Soil Biological Activities Due to Cultivation of Bt. Cotton, Navdanya, 2009. www.navdanya.org/report1.pdf;  Rosi-Marshall E.J. et al. (2007), « Toxins in transgenic crop byproducts may affect headwater stream ecosystems », Proceedings of the National Academy of Sciences,104(41):16204-16208. Contact: erosi@luc.edu)
- Quebras de produção (Doug Gurian-Sherman, Failure to Yield - Evaluating the Performance of Genetically Engineered Crops, UCS, March 2009, http://www.ucsusa.org/food_and_agriculture/science_and_impacts/science/failure-to-yield.html ).
Mais de uma década de cultivos de transgênicos no Mundo já nos dão sinais suficientes de que os transgênicos não são o caminho, o futuro para a agricultura, pelo contrário, sugem evidências de que maior biodiversidade agrícola e o modo de produção biológico poderão responder melhor face às alterações climáticas.
Alexandra Azevedo
Este comentário é de Alexandra Azevedo, que tentou fazê-lo no site do Último Segundo, mas não conseguiu. Dessa forma, decidi publicá-lo aqui, com autorização da autora.

domingo, 10 de maio de 2009

Milho contaminado no Paraná

Reportagem da Folha de hoje mostra a contaminação do milho convencional pelo milho transgênico.
Não há condições de colher, transportar e estocar a primeira safra de milho transgênico do Brasil de maneira que ela fique segregada da produção convencional.
Não podemos esquecer que a Lei de Biossegurança exige o controle de todos os processos. (Alguém acreditava mesmo, que isso fosse acontecer?)
A segregação será uma tarefa a mais a ser feita pela indústria alimentícia (pelos menos aquelas empresas que se comprometeram a não usar transgênicos). Além disso, há o risco de as exportações dos produtos agrícolas diminuírem.
Essa contaminação está ocorrendo no processo de beneficiamento. Nem foi cogitada ainda a contaminação pela polinização cruzada do milho. Nesta cultura, o pólen de uma planta através do vento poliniza a outra planta. Não há controle.
É de se pensar quem sai ganhando com essa contaminação? De quem a Europa vai comprar milho convencional? Ou ela terá que aceitar os transgênicos?

É incrível o descaso das autoridades com o direito do consumidor, o direito de escolher o que consumir.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Alemanha proibe milho MON 810

Na Alemanha, a Ministra da Agricultura alemã Ilse Aigner proibiu o cultivo de milho geneticamente modificado MON810 em todo o território, informando que existem razões legítimas para considerar "um perigo para o ambiente".
Na União Européia o milho MON810 é a única variedade geneticamente modificada cujo plantio está autorizado no território da União Europeia. Porém, o número de países a proibir o seu plantio aumentou, somando 8 com a Alemanha. Os outros países que proibiram foram a França, Áustria, Grécia, Luxemburgo e Hungria. A Itália e Polónia são outros países que mantêm moratórias sobre o cultivo de transgênicos.

Mais informações em http://gaia.org.pt e http://stopogm.net

ATUALIZAÇÃO 24/04 - 17h:
A Monsanto processou a Alemanha pela proibição do seu milho transgênico, alegando que a Alemanha o fez por questões políticas e não ambientais.
Para saber mais acesse o Portal da Alemanha ou a Reuters.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Derrota da Comissão Européia, Derrota dos Transgênicos!!

Notícia excelente!!
Há pouco houve a votação no Conselho Europeu de Ambiente, onde estavam presentes todos os ministros, da proposta da Comissão Europeia de impedir a Áustria e a Hungria de proibirem o milho transgênico MON 810 nos seus países. A Comissão Européia foi derrotada!! Eram necessários 255 votos num total de 345, e conseguiram-se 282.
Abaixo, trecho da notícia extraída do G1:
Apenas quatro países - Reino Unido, Holanda, Suécia e Finlândia - apoiaram a proposta de Bruxelas, que pedia aos ministros do Meio Ambiente a UE que votassem na suspensão das cláusulas de salvaguarda decididas pela Áustria e Hungria.
Todos os demais países votaram contra.
Este resultado antecipa uma nova derrota para a Comissão Europeia quando os países da UE forem convocados a votar para obrigar a França e a Grécia a suspender as restrições provisórias ao cultivo do milho MON 810."
Tomara que deste lado do Atlântico ocorra o mesmo!!

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Transgênicos contaminam Orgânicos na Bélgica

Em artigo do Le Monde, a organização belga de defesa dos consumidores Test-Achats detectou traços de organimos geneticamente modificados (OGM) em 22 dos 113 produtos alimentícios testados recentemente, em uma vasta pesquisa sobre a qualidade da alimentação. Alguns desses produtos eram orgânicos. Em 2003, uma pesquisa semelhante não detectou nenhum com OGM.
Segundo a organização, 12 produtos testados continham milho e soja com traços de OGM, porém, inferiores ao limite europeu autorizado, de 0,9%, podendo ser resultado de uma contaminação "acidental".
Sete outros produtos continham traços de OGM não autorizados pela União Européia. Sua quantidade, mínina, não é o problema, mas sua natureza sim, já que eles não estão em conformidade com a regulamentação comunitária.
Além disso, 2 produtos biológicos (orgânicos) apresentaram OGMs autorizados e um produtos biológico continha mais de 0,9% não mencionado na etiqueta. Esses produtos apresentados como "sem OGM" não oferecem nenhuma garantia quanto à uma contaminação involuntária.


Partidária de uma linha "dura", a organização Test-Achats é contraria às mudanças de 1º de janeiro de 2009 na legislação européia, que prevê que uma presença "imprevisível ou tecnicamente inevitável" de OGM nos alimentos orgânicos não deve nem constar na etiqueta desde que 0,9% seja atendido...
No geral, estimam os autores da enquete, os "produtos OGM não serão por muito tempo raridade" no mercado belga, a menos que seja adotada uma legislação bem severa. Em junho de 2008, esta região promoveu uma agricultura "de qualidade, orgânica e tradicional", quaisquer que sejam as regras nacionais ou européias, o governo regional vai contra ao "ultra-liberalismo" da Comissão de Bruxelas e à sua "intransigência" frente aos países que se declaram adversários dos OGM.

Para ler o artigo completo: En Belgique, des traces d'OGM dans des assiettes bio

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Comissão Européia não conseguiu a entrada de transgênicos na França e Grécia

Mais uma vez estão a forçar a entrada de transgênicos na europa.
Desta vez, a Comissão Europeia não conseguiu os votos necessários para forçar a França e a Grécia a autorizar a entrada do milho transgênico da empresa norte-americana Monsanto.
Na votação, dos 27 países representados, 9 apoiaram a Comissão, com 123 votos; 16 países, totalizando 190 votos, foram contra ou se abstiveram.
Os peritos dos países da União Europeia reunidos no Comité permanente da cadeia alimentar e saúde animal “não conseguiram uma maioria qualificada a favor ou contra os pedidos feitos à França e à Grécia para levantar as medidas de emergência” que impedem a plantação desse milho OGM, confirmou a Comissão em comunicado.
Para saber leia a notícia completa em Público.PT, "Bloqueio na votação em Bruxelas mantém impasse sobre OGMs na França e Grécia."

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Nova Polêmica na FR em torno do Milho Transgênico MON 810

milho ogm


Um relatório da Agência Francesa de Segurança Sanitária dos Alimentos (AFSSA) publicado hoje pelo jornal "Le Figaro" afirma que o milho geneticamente modificado produzido pela firma americana Monsanto, cujo cultivo está suspenso na França há um ano, não é perigoso para a saúde.
O Governo da França proibiu o cultivo do milho transgênico MON 810 depois de um estudo que focava sobretudo os impactos ambientais. Já este estudo da AFSSA se baseou no quesito saúde.


Milho transgênico permanece proibido
O primeiro-ministro francês François Fillon, afirmou que continuará proibido o cultivo de milho transgênico MON 810 para evitar risco ambiental. O anúncio foi feito após a publicação pelo jornal Le Figaro.
Interrogado sobre o encontro à Bruxelas, dia 16, Fillon observou que o relatório da AFSSA não muda a direção do governo. Isto, diz Fillo, informa que o milho MON810 nao é perigoso para a saúde mas a escolha de proibí-lo foi tomada pelo governo "com relação aos potenciais riscos ambientais". Há também o risco de "disseminação" das sementes ogm para outros campos, risco que o relatório da AFSSA não pôde dispensar.
As conclusões da AFSSA, diz Fillon, "não se rementem às nossas preocupações sobre o tema da disseminação e, portanto, manteremos a decisão de proibição adotada em 2008".

Fonte: G1 e Virgilio Notizie
Tradução da figura: OGM eu não quero.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Comissão Européia quer introduzir 2 milhos transgênicos

Abaixo, tradução livre dos artigos da ALICE Economia e VELINO.it, sobre a decisão da Comissão Européia que quer introduzir 2 milhos transgênicos na Europa, um da Syngenta e outro da Pioneer:
A aprovação de mais 2 variedade de milho, ambas geneticamente modificadas para exprimir um gene que produz um inseticida "incorporado" na planta para responder aos lepidópteros que a parasitam, estava bloqueada desde que alguns Estados membros e associações ambientais levaram 11 publicações científicas que indicavam potenciais efeitos nocivos da plantação destes ogm para o ambiente. A EFSA (FDA européia), contudo, concluiu que "as publicações não são idôneas a invalidar a avaliação de risco" e que foram publicados nates da autoridade alimentar. A decisão pasa agora para os especialistas representantes dos Estados membros, e que podem ou não aprovar a proposta da Comissão Européia apenas com a maioria dos votos. Se não for atingida a maioria, a proposta passa diretamente aos ministros dos 27 no Conselho da União Européia, que devem decidir segundo o próprio sistema. Se, também neste caso, não seja alcançada a maioria, a autorização poderá ser dada pela prórpia Comissão Européia.
Legambiente, uma associação ambiental italiana, diz que "a proposta da Comissão européia é um fato grave que esperamos fortemente venha a ser desconsiderado pelo senso de responsabilidade dos países membros chamados para votá-lo"."Se, como é claramente evidente a todos, não podemos contar com a Agência européia para a defesa da nossa saúde - declara o responsável pela agricultura da Legambiente, Francesco Ferrante - ao menos, sejam os governos a assumir a tarefa de defender o ambiente e a economia, contrariando a hipótese devastadora e irreversivel de cultivar plantas ogm na Europa..."
Para quem não se lembra, o jornal britânico, The Independent on Sunday, revelou um escândalo na Europa. Os dirigentes de 27 países da União Européia se reuniram secretamente para acelerar os processos de autorização dos cultivos transgênicos, contrariar a oposição, acalmar a população e intervir a favor dos representantes da indústria. O artigo resume alguns documentos confidenciais bastante espantosos. As reuniões secretas foram convocadas por José Manuel Barroso, presidente da Comissão Européia, e presididas por seu chefe de cabinete, João Vale de Almeida.
A Europa está lutando contra a entrada dos transgênicos. Nós também devemos fazer a nossa parte. Mande emails para as suas marcas preferidas perguntando se utilizam produtos transgênicos, acompanhe o guia do consumidor do greenpeace e não compre alimentos transgênicos. O poder está com o consumidor.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Mais um estudo comprova a contaminação do milho criolo no México

Abaixo, a tradução livre do artigo de Joëlle Stolz, publicado no Jornal Le Monde de hoje, sobre a contaminação do centro de origem do milho com os transgênicos.
milho crioloA biosegurança do milho no México está em alerta. Um estudo molecular feito por pesquisadores mexicanos, americanos e holandeses demonstrou a presença de genes provenientes de organismos geneticamente modificados (OGM) entre as variedades de milho tradicionais cultivadas na região de Oaxaca, no sul do país. Deve-se lembrar que o governo mexicano manteve até agora uma moratária sobre a utilização de sementes transgênicas.
Durante o Conselho europeu de 4 de dezembro, os ministros do mei ambiente fixaram 5 ações para controlar os OGM. As ações visavam reforçar a avaliação dos impactos ambientais e sociais econômicos dessas culturas, melhorar a perícia associada aos Estados membros e à Autoridade Européia da Segurança dos Alimentos (AESA). Além de, fixar a presença dos OGM, para garantir "uma real livre escolha entre as sementes OGM, convencionais e biológicas", permitindo a definição de zonas sensíveis ou de culturas orgânicas excluídas dos transgênicos. A França considera uma separação de 50 metros para isolar as parcelas de OGM.
Os resultados deste estudo leva os pesquisadores a questionarem medidas de segurança bem mais restritivas, o tipo de agricultura mais tradicional praticada no México -  onde a polinização do milho é feita pelo vento, e onde os agricultores têm o costume de trocar suas sementes - parece agravar os riscos de uma contaminação rápida pelos OGM.
O artigo que publicará em detalhes as conclusões sairá no próximo número da revista Molecular Ecology. Foi redigido por Elena Alvarez-Buylla, do Instituto de Ecologia da Universidade Nacional Autônoma do México, a UNAM, com a colaboração de uma dezena de outros pesquisadores.
Este trabalho pode relançar a polêmica causada em 2001 por um artigo publicado na revista Nature, onde os autores, os biólogos David Quist e Ignacio Chapela, da Universidade de Berkeley na Califórnia, revelou que o milho criolo (tradicional) da região de Oaxaca, um dos centros de origem deste cereal, estavamcontaminados pelos genes Roundup Ready e Bt, propriedades da firma americana Monsanto.
Na sua obra, O Mundo Segundo Monsanto (Ed. Radical Livros), Marie-Monique Robin conta sobre a armação que M. Chapela foi vítima, graças a empresa dominante no mercado dos trasgênicos. Nature publicou uma retratação, dizendo que o artigo dos dois biólogos era insuficientemente apoiado.
Sete anos mais tarde, o trabalho dirigido por Elena Alvarez-Buylla confirma as conclusões do trabalho anterior, conforme um relatório publicado na Nature em 13 de novembro. Os pesquisadores descobriram os transgenes em 3 dos 23 campos da serra norte de Oaxaca, onde as amostras tinham sido tirados em 2001.
A americana Allison Snow, da Universidade da Califórnia, autora de um estudo preliminar, em 2005, que parecia invalidar as descobertas de Ignacio Chapela e David Quist (e havia sido também explorada pelos partidários dos OGM), publica no mesmo número da Molecular Ecology um nota complementária elogiando, onde ela julga que a análise molecular conduzida pela equipe da UNAM é "muito boa" e coloca em evidência "os sinais positivos dos transgenes".
"Faz 2 anos que estamos batalhando para publicar os resultados denosso estudo", declara Elena Alvarez-Buylla. "Nunca eu tinha encontrado tantas dificuldades no curso de minha carreira! Estão tentando frear a difusão desses dados científicos". O biólogo José Sarukhan, pesquisador da UNAM e membro da Acadêmia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, tinha recomendado o artigo para a revista desta instituição. Este foi rejeitado em março, pelo motivo de que ele poderia provocar "a atenção excessiva da imprensa, por razões políticas no tema ambiental"...
Como, apesar da moratória, os transgenes dos OGM emigraram até o final das montanhas de Oaxaca, mas também no Estado de Sinaloa, o maior produtor de milho para consumo humano, no Norte, ou à Milpa Alta, um distrito da periferia do México? Eles são encontrados em 1% dos terrenos analisados, o que é muito no contexto mexicano, onde 75% do milho plantado vêm de grãos selecionados pelos próprios agricultores.
A primeira hipótese é que certos agricultores tenham importado ilegalmente sementes transgênicas. Fortes suspeitas pesam também na empresa da Pionner, grande provedora de sementes de milho híbridas, compradas pelo México dos Estados Unidos e distribuídas aos pequenos agricultores através de programas de ajuda governamentais.
Mas dados preliminares indicam que um terço das sementes Pioneer está contaminado pelos OGM, e a Monsato conseguiu impedir qualquer tipo de rotulagem para distinguí-las na venda.
Os autores do estudo pedem que as "medidas de segurança" sejam reforçadas para preserva as espécies nativas do milho, sobretudo no México, seu "centro de origem". É necessário deixar os laboratórios realmente independentes, e adaptar os critérios de análise molecular à realidade mexicana, ao invés de se fixar "nos métodos utilizados nos países como os Estados Unidos, que têm um sistema agrícola bem diferente do nosso".
Mas a principal preocupação dos pesquisadores hoje, consiste nos projetos das empresas farmacéuticas, que querem rentabilizar a biomassa do milho, e a utilizar como um bioreator para as vacinas e anticoagulantes. "Em função dos incidentes que já aconteceram nos Estados Unidos, onde eles tiveram dificuldade em separar estes bioreatores dos OGM, nós tememos que o milho se transforme em lixo da indústria farmacêutica, em detimento de sua vocação alimentar", avisa Elena Alavrez-Buylla. "O que faremos quando os anticoagulantes chegarem às tortillas dos mexicanos?"
Fonte: Le Monde