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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

CTNBio e o arroz nosso de cada dia

Muito bom o artigo de Geraldo Hasse, no Século Diário, lembrando a todos que este mês está marcada uma audiência para tratar do arroz transgênico da Bayer, LL62, resistente ao glufosinato de amônio. Atenção a este detalhe: nem entidades normalmente a favor dos transgênicos (como a Embrapa) e outras empresariais (Irga, Fedearroz) querem a liberação deste.
Mas qual o problema deste arroz? O principal problema é a resistência ao glufosinato de amônio. Este herbicida é usado para controlar o arroz vermelho, o principal mato do arroz. A preocupação é a transferência de resistência para o arroz vermelho que ocorrerá num futuro, comprometendo o controle desse mato.
O artigo fez bem em chamar a atenção a mais falsa promessa dos transgênicos: diminuir a quantidade de 
agrotóxicos. Nada mais mentiroso, principalmente quando confrontado com as quantidades compradas pelo Brasil.
Não só as atitudes da CTNBio são escandalosas, mas também a existência da mesma. É um absurdo uma só entidade ser "responsável" pela liberação ou não dos transgênicos. Ainda mais quando se analisa o histórico/currículo da maior parte de seus integrantes.
Muito bom o artigo!

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

CTNBio é criticada no Fórum Social Mundial

O Fórum Social Mundial (que ocorre em Porto Alegre) teve como tema nesta terça-feira as plantações transgênicas.
"De acordo com o pesquisador e ex-representante do Ministério do Meio Ambiente na CTNBio, Rubens Nodari, as decisões da CTNBio (órgão responsável por liberar e fiscalizar os organismos geneticamente modificados) ignoram estudos científicos. É o caso da norma que determina uma distância de 100 metros entre lavouras convencional e transgênica, o que é pouco para evitar a contaminação dos grãos.
“Isso cientificamente já está provado, há muito tempo, que um grão de pólen pode viajar desde 1 metro até 6 km. Então, cientificamente, a norma da CTNBio não tem a menor base. Ela [a norma] sustenta a estratégia das grandes empresas de trazer estas tecnologias para o país sem nenhum problema e ainda lapidado por normas insuficientes e vergonhosas do ponto de vista científico"."
Para saber mais acesse: Pratos Limpos

domingo, 20 de dezembro de 2009

CTNBio recua

Valor Econômico de 11 de dezembro de 2009
Biossegurança: Proposta do órgão era acabar com avaliação de eventuais riscos à saúde de humanos e animais CTNBio recua no fim do monitoramento

Sem apoio da maioria dos membros da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), o presidente do colegiado, Walter Colli, decidiu ontem recuar parcialmente em sua proposta de acabar com a exigência de monitoramento de organismos geneticamente modificados (OGMs) no país.

Sob o apelo de vários cientistas, até dos mais favoráveis à liberação comercial dos transgênicos, Colli capitulou. "Se monitorar for apenas para alertar o sistema de saúde, e desde que não se exija responsabilidade de terceiros, ficamos com a RN 5 [resolução normativa] como está", afirmou o presidente da CTNBio.

Médico bioquímico e professor da USP, Colli insistiu na necessidade de refazer o texto da resolução que prevê o monitoramento pós-liberação comercial dos transgênicos por cinco anos. "Temos que separar monitoramento ambiental do humano e animal. Minha proposta era um 'bode na sala'. Mas o novo texto tem que prever monitoramento como observação, e não transferir obrigação para empresas", disse. E emendou: "Não vai acabar a análise de risco, mas o monitoramento de seres humanos e animais".

Na longa reunião de ontem, Colli voltou a apontar prejuízos às indústrias de alimentos com a atual norma. "Não cabe legislar a ponto de pedir coisas impossíveis. É moralmente errado", afirmou. Em seguida, negou favorecimento à indústria. "Não estou propondo alterações por interesses comerciais ou porque um país reclamou", afirmou, em referência à cobrança do governo do Canadá pela alteração na regra. "Estamos supralegislando, com um ânimo legiferante".

O novo modelo de monitoramento imaginado por Colli, que deixará o comando da CTNBio no início de fevereiro de 2010, retiraria da comissão boa parte da responsabilidade por acompanhar o cumprimento dos planos das empresas. O relato sobre eventuais efeitos adversos dos transgênicos sobre a saúde humana e os animais ficaria sob controle da fiscalização de outros órgãos do Estado. 

Os médicos reportariam problemas de saúde humana ao Ministério da Saúde e os veterinários fariam alertas sobre animais ao Ministério da Agricultura. "Não podemos dar mais serviço e não podemos criar na população um trauma", afirmou Colli. No caso do acompanhamento de problemas ambientais, a CTNBio permanece como referência para receber os relatórios das empresas de biotecnologia. "A regra está mal escrita e leva a interpretações dos mais radicais de querer exigir coisas impossíveis. Seremos mais precisos na nova RN".

Para aumentar a pressão sobre Colli, um grupo de 50 ONGs ambientalistas e de direito de defesa do consumidor repudiou a iniciativa. E o representante do Ministério do Meio Ambiente, o geneticista Paulo Kageyama, leu um longo parecer da consultoria jurídica da pasta contra o "liberou geral" proposto pelo presidente da CTNBio. "É preciso, ao contrário, aumentar o rigor no monitoramento porque temos relatos de contaminação de lavouras convencionais de milho por transgênicos no Paraná", disse Kageyama.

Antes de embargar a voz durante despedida dos colegas da CTNBio, na última reunião do ano, Walter Colli reafirmou que a análise de risco feita pelos especialistas da comissão são suficientes para garantir a biossegurança dos produtos transgênicos sobre a saúde humana e animal. "Quando fazemos a análise, sabemos que é minimíssima a chance de haver problemas. Tenho certeza disso", garantiu. E afirmou estar em busca de zerar sua gestão de pendências. "Não queria deixar lixo para trás".

Presidente da CTNBio sobre OGM: "Essas coisas não fazem mal. E, se fizerem, ninguém vai saber porque não tem como monitorar todo mundo"


"A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) votará na quinta-feira (10/12) o fim do monitoramento dos efeitos adversos de organismos geneticamente modificados sobre a saúde humana e animal, o ambiente e os vegetais. A mudança desobrigará as empresas de biotecnologia de realizar estudos científicos de avaliação de riscos e de apresentar planos de monitoramento pós-liberação comercial de transgênicos no país. A informação é do jornal Valor, de hoje.
A nova regra deve "anistiar" os 25 produtos transgênicos (plantas, vacinas e enzimas) que já obtiveram aprovação para comercialização e beneficiará 11 pedidos que estão sob análise do colegiado, vinculado ao Ministério da Ciência e Tecnologia. A alteração na Resolução Normativa nº 5, em vigor desde março de 2008, dependerá do voto de 14 dos 27 membros titulares da CTNBio. O grupo favorável à mudança somaria 16 votos.
Segundo Walter Colli, "Essas coisas não fazem mal. E, se fizerem, ninguém vai saber porque não tem como monitorar todo mundo. O argumento jurídico que se coloca é que monitorar só se justificaria se houvesse dúvida na análise de risco. Se o produto é idêntico ao convencional, não há razão para monitorar", explica."

Para saber mais acesse o Diário Gauche.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

CTNBio e sua forma arbitrária de decidir


 Abaixo um trecho do Boletim Número 470 - 11 de dezembro de 2009 da AS-PTA:
Com o aval do Ministério da Ciência e Tecnologia, o presidente da CTNBio Walter Colli fez de tudo e mais um pouco para derrubar as atuais regras de monitoramento pós-comercialização de transgênicos. Empenhou-se até demais, tanto é que ganhou um “puxão de orelha” da Folha de São Paulo, cuja posição sempre foi abertamente favorável aos transgênicos. Para os editores do jornal, ao dizer que a tal regra é um “lixo”, Colli desqualifica norma que ele mesmo assinou e “lança suspeita desnecessária sobre a independência da comissão diante dos interesses da indústria”.
No caso da avaliação dos impactos sobre a saúde humana e animal, a regra nunca chegou a ser colocada em prática, mas mesmo assim, com a reclamação da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos -- ABIA, o presidente da Comissão convenceu-se da “bobagem” que havia feito ao deixar passá-la.
Com o intuito de reforçar as justificativas para derrubar o regramento criado há pouco mais de um ano, usou-se também uma cobrança vinda do governo canadense por meio da Organização Mundial do Comércio demandando satisfações do Brasil a respeito das leis aqui criadas.
Dentro e fora da CTNBio foi grande a pressão pela manutenção das regras de avaliação de impacto dos transgênicos, tanto é que Colli recuou e abriu mão de colocar em votação sua proposta de flexibilização. A Comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados aprovou requerimento para que ele seja convocado para prestar esclarecimentos sobre a proposta de abolir o monitoramento. Cerca de 50 organizações sociais ligadas à Articulação Nacional de Agroecologia divulgaram nota de repúdio à iniciativa, que foi lida no plenário da CTNBio. O Ministério do Meio Ambiente apresentou nota técnica afirmando que “a observância do princípio da precaução não lhe é facultativa”. O Ministério do Desenvolvimento Agrário lembrou que de acordo com decisão dos ministros do Conselho Nacional de Biossegurança a discussão sobre monitoramento cabe a um grupo de trabalho que deveria ter sido instalado pelo Ministério de Ciência e Tecnologia. O MDA ainda solicitou à CTNBio a publicação de estudo contendo as bases científicas que justificariam mudanças nas regras.
Outra manifestação, que questionou “a forma arbitrária com que a CTNBio tem tomado as decisões relativas à liberação comercial de transgênicos em nosso país”, foi encaminha no início da semana pelo Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional do Paraná -- Consea. Mas ao contrário da carta da Abia, que foi entregue a todos integrantes da Comissão, a do Consea não chegou ao conhecimento dos mesmos.
Finalmente, prevaleceu o entendimento de que o monitoramento à saúde seria na verdade um “alerta” ao sistema de vigilância sanitária e que a separação dos critérios para avaliação ambiental e de saúde deve ser explicitada. Após a reunião, Colli disse aos jornais que sabia que não haveria votação e que o queria na verdade era provocar a discussão. Seja como for, em sua reunião de despedida da CTNBio, Colli teve que agir de forma ambientalmente correta e reciclar o lixo que gerou.
--
Para quem quiser conferir, a reunião foi transmitida ao vivo pela internet e está disponível em http://www.ustream.tv/recorded/2838750

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Cientistas independentes são perseguidos por empresas de transgênicos



Cientistas denunciam perseguição e “poder de veto” da indústria de biotecnologia para pesquisas sobre efeitos dos transgênicos
 
Finalmente os pesquisadores (norteamericanos, ao menos) estão começando a denunciar as pressões e ameaças que sofrem quando ousam desafiar a indústria de biotecnologia ao desenvolver e publicar pesquisas que analisem os efeitos dos transgênicos para a saúde ou o meio ambiente.
 
Já havíamos divulgado no Boletim 452 o editorial publicado pela revista Scientific American em agosto deste ano, relatando como as empresas conseguem se valer das leis de propriedade intelectual para obter controle absoluto sobre o que pode e o que não pode ser publicado em relação às suas sementes.
 
Agora foi a vez da revista científica Nature Biotechnology publicar um artigo (outubro de 2009) denunciando o mesmo problema.
 
Segundo o artigo, “não é segredo que a indústria de sementes tem o poder de moldar as informações disponíveis sobre lavouras transgênicas. Foram empresas privadas que desenvolveram praticamente todas as sementes que estão no mercado norteamericano, e os direitos de propriedade intelectual sobre a tecnologia permite que elas decidam quem vai estudar as lavouras e como.”
 
O controle das empresas começa com um simples contrato para produtores. Qualquer pessoa que queira comprar sementes transgênicas precisa assinar um contrato de tecnologia que diz, entre muitas outras coisas, que o comprador não pode conduzir pesquisas com as sementes, e nem dá-las a outrem para a realização de pesquisas. Para fazer pesquisas, os cientistas precisam pedir permissão às empresas, especificando o que pretendem fazer com as plantas -- ou correm o risco de ser processados.
 
As empresas de sementes podem negar os pedidos com base em qualquer razão -- e, conforme ilustra o artigo, algumas vezes elas são bem criativas. Outras vezes, são simplórias: em um caso relatado, a Pioneer Hi-Bred disse a um pesquisador que “não dispunha de material apropriado para fornecer”.
 
Quando a empresa e os pesquisadores conseguem concordar em um projeto de pesquisa, eles precisam negociar os termos do acordo. Segundo pesquisadores, muitos destes acordos costumam travar quando as empresas querem controlar ou bloquear a publicação da pesquisa.
 
Também são impressionantes os relatos de manipulação de dados praticados pelas empresas. Um caso descrito no artigo foi de um milho da Pioneer tóxico a insetos. Em 2001 a empresa contratou alguns laboratórios de universidades para estudar efeitos indesejados do milho em uma espécie de joaninha. Os laboratórios descobriram que quase 100% das joaninhas que foram alimentadas com o milho morreram no oitavo dia do ciclo de vida. Quando os pesquisadores apresentaram seus resultados à Pioneer, a empresa os proibiu de divulgar os dados. Como a variedade de milho ainda não era comercializada, o acordo de pesquisa dava à Pioneer o direito de vetar a publicação dos resultados.
 
Dois anos depois a Pioneer recebeu autorização para comercializar um milho que continha exatamente a mesma toxina daquele usado nos experimentos com as joaninhas. Mas os dados submetidos ao EPA (Agência de Proteção Ambiental do governo americano, na sigla em inglês) não informavam os efeitos sobre as joaninhas -- apesar de a empresa ter seguido os protocolos normais de pesquisa. Num dos estudos da Pioneer, a empresa forneceu a toxina purificada às joaninhas até o sétimo dia de vida -- um dia antes do que havia sido observado como o estágio mais suscetível.  Em um segundo estudo, a empresa acompanhou as joaninhas até o final do ciclo de vida, mas usou um modo diferente de alimentação, fornecendo um pó homogeneizado contendo metade presas (pequenos animais dos quais elas se alimentam, como insetos e ácaros) e metade pólen, e não verificou nenhum efeito.
 
Segundo um dos pesquisadores envolvidos com a primeira pesquisa, a EPA foi informada da pesquisa independente, mas preferiu não agir. E a Pioneer não daria permissão aos cientistas para refazer o experimento.
 
Também sobre este tema, um outro artigo [1] publicado pela renomada revista científica Nature em setembro deste ano apresentou em detalhes a saga que atravessam os cientistas que se arriscam a publicar pesquisas indicativas de efeitos maléficos dos transgênicos.
 
O caso apresentado em maior detalhe é o das pesquisadoras Emma Rosi-Marshall e Jennifer Tank, que em 2007 publicaram um estudo indicando que as larvas de um inseto herbívoro da ordem trichoptera que vivem em pequenos cursos d’água no norte de Indiana (EUA), onde as lavouras de milho Bt (tóxico a insetos) se espalham até onde alcança a vista, também são afetadas pelo Bt. No artigo, publicado na revista científica PNAS (Proceedings of the National Academy of Sciences), as autoras concluem que o plantio disseminado de lavouras Bt provoca consequências inesperadas em escala de ecossistemas.
 
A reação furiosa de cientistas pró-transgênicos foi imediata. Em apenas duas semanas, diversos pesquisadores já haviam escrito para as autoras, para a revista PNAS e para a Fundação Nacional de Ciência (NSF, em inglês) do governo americano, que financiava o trabalho de Rosi-Marshall. O trabalho foi acusado de falho, omisso, mal desenhado, entre outras coisas.
 
Um dado interessante apontado por Arthur Benke, um dos cientistas que prestaram apoio às autoras afirmando o valor dos dados publicados, é que absolutamente nenhuma das críticas sugere o aprofundamento das pesquisas sobre o caso. “O que relatórios como este fazem é nos alertar sobre possíveis razões para analisarmos a questão com mais cuidado”, diz ele. Allison Power, pesquisadora de ecologia e biologia evolutiva da Cornell University, complementa: “Tentar desmentir a pesquisa imediatamente é um ato que ignora como a ciência deve funcionar: você formula uma hipótese, testa-a, refina-a, testa-a e refina-a novamente. Você segue fazendo isso até conseguir uma resposta que seja tão próxima quanto possível da que se pode obter. Não entendo que exista resistência a esta noção”.
 
Embora o artigo da Nature conceda muito espaço para os cientistas pró-transgênicos exporem seus argumentos e pontos de vista, a sua leitura deixa evidente o caráter preconceituoso e grosseiro dos supostos críticos.
 
Um destes “críticos” relata que formou uma “equipe de refutação” chamado “ask-force” (algo como “força tarefa para questionamentos”) para desafiar pesquisas sobre a biossegurança de lavouras transgênicas. Das 20 pesquisas já “criticadas” pelo grupo, nenhuma é positiva em relação aos efeitos dos transgênicos.”
 
O principal argumento dos detratores das pesquisas é que elas podem ser usadas por ativistas anti-transgênicos para fomentar ações e influenciar as políticas sobre o tema. Com base nisso, promovem todo o tipo de perseguição.
 
Ignacio Chapela, um pesquisador da Universidade da Califórnia, em Berkeley, conta que estes ataques estão dissuadindo jovens cientistas a seguir carreiras em pesquisa sobre lavouras transgênicas. “Já tenho uma longa experiência com pessoas jovens que me dizem que não vão para este campo precisamente por serem desencorajados pelo que vêem”, diz ele.
 
Para quem não se lembra, Chapela foi um dos primeiros cientistas a enfrentar este tipo de perseguição. Em 2001 ele publicou um artigo na mesma Nature relatando que variedades crioulas de milho no México estavam contaminadas por genes transgênicos. A reação negativa foi tão forte que, de maneira inédita, a Nature publicou uma nota reconhecendo que “as evidências disponíveis [no estudo de Chapela] não eram suficientes para justificar a publicação da pesquisa”. Posteriormente, análises feitas pelo governo mexicano confirmaram a contaminação apontada por Chapela.
 
É muito importante que estas denúncias comecem a circular em publicações científicas respeitadas. Vamos esperar que estes artigos incentivem outros cientistas intimidados a sair do casulo. Especialmente por aqui: já passou da hora de os nossos pesquisadores começarem também a se indignar e se articularem para desmascarar a defesa pseudocientífica dos transgênicos no Brasil e tentar conter e reverter as atrocidades cometidas pela CTNBio “em nome da ciência”.
 
[1] Battlefield - Papers suggesting that biotech crops might harm the environment attract a hail of abuse from other scientists.Nature|Vol 461|3 September 2009.
Artigo disponível em inglês mediante pagamento:

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

CTNBio aprova milho transgênico, sob protesto do Greenpeace

A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) aprovou a liberação comercial de duas variedades de milho geneticamente modificado e uma de algodão, além de uma vacina contra infecção intestinal de aves.
O primeiro item da pauta, uma variedade de arroz geneticamente modificado, acabou não sendo examinado porque os conselheiros concluíram que o assunto precisaria ser melhor analisado.
A reunião transcorreu em meio a um manifesto pacífico de integrantes do Greenpeace. Um grupo de quinze pessoas trajados de macacão amarelo e máscaras de gás, liderados por um manifestante com máscara da ministra da casa civil, Dilma Rousseff, entrou no auditório e se colocou entre a mesa principal e as cadeiras do auditório.
Eles seguraram uma faixa com os dizeres: "Dilma, veneno no meu prato não". O presidente da CTNBio, Walter Colli, pediu para que se retirassem da sala. Eles, porém, assistiram integralmente à reunião, em pé.

Fonte: Estadão

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

CTNBio brinca mais uma vez com a saúde do consumidor

Abaixo, artigo da Agência Chasque:
A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) aprovou a liberação comercial de três variedades de milho transgênico. Duas espécies são os chamados ‘eventos piramidados’ das empresas Monsanto e Syngenta. Sem a presença de representantes importantes da Comissão como o do Ministério do Meio Ambiente, dois dos quatro eventos piramidados que estavam na pauta foram liberados para comercialização através de um procedimento simplificado, ou seja, sem avaliação de riscos da ocorrência de efeitos adversos. O argumento das empresas para a aprovação dos milhos transgenicos sem análise de risco é que as combinações já foram autorizadas anteriormente. Para a assessora jurídica da ONG Terra de Direitos, Juliana Avanci, de acordo com a Lei de Biossegurança, mesmo nesse caso é necessário fazer avaliação de riscos com os possíveis impactos na saúde humana, no meio ambiente e na economia. 
“A análise feita anteriormente pode ser questionável. E agora, com essa combinação de dois ou mais eventos não se sabe o que isso acarreta ou o que essa contaminação poderá nos trazer. Então é uma ameaça a biodiversidade. Pelo principio da precaução, por não se saber das conseqüências, cremos que deva ser feita um estudo mais detalhado sobre esses possíveis impactos”, diz. 
Jualiana ainda enfatiza que a forma de aprovação dos transgênicos no Brasil tem sido motivo de polêmica, já que as normas editadas pelo governo para impedir a contaminação não foram suficientes. Com a falta de controle sobre as plantações de transgênicos, os agricultores e consumidores estarão sujeitos à contaminação pelos novos eventos liberados sem saber quais serão as consequências dessas combinações.

sábado, 22 de agosto de 2009

Contaminação de milho transgênico: CTNBio $e recu$a a ver

Com a estimativa de aumento na produção de milho transgênico na safra de 2009/2010 para 50%, a indústria começa a se sentir pressionada. A indústria que é preocupada com a opinião dos consumidores promete pagar 15% a mais para o produtor que segregar sua produção. Contudo, esse custo também vai para o consumidor.
Outras indústrias, ao contrário, continuarão a usar os grãos transgênicos. Nos resta esperar para que esses produtos sejam REALMENTE identificados nas prateleiras.
O que a CTNBio acha di$$o?
A Nota Técnica feita pela Secretaria de Agricultura do Paraná em que é comunicada a contaminação de plantações de milho com variedades transgênicas no Estado, a qual teve pedido de análise feito também por OGNs e por representantes do Ministério do Meio Ambiente, não foi analisada pela CTNBio pois "a nota não trazia elementos necessários para uma discussão científica". (??)
Será que a CTNBio preferiu não ver o óbvio? Que a sua resolução que fixa uma faixa de segurança entre a lavoura transgênica e a não-transgênica é só papelada. Se para ter lavoura transgênica o produtor têm que respeitar esta faixa, e o mesmo não respeita, é óbvio que há contaminação. Além disso, é óbvio que o milho transgênico deve ser proibido e os produtores que insistirem no plantio, multados. 
A pressão é através de nossas escolhas. Se informe no Guia do Consumidor do Greenpeace.
Fonte: ECODEBATE e AGÊNCIA ESTADO

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Audiência pública sobre safra de milho transgênico no BR

A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) realizará audiência pública para discutir o plantio da primeira safra de milho transgênico autorizado pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), conforme requerimento da senadora Serys Slhessarenko (PT-MT), aprovado nesta terça-feira (14) pela comissão.
Por sugestão do senador Gilberto Goellner (DEM-MT), o debate será realizado de forma conjunta com a Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA), uma vez que as senadoras Marisa Serrano (PSDB-MS) e Marina Silva (PT-AC) também requereram audiência com a mesma finalidade naquela comissão.
Serys Slhessarenko informou que decidiu pedir a audiência por estar preocupada com o controle do que é milho transgênico e convencional. No caso da soja, ressaltou, o controle é feito facilmente. Já a diferenciação do milho convencional do transgênico é difícil de ser feita, observou. Ela ressaltou que o mercado exige informação sobre qual tipo de cereal é oferecido. A falta de controle, avaliou, poderá causar prejuízos econômicos ao setor.
Segundo matéria do jornal Folha de São Paulo, informou o senador Gilberto Goellner (DEM-MT), o país está perdendo o controle dos tipos de milho devido à falta de armazéns. De acordo com ele, a colheita do cereal coincide com a de soja, grão mais lucrativo para os produtores, e o milho não é armazenado corretamente.
Os convidados para o debate, bem como a data de sua realização, serão definidos pelas comissões.
Fonte: Agência Senado

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Regras para plantio de milho transgênico (ogm) - CTNBio


Os Serviços de Defesa e Fiscalização Agropecuária da Superintendência Federal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SFA/MS), alertam os produtores sul-matogrossenses sobre a necessidade de observar as regras de distanciamento entre as lavouras de milho geneticamente modificado (milho GM) e as lavouras de milho convencional, estabelecidas pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança – CTNBio por meio da Resolução Normativa CTNBio Nº 4, de 16 de agosto de 2007.
De acordo com essa legislação, a lavoura com milho GM deve estar localizada a uma distância mínima de 100 (cem) metros de outras lavouras com milho convencional localizadas em propriedades vizinhas ou, alternativamente, a uma distância de 20 (vinte) metros, desde que o produtor plante junto à lavoura de milho GM uma bordadura com, no mínimo, 10 (dez) fileiras de milho convencional de porte e ciclo vegetativo similar ou igual ao milho GM cultivado. Essa é a regra básica para permitir a coexistência entre os diferentes sistemas de produção.
As cultivares de milho e linhagens geneticamente modificados, BT 11, Guardian e BTCry1F507, que propiciam resistência ao ataque de lagartas (lepidóptera), inscritos no Registro Nacional de Cultivares (RNC/MAPA), estão devidamente autorizadas para plantios comerciais em todo o País.
Fonte : SFA/MS

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Associação Americana de Medicina Ambiental: OGMs são um sério risco à saúde


Documento divulgado pela Academia Americana de Medicina Ambiental alertou que "os produtos transgênicos representam um sério risco à saúde", "nas áreas da toxicologia, alergias, funções imunológicas, saúde reprodutiva, metabolismo, fisiologia e saúde genética". Além disso, informa que "Há mais do que uma associação casual entre os alimentos transgênicos e os efeitos adversos à saúde". "Vários estudos em animais mostraram que os alimentos geneticamente modificados causam danos a vários sistemas orgânicos no corpo."
O relatório termina pedindo que médicos alertem seus pacientes, a comunidade médica e o público para que evitem os alimentos geneticamente modificados e que os considerem nas doenças dos seus pacientes; e uma moratória sobre os alimentos geneticamente modificados.

Será que este aviso será considerado pelos integrantes da CTNBio?
Fonte: Último Segundo


quinta-feira, 21 de maio de 2009

Palestra de Jeffrey Smith - comentários

Jeffrey Smith esteve no Brasil semana passada, fez diversas palestras no Paraná (com a presença do governador Requião), em Piracicaba, em Brasília e em São Paulo para apresentar seu livro, Roleta Genética. Estava acompanhado de Mohamed Habib, engenheiro agrônomo, pró-reitor de Extensão e Assuntos Comunitários da Unicamp, o qual também realizou uma palestra.
As palestras foram excelentes. Mohamed Habib discursou sobre os desafios mais importantes para o novo milênio, no quesito transgênicos. Dentre eles, é preciso haver o reconhecimento do papel da pesquisa científica para avaliação de riscos e, a importância de se respeitar o princípio da precaução.
Afinal, quando se lança um novo produto no mercado, a empresa deve provar que além do benefício pretendido, o produto não causa danos à saúde humana, animal ou ao ambiente. Contudo, com relação aos transgênicos o que está acontecendo é o contrário. Os pesquisadores conscientes é que devem provar que essa nova tecnologia não traz danos.
Outro ponto citado por Mohamed Habib foi que os pesquisadores conscientes (que não se deixaram levar pelas empresas) são vistos de diversas formas, como ecochatos e ambientalistas, mas nunca como o que realmente são: pesquisadores. Isso é visível principalmente em escolas de agronomia, onde há o dedo ($$$) das empresas de biotecnologia nas aulas, nos professores, nos estudantes. Aqueles que passam a questionar mais sobre essa tecnologia já não são mais vistos como pesquisadores de verdade. O que é um absurdo, pois são esses que têm realmente a curiosidade de cientistas para questionar sem crer de maneira dogmática nas "verdades" proferidas pelas empresas.
Uma das "verdades" das empresas é que os transgênicos diminuem o uso de agrotóxicos. Ótimo, perfeito! Então, por que a ANVISA, em fevereiro de 2004, aumentou o Limite Máximo de Resíduo (LMR) do glifosato nas alimentos em 50 VEZES, de 0,2mg/kg para 10mg/kg?? São conhecidos os diversos efeitos nocivos do glifosato, dentre eles, a ligação com o linfoma No-Hodking (famoso na mídia atualmente).
Quem o governo deve defender? As multinacionais ou os consumidores?
Mas calma.... o futuro pode não ser tão obscuro assim... basta apenas alguns emails e telefonemas... de acordo com Jeffrey Smith em sua palestra, se apenas 5% das pessoas questionarem as indústrias alimentícias e informarem que não querem produtos com ingredientes transgênicos, deixando de comprar o produto, as empresas começarão a exigir produtos não-transgênicos (ogm-free) de seus fornecedores, os produtores então passarão a plantar mais e mais sementes não-transgênicas, e o mercado vai diminuir.... quem sabe até isso não passe de uma "moda".
Para começar, sugiro o Guia do Consumidor do Greenpeace, onde há produtos de empresas que provaram que não usam transgênicos e produtos de empresas que não fizeram questão nenhuma de esclarecer o consumidor. Envie emails para todas, perguntando se usam ou não e deixando claro sua vontade de consumir produtos não-transgênicos. Aproveite e assine a petição contra o arroz transgênico que a Bayer está querendo comercializar. Mostre para as empresas que você não quer o arroz transgênico.

terça-feira, 10 de março de 2009

Arroz transgênico: Ser cobaia não é bom!

O Greenpeace iniciou uma petição contra o arroz transgênico da Bayer, tolerante ao glufosinato de amônio. A petição é endereçada à CTNBio e à Bayer.
Para pedir que o arroz transgênico (LLRice62) não seja produzido no Brasil, entre no site do Greenpeace e assine a petição (Ser Cobaia Não é Bom), a audiência pública está marcada para 18 de março! Para fazer mais, mande email para as empresas deixando clara a sua opinião.
Os produtores só produzem o que o mercado compra. Nós, consumidores, temos o poder de decidir o futuro dos alimentos no Brasil. Não se esqueça, fazer compras, é fazer política. Faça a sua parte, diga NÃO ao arroz transgênico!

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Arroz Transgênico - Audiência pública dia 18/03

O arroz é um dos alimentos mais consumido pelos brasileiros, e agora querem nos contaminar com arroz transgênico. A audiência pública será realizada no dia 18 de março, das 9h às 13h, no auditório Freitas Nobre, no Congresso Nacional, em Brasília, DF. A audiência foi marcada na primeira reunião do ano, caracterizada com um circo, que pretende facilitar a aprovação de novos transgênicos.

Os transgênicos estão cada vez mais se aproximando do nosso prato. Para evitarmos que isso ocorra temos que nos manisfestar. Abaixo, estão telefones e emails de atendimento ao consumidor e um email exemplo para envio. Faça a sua parte, diga NÃO aos transgênicos!

Arroz Blue Ville
http://www.blueville.com.br/outras/sas.asp
0800 9796122

Arroz Camil
0800 531800
http://www.josapar.com.br/faleConosco.asp?link=6
camil@camil.com.br

Arroz Namorado
0800 707 5310
http://www.namorado.com.br/site/content/fale/default.asp

Arroz Prato Fino
0800 644 7434
sac@pirahy.ind.br
http://www.pratofino.com.br/contato/contato.php



"Bom dia,
sou consumidor do arroz X há anos, assim como toda a minha família.
Gostaria de saber se vocês pretendem utilizar o arroz transgênico?
Não quero consumir transgênicos e peço para que eu possa continuar com a tradição de comer o arroz X, que não utilizem o arroz transgênico (LL62, da Bayer) que está sendo analisado pela CTNBio.
Agradeço a atenção.
No aguardo de uma resposta."

ATUALIZAÇÃO:

Outras fábricas (dica de Marcelo Venturi):
Arroz Fumacense
kiarroz@kiarroz.com.br
http://www.kiarroz.com.br/
(48) 3434 8888

Arroz Campeiro
campeiro@campeiroalimentos.com.br
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terça-feira, 6 de janeiro de 2009

CTNBio 2009

arroz transgenico ogmEm 2008 a CTNBio aprovou 539 solicitações de pesquisas, liberações planejadas, projetos e relatórios. As liberações comerciais de sementes foram 8, sendo 3 de milho, 2 de algodão e 3 de vacinas contra a circovirose, uma doença dos suínos.
Para 2009, já estão na fila outros 7 processos de sementes para análise. Entre os quais, a variedade de arroz tolerante ao herbicida glufosinato de amônio que terá uma audiência pública no começo de 2009.

Fonte: Canal Rural

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

CTNBio aprova o milho Herculex, parceria da DuPont com a Dow AgroSciences

O milho transgênico Herculex, da DuPont e Dow AgroSciences Industrial, foi aprovado hoje pela CTNBio. Foram 16 votos a favor contra 5 votos. Agora são 6 as variedades de milho geneticamente modificados, 1 de soja e 3 de algodão. O milho aprovado é tolerante ao glufosinato de amônio e é resistente a insetos.
O Glufosinato de amônio é um herbicida aplicado na pós-emergência das plantas infestantes, também é um regulador de crescimento.

A Bayer e a Monsanto já tiveram variedades aprovadas ano passado. Além dessas empresas, a Syngenta também já teve uma variedade aprovada. Essas variedades aprovadas já foram multiplicadas para o plantio na safra de 2008/09.

Não podemos esquecer que o milho tem a polinização cruzada, isto é, o pólen de uma planta fecunda o estigma de outra planta. Assim, o milhoconvencional (ou orgânico) é facilmente contaminado pelo milho transgênico. Na soja isso é diferente, ocorre a autopolinização, onde o pólen de uma planta fecunda o estigma da mesma planta. Essa diferença de polinização entre as plantas ocorre por vários motivos, dentre eles o formato da flor.

Fonte: Reuters

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Importação de milho e algodão transgênicos para testes

Enquanto as empresas aguardam a autorização para início dos testes de campo dos transgênicos no Brasil, nos estados de SP, PR, RS e GO (abaixo), a Embrapa faz parceria para produção de milho transgênico, sendo que os próximos alvos são a mandioca e o feijão.

Uma multinacional aguarda liberação da Comissão Técnica Nacional de Biosegurança para importação de 16,96kg de sementes de milho geneticamente modificadas resistentes a insetos e tolerante ao glifosato MON 89034x MON 88017. O produto, oriundo dos Estados Unidos será destinado às algodao transgenicounidades operativas da empresa, localizadas em Não-Me-Toque (RS), Rolândia (PR), Santa Cruz das Palmeiras (SP), Santa Helena de Goiás (GO), bem como Sorriso.

As sementes serão utilizadas no plantio da liberação planejada no meio-ambiente. Em trinta dias a comissão deve julgar o pleito. A mesma empresa também requer da CTNBio parecer técnico para liberação planejada de milho geneticamente modificado e resistente a insetos, tolerante ao glufosinato de amônio e ao glifosato MON 89034 x TC1507 x MON88017x DAS-59122-7 e suas combinações. A proposta tem como objetivo testar a eficácia do material, no controle de lepidópteros praga e larva alfinete.

Os experimentos serão conduzidos nas estações experimentais nas mesmas cidades dos respectivos Estados. A área total da liberação planejada será de 0,54 hectares, sendo que a área com o organismo geneticamente modificado será de 0,46 ha. A

A importação de 14,46kg de algodão geneticamente modificado também encontram-se em análise.

As empresas e instituições de pesquisa, em sua maioria, não têm como intenção ajudar os agricultores... sua intenção principal é produzir cultivares que possam ser vendidas para depois cobrar royalties, aumentando assim o volume de dinheiro de suas próprias carteiras. Afinal, se a intenção é ajudar o produtor, veriam que a área de transgênicos e o interesse dos produtores no Mato Grosso está diminuindo, e se focariam em algo mais útil à agricultura:

Alto custo do glifosato e logística em favor das regiões oeste e noroeste do Estado fazem variedade retroceder na lavoura a cada safra. Tecnologia OGM que já foi vista como ‘salvação da lavoura’ se revela agora em MT, uma variedade cheia de ‘poréns´.

Vedete das lavouras nas safras de 2004, 2005 e 2006, os transgênicos ou OGMs (organismos geneticamente modificados) começam a perder espaço para a soja convencional em Mato Grosso, principalmente na região oeste e noroeste, em lavouras localizadas em Campos de Júlio e Sapezal, por exemplo, onde a presença do grão OGM recua para cerca de 5% da área plantada. A elevação de até 70% nos preços do litro do glifosato – químico específico para este tipo de variedade – e a logística favorecida por meio dos portos de Itacoatiara e Santarém, fizeram com que os sojicultores retrocedessem no planejamento da cultura e optassem pela soja convencional, a isenta de trangenia.

...“O produtor está fazendo as contas antes de plantar e está chegando à conclusão de que trabalhar com OGMs hoje sai muito caro”, aponta o diretor-executivo da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado (Aprosoja), Marcelo Duarte Monteiro...

Fonte: Circuito Mato Grosso e 24h News

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Resultado da reunião da CTNBio

A CTNBio aprovou na quinta-feira a liberação comercial de duas novas variedades de milho e de um tipo de algodão geneticamente modificado no país. O milho " Roundup Ready " , produzido pela multinacional americana Monsanto, e a variedade " GA21 " , desenvolvida pela européia Syngenta - maior empresa de sementes e defensivos do mundo -, foram aprovados por 16 votos favoráveis e quatro contrários. Ambos os produtos são tolerantes ao herbicida glifosato. O colegiado também aprovou a liberação comercial do algodão transgênico " Roundup Ready " , outro produto da Monsanto." Havia dois processos de 2004 e um de 2006. Então, o que fizemos foi nivelar as liberações aos tempos de entrada dos processos " , afirmou o presidente da CTNBio, o médico bioquímico Walter Colli. " É razoável que agora a CTNBio passe a analisar processos de 2006 para cá " , disse.

Também na reunião de quinta-feira, a comissão aprovou, ainda, a comercialização da vacina transgênica contra a circovirose suína desenvolvida pela companhia Intervet Veterinária.

Além das duas variedades de milho transgênico aprovados pela CTNBio, outros três tipos já haviam sido permitidos no Brasil: o milho tolerante ao herbicida glufosinato de amônia, desenvolvido pela alemã Bayer CropScience, além do milho " Bt Yieldgard " , da Monsanto, e da semente " Bt11 " , da Syngenta, ambos resistente a insetos.

A CTNBio também aprovou nesta movimentada reunião de quinta-feira sete pedidos de liberação planejada no meio ambiente, destinados a pesquisa de campo. Os integrantes da comissão aprovaram, ainda, uma resolução normativa para disciplinar essas liberações planejadas.

Serão exigidas das empresas interessadas, entre outras medidas de precaução, a utilização de curva de nível a cada metro de terreno experimental, além de declividade mínima para garantir o escoamento da água das chuvas. O colegiado da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança também aprovou alterações em Comissão Interna de Biossegurança (CIBio) e em Certificado de Qualidade em Biossegurança (CQB) de empresas de biotecnologia.

Fonte: Mauro Zanatta - Valor Econômico

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Nova reunião da CTNBio para liberação de mais transgênicos

A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) realiza nesta quinta-feira (18) e sexta-feira (19) a sétima reunião do ano para discutir dez solicitações de liberação comercial de organismos geneticamente modificados (transgênicos), 29 pedidos para liberação planejada no meio ambiente (pesquisas) e cinco pedidos de importação para fins de pesquisa.

Os integrantes da comissão retomam ainda as discussões sobre a minuta da Resolução Normativa nº 6, que trata das normas para Liberação Planejada no Meio Ambiente. Entre os pedidos de liberação constam uma solicitação para uma variedade de arroz, quatro pedidos para variedades de milho, três pedidos para liberação comercial de algodão, uma solicitação de uma variedade de soja e um pedido para liberação de uma vacina inativada contra circovirose suína.

Fonte: Agência Brasil