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sábado, 16 de maio de 2015

Senado Federal: Não ao PL 4148! que tira o símbolo de Transgênico do rótulo das embalagens

Associação dos Servidores do Ministério do Meio Ambiente acaba de divulgar uma carta aberta contra o PL 4148 que desobriga a rotulagem de transgênicos. 
Se você também é contra, assine a petição no Avaaz para dar mais força quando forem entregar a carta no Senado.


CARTA ABERTA CONTRA O PL 4148 DA (DES)ROTULAGEM TRANSGÊNICA. 

Senhores e Senhoras Senadores(as) da República, 

Contamos com vossas excelências para representar os direitos do povo brasileiro, uma vez que a Câmara dos Deputados não o tem feito. Após aprovar o PL 4330 (terceirização), aprova-se também, com grande facilidade (320 votos a 130), o PL 4148/2008 que intenta retirar a obrigatoriedade da rotulagem de alimentos que tenham a presença de transgênicos. Na prática é a retirada do direito da população de saber o que está comprando e consumindo, é um retrocesso ambiental, social e econômico. Em benefício da indústria de venenos e de sementes geneticamente modificadas, a desobrigação da rotulagem impactará de vez na agricultura familiar e orgânica, que já sofre imensas dificuldades por conta do lobby do agronegócio. 

Além disso, impactará toda a população, ferindo o direito constitucional a uma alimentação saudável e o direito à informação, que estão sendo sumariamente desconsiderados exatamente no momento em que o país clama por transparência e o mundo começa a banir diversos agrotóxicos e transgênicos por trazerem mais prejuízos sociais e econômicos do que se acreditava. 

O relator do projeto 4181 na Câmara usa como argumento que 69% das pessoas não sabem o que significa o símbolo “T” nas embalagens. Porém, a conclusão deveria ser o oposto, pois isso demonstra que 31% das pessoas já tem consciência do seu significado e que a outra parcela deve se melhor informada. O outro argumento em prol do retrocesso é que 90% da soja e 82% do milho plantados no Brasil são transgênicos. Ora, esse é outro argumento que deveria ser utilizado contra o projeto, pois significa que a parcela da produção que é considerada mais saudável e com menor risco para consumo humano ficará ainda mais comprometida sem a rotulagem. Significa que o diferencial que os produtores livres de transgênicos e agrotóxicos tem será ainda menos percebido! 

Os setores orgânico e agroecológico já encontram imensa dificuldade para a certificação de produtos como soja e milho justamente por conta da contaminação proveniente da produção de transgênicos, em escala megafundiária, monocultural e com a permissão de pulverização aérea de veneno. 

Não é o intuito dessa carta nos aprofundar na questão dos agrotóxicos pois muitas instituições já estão nessa luta e recentemente o INCA (Instituto Nacional do Câncer) publicou nota classificando alguns produtos como possíveis e prováveis cancerígenos para seres humanos, dentre os quais o glifosato, principal produto utilizado nas lavouras de soja pelo país. 

Nosso intuito é saber se ainda há alguma credibilidade no legislativo brasileiro ou se 2015 será o ano em que o golpe de misericórdia será dado nessa instituição. Não é só pelo “triangulo com T” nas embalagens, é pelo dever que vossas excelências tem de defender os direitos da sociedade e das gerações futuras, é em favor de melhor qualidade de vida, é por direitos, é contra o retrocesso. 

Da mesma forma que aguardamos ansiosamente pela derrubada do PL da Tercerirização, que causará um retrocesso de décadas na legislação trabalhista, agora confiamos a última esperança de que não retrocederemos nos direitos sobre alimentação, informação e do meio ambiente saudável, necessário para o bem estar do povo. 

Brasília, 04 de maio de 2015.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Regiões da Europa livres de transgênicos

Quer saber quais são as regiões livres de transgênicos? Pelo menos nos países europeus é possível saber.
É possível fazer o download de uma lista de regiões e municípios por país.
Acesse o link: http://www.gmo-free-regions.org/gmo-free-regions/italy.html

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Um documentário interessante


A vida fora de controle

Diretor: Verhaag Bertram | Produtor: Verhaag Bertram
Gênero: Documentário | Produzido em: 2004 | País: Alemanha

Sinopse: Na ciência em meados dos anos oitenta, com a ajuda da tecnologia genética,encontra a chave para dominar a terra e, especialmente, suas criaturas. De repente,tudo parece possível! Vinte anos depois, embarcam em uma jornada mundial para explorar a manipulação genética progressiva e contínua de plantas, animais e seres humanos: Devido a uma colheita desastrosa com algodão geneticamente modificado muitos agricultores indianos enfrentam a ruína, tem que vender um dos seus rins ou recorrer a cometer suicídio. No Canadá, sementes de canola geneticamente modificada atinge os campos vizinhos de fazendas orgânicas, tornando impossível a agricultura ecológica. A empresa canadense AQUA BOUNTY está prestes a obter a aprovação do mercado em 2004 por seu estéril e geneticamente manipulado salmão gigante, que cresce seis vezes mais, em apenas metade do tempo que os outros membros de sua espécie que vivem em estado selvagem. Independentemente de qualquer temor por parte dos consumidores, os peixes geneticamente modificados estão prestes a entrar em nossas panelas e frigideiras. Em todo o mundo apenas um punhado de cientistas idealistas estão desafiando a indústria, fazendo independentes - sem o apoio financeiro da indústria - a pesquisa sobre os efeitos dos animais e das plantas transgênicas no meio ambiente e nossa saúde quando consumimos alimentos geneticamente modificados.

O documentário, com legendas em português, pode ser visto no link abaixo:http://blip.tv/gmomovies/a-vida-fora-de-controlo-492455

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Toxinas de plantas transgênicas é encontrada no sangue de mulheres grávidas


Mais um ótimo Boletim da ASPTA

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POR UM BRASIL ECOLÓGICO,
LIVRE DE TRANSGÊNICOS E AGROTÓXICOS
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Número 541 - 10 de junho de 2011
 
Car@s Amig@s,
 
No Canadá, 69 mulheres, entre elas 30 grávidas no final de gestação, tiveram seu sangue testado para a presença de pesticidas associados aos produtos transgênicos. A toxina transgênica produzida pelas plantas Bt foi encontrada em 93% das gestantes, 69% das não-gestantes e em 80% dos cordões umbilicais. O metabólito do herbicida glufosinato de amônio foi encontrado no sangue de 100% das parturientes, 100% dos fetos e 67% das não-gestantes. O glifosato foi encontrado em 5% das não-gestantes e o glufosinato em 18%.
 
No Brasil, entre soja e milho, há 17 tipos de transgênicos liberados para plantio e consumo que produzem ou estão associados aos venenos avaliados no estudo. Entre as variedades de milho liberadas estão 5 que contém exatamente a mesma toxina identificada pelo estudo (Cry1Ab) e outras 5 que produzem proteínas da mesma família (Cry).
 
A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança - CTNBio, conforme manda a lei, é composta por doutores de notório saber, que ao liberarem esses transgênicos afirmaram que “A proteína Cry1Ab (…) [é] degradada no aparelho gastrointestinal de mamíferos” e que “ (...) após aquecimento, a degradação é mais rápida, o que sugere uma menor concentração da proteína em alimentos à base de milho que sejam aquecidos durante o processamento”.
 
E tem mais: “Quanto aos níveis de resíduos do glufosinato de amônio deixados na planta, tendo em vista seu uso durante o cultivo da variedade transgênica, estudos realizados no Brasil demonstraram não haver diferenças entre aqueles níveis encontrados na variedade parental quando comparados com a variedade transgênica”. Isso é tudo que se disse a respeito do uso associado da semente transgênica e do agrotóxico.
 
Participaram do estudo mulheres urbanas que vivem em Sherbrooke, distrito de Quebec, e que nunca trabalharam com os agrotóxicos em questão. Suas dietas, como apontam os autores da pesquisa, são aquelas típicas das populações de classe média de países ocidentais industrializados. Dado o amplo uso de milho e soja transgênicos em produtos alimentares, é de se esperar que a maioria da população esteja exposta diariamente a esses produtos por meio de sua alimentação, concluem os pesquisadores.
 
Há 6 meses no cargo de ministro responsável pela CTNBio, Aloizio Mercadante ainda não se pronunciou a respeito da Comissão, deixando rolar o voo cego.
 
O estudo foi publicado na última edição da Reprodutictive Toxicology. Os autores Aziz Aris e Samuel Leblanc, da Universidade de Quebec, concluem que esse foi o primeiro estudo do gênero e que mais avaliações como essa são necessárias em função da fragilidade dos fetos, sobretudo quando se considera a potencial toxicidade desses poluentes ambientais associados às plantas transgênicas.
 
A coleta das amostras de sangue foi realizada antes do parto, todos normais e com bebês sadios, e antes dos procedimentos de ligadura de trompas. Os cordões umbilicais foram testados após o nascimento dos bebês. A pesquisa teve consentimento das participantes e aprovação do Comitê de Ética para pesquisas com humanos e testes clínicos (CHUS).
..
 
Com informações de:
 
Aris A.;Leblanc S. Maternal and fetal exposure to pesticides associated to genetically modified foods in Eastern Townships of Qubec, Canada. Reprod Toxicol (2011)
 
 

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

WikiLeaks revela pressão dos EUA sobre França e Espanha em favor dos transgênicos

Abaixo trecho do Boletim Por Um Brasil Livre de Transgênicos - 521
WikiLeaks revela pressão dos EUA sobre França e Espanha em favor dos transgênicos. Vaticano também foi alvo
 
Número 521 - 07 de janeiro de 2011
 
Car@s Amig@s,
 
Tempos de grandes revelações: após encerrarmos 2010 com notícias acerca do envolvimento de advogada da Monsanto na elaboração de Projeto de Lei assinado pelo líder do governo, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), propondo a liberação de sementes estéreis no Brasil, o Ano Novo chega com importantes esclarecimentos sobre o papel do governo estadunidense nos processos envolvendo a liberação de transgênicos além de suas fronteiras.
 
Nesta segunda-feira (3), o jornal inglês The Guardian divulgou despachos diplomáticos dos EUA tornados públicos pelo site WikiLeaks. Os documentos dão conta, por exemplo, de orientações ao governo americano para que iniciasse retaliações “ao estilo militar” em resposta à proibição da França ao cultivo do milho transgênico Bt MON810, da Monsanto, em 2007.
 
Partir para a retaliação tornará claro que o caminho atual [de veto aos transgênicos] tem custos reais aos interesses da UE e poderia ajudar a fortalecer as vozes europeias pró-biotecnologia. De fato, o lado pró-biotecnologia da França -- inclusive dentro do sindicato rural -- nos disse que a retaliação é o único caminho para começar a mudar esta questão na França”, diz o documento assinado por Craig Stapleton, embaixador em Paris e também amigo e parceiro de negócios do ex-presidente George Bush.
 
Algumas partes do documento evidenciam o desprezo da diplomacia norteamericana em relação às questões ambientais, considerando prejudicial o comprometimento com o Princípio da Preocupação:
 
Um dos resultados chave do ‘Grenelle’ [uma mesa redonda ambiental promovida pelo governo francês] foi a decisão de suspender o cultivo do milho MON810 na França. Tão prejudicial quanto isso é o aparente comprometimento do governo da França com o ‘princípio da precaução”. Por aqui, à época da dessa decisão, sentenciavam o mesmo o ex-presidente da CTNBio, e o atual, ao falarem em “princípio da obstrução”.
 
Outros trechos do documento mostram claramente o empenho do governo dos EUA em defender os interesses de suas multinacionais do agronegócio:
 
Tanto o governo da França como a Comissão [Europeia] sugeriram que suas respectivas ações não deveriam nos alarmar, uma vez que proíbem apenas o cultivo e não a importação [de transgênicos]. Nós vemos a proibição ao cultivo como um primeiro passo, ao menos para as lideranças anti-transgênicos, que em breve buscarão a proibição ou maiores restrições às importações. (...) Além disso, não deveríamos estar preparados para ceder no cultivo por causa do nosso considerável negócio de sementes na Europa (...)”.
 
Importante esclarecer que este “nosso” negócio de sementes na Europa é, em verdade, o negócio das múltis, em especial a Monsanto.
 
A recomendação do embaixador ao governo estadunidense não deixa margem para dúvidas com relação à maneira “científica” com a qual é tratada a questão da adoção da biotecnologia na agricultura:
 
A equipe dos EUA em Paris recomenda que calibremos uma lista de alvos para retaliação que cause alguma dor através da União Europeia, uma vez que se trata de uma responsabilidade coletiva, mas que também foque em parte nos principais culpados. A lista deve ser bem avaliada e sustentável no longo prazo, já que não esperamos uma vitória imediata”.
 
Outros documentos vazados pelo WikiLeaks revelam a atuação da diplomacia estadunidense sobre transgênicos junto à Espanha, que cumpre papel oposto ao da França na Europa: trata-se do único país do bloco a cultivar transgênicos comercialmente -- justamente o milho Bt MON810, proibido pela França, Alemanha, Áustria, Hungria, Grécia e Luxemburgo.
 
O documento revelado explica o contexto de ameaça ao cultivo de transgênicos na Espanha, conforme ilustra o trecho abaixo:
 
“O cultivo do milho MON810 na Espanha está ameaçado por uma emergente e bem coordenada campanha para proibir o cultivo de variedades transgênicas na Europa, segundo fontes da indústria. A campanha ganhou força e velocidade nos meses recentes com a decisão da Alemanha em 14 de abril de proibir o cultivo do MON810 - que seguiu um voto da UE apoiando a manutenção da proibição na Áustria e na Hungria. Legislação que ameaça o cultivo do MON810 também foi recentemente introduzida nos parlamentos regionais do País Basco e da Catalunha.”
 
Ao final, a orientação ao governo dos EUA:
 
A equipe solicita renovação de apoio do Governo dos EUA à posição da Espanha a favor da biotecnologia agrícola baseada na ciência (sic) através de intervenção de alto nível do Governo dos EUA em apoio às conclusões da EFSA [Autoridade Europeia de Segurança Alimentar, que em 2008 declarou não haver descoberto novas evidências de risco com relação ao milho MON810]. A equipe solicita ainda o apoio do Governo dos EUA através de um cientista que não pertença ao governo dos EUA para se encontrar com interlocutores da Espanha influentes sobre a questão e assistência no desenvolvimento de um plano de ação para a biotecnologia agrícola para a Espanha.”
 
Segundo a matéria do Guardian, os despachos mostram ainda que, além de o governo espanhol ter pedido ajuda aos EUA para manter pressões sobre Bruxelas, os EUA sabiam previamente como a Espanha votaria na Comissão Europeia, mesmo antes de a comissão de biotecnologia da Espanha haver anunciado sua posição.
 
Como se não bastasse tudo isso, os documentos revelados pelo WikiLeaks mostram também a pressão do governo americano sobre o Vaticano em busca de manifestações de apoio aos transgênicos.
 
Segundo os informes, os EUA acreditam que o Papa tornou-se fortemente favorável aos transgênicos após longo trabalho de lobby sobre seus assessores, mas lamenta que este apoio ainda não tenha sido manifestado publicamente. “Existem oportunidades para pressionar o Vaticano sobre o tema, e assim influenciar um amplo segmento da população na Europa e no mundo em desenvolvimento”, diz um dos documentos.
 
Mas a embaixada dos EUA no Vaticano acredita que seu maior aliado sobre o tema na Igreja, o Cardeal Renato Martino, chefe do Conselho Pontifício Justiça e Paz e o principal homem a representar o Papa na ONU, tenha desistido do apoio:
 
Um representante de Martino disse-nos recentemente que o cardeal havia cooperado com a embaixada no Vaticano sobre a biotecnologia nos últimos dois anos para compensar suas declarações de desaprovação à guerra do Iraque e suas consequências - para manter as relações com o Governo dos EUA afáveis”, diz o documento.
 
Vale relembrar aqui (e estabelecer alguma relação?) a notícia divulgada mundialmente em novembro último de que a Academia de Ciências do Vaticano havia se posicionado a favor do uso de transgênicos (EFE). O apoio teria sido manifestado através da publicação de um informe na revista New Biotechnology.
 
Pouco dias depois da disseminação da notícia pelo mundo o Vaticano publicou um desmentido, dizendo que a Declaração Final da Semana de Estudo sobre “Planta transgênicas para a Segurança Alimentar no Contexto do Desenvolvimento”, patrocinado pela Pontifícia Academia das Ciências, não podia ser considerada como uma posição oficial do Vaticano sobre este tema. Segundo o sacerdote, “a declaração não deve ser considerada como declaração oficial da Academia Pontifícia das Ciências, que tem 80 membros, já que a Academia, como tal, não foi consultada a respeito, nem está em projeto tal consulta”.
 
Curiosamente (ou não), o desmentido não teve a mesma repercussão na imprensa (o site do CIB - Conselho Informações sobre Biotecnologia, ONG de promoção dos transgênicos patrocinada pelas empresas do ramo, mantém até hoje em seu site a notícia de que o “Vaticano deu luz verde para os transgênicos”).
 
Todas essas informações são importantes para eliminar qualquer dúvida sobre a maneira política -- e não científica -- com que são tomadas as decisões sobre transgênicos, não só no Brasil, mas em todo o mundo. Os documentos vazados pelo WikiLeaks evidenciam que a disseminação dos transgênicos pelo planeta se trata de uma estratégia comercial prioritária para governo americano, para a qual é mobilizado, inclusive, o alto escalão da diplomacia.
 
Nesse jogo, cientistas também são mobilizados, alugando aos interessados a legitimidade conferida por seus diplomas para influenciar a opinião pública e tomadores de decisão.
 
Mais ainda, os documentos revelados deixam claro, mais uma vez, que o governo estadunidense está nas mãos das grandes multinacionais: interesses comerciais privados são tratados e defendidos como interesses de estado, com tal prioridade que até retaliações de alto impacto são deslanchadas.
 
Com informações de:
 
The Guardian, 03/01/2011.
 
 
 
 
Valor Econômico, 04/01/2011

segunda-feira, 8 de março de 2010

Itália contra os OGMs

Em Udine, na Itália, uma proposta di Lei regional anti-Ogm foi redigida por 40 associações agrícolas e ambientalista da região de Friuli Venezia Giulia, contra os efeitos da abertura comunitária ao cultivo de transgênicos. O anúncio foi feito pela WWF regional, o objetivo do projeto de lei é de "proteger a especificidade, a originalidade, a territorialidade da produção de alimentos e de consumo regional, além da garantia de segurança alimentar e da qualidade de vida dos cidadãos". 

De acordo com a WWF e as outras associações, "a hibridação genética determina uma perda de biodiversidade, contrastando com o princípio de segurança e de sustentabilidade ambiental, determinando uma inevitável diminuição da qualidade, com consequente impacto econômico negativo aos produtores de não-OGM.
A associação Coldiretti confirma que recorrerá a um referendo para manter fora da Itália os produtos geneticamente modificados. 
Aqui no Brasil, devemos lutar para que a CTNBio não tenha o poder de decidir sozinha sobre os transgênicos. É um absurdo a sociedade não ser ouvida.


Fonte: NewsFood,

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Pesquisa independente sobre milho ogm está sendo feita no Brasil

A reportagem abaixo foi retirada do site: Em Pratos Limpos.

"Pesquisa independente avaliará impactos ambientais do milho transgênico em Santa Catarina. A reportagem que segue foi publcada no Diário Catarinense em 22 de fevereiro, e destaca que os dados serão inéditos, fato que só reforça que essas sementes foram liberadas desrespeitando-se o princípio da precaução.
“A tecnologia foi legalizada, mas ainda é nebulosa”, avalia o coordenador da pesquisa professor Rubens Nodari.
Pesquisadores de SC estudam como a variedade Bt afeta o ambiente, os seres humanos e os microorganismos das lavouras
Um estudo pioneiro no Brasil sobre o milho geneticamente modificado está sendo conduzido nas lavouras catarinenses. Professores da Universidade Federal de SC (UFSC), técnicos da Cidasc e pesquisadores da Epagri estão visitando propriedades rurais de três regiões do Estado para mapear os efeitos do milho Bt no meio ambiente, em seres humanos e nos microorganismos presentes no solo das plantações transgênicas.
Para o pesquisador da UFSC Rubens Nodari, existe desconhecimento sobre o plantio de milho Bt no país. Apesar de a semente ter sido liberada pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), ele acredita que critérios essenciais, como a segurança alimentar, ainda não foram esclarecidos.
A falta de dados motivou o estudo que reúne as três entidades. Ainda em estágio inicial, ele deve ser finalizado em cinco anos. Desde 2009, mais de 30 pessoas percorrem lavouras nas regiões de Canoinhas, no Planalto Norte, Chapecó, no Oeste, e Campos Novos, no Meio-Oeste, para conversar com produtores rurais sobre a lavoura do Bt.
– Na primeira fase, selecionamos as áreas da pesquisa e conversamos com os produtores. Temos de ter muita informação para, mais tarde, mapear os impactos da variedade no meio ambiente – diz o pesquisador.
O estudo está dividido em três eixos. O primeiro quer estabelecer se pode haver uma área de coexistência, sem contaminação, de três variedades: convencional, transgênica e agroecológica.
– A CTNBio recomenda a distância de cem metros da lavoura de milho Bt para a lavoura convencional ou de 20 metros desde que se usem as 10 linhas de uma bordadura de milho não-transgênico. Mas será que essas distâncias são suficientes para que a área convencional não se contamine? – argumenta Nodari.
Os pesquisadores recolherão amostras da lavoura convencional para saber se foi afetada pela transgênica. Nodari observa que, se for diagnosticada alguma interferência, as distâncias entre as três variedades de milho terão de ser alteradas.
O segundo eixo de pesquisa é a pulverização[sic; leia-se polinização]. Técnicos da Cidasc irão a campo para identificar se o vento polinizou amostras de milho Bt com o milho convencional.
O impacto das plantas geneticamente modificadas nos organismos que vivem nos arredores das plantas também será avaliado no estudo. Nodari lembrou que há registros de milho Bt que já sofreu ataques de lagartas, praga que, teoricamente, seria eliminada com a planta mais resistente.
A técnica da Cidasc Patrícia Barroso Moreira é uma das que foi a campo conversar com produtores.
– A participação deles no projeto é espontânea. Os agricultores também têm dúvidas e estão ansiosos para conhecer de fato o que estão plantando.
Apesar de o desconhecimento reinar na cadeia produtiva do milho Bt, a safra produzida neste ano ocupou 65% das lavouras catarinenses. No
próximo ano, a tendência é que a área aumente para 90% (18 mil hectares).
– A tecnologia foi legalizada, mas ainda é nebulosa. É um prato cheio para a ciência – justifica Nodari.
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FRANCINE CADORE | Campos Novos

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

CTNBio e o arroz nosso de cada dia

Muito bom o artigo de Geraldo Hasse, no Século Diário, lembrando a todos que este mês está marcada uma audiência para tratar do arroz transgênico da Bayer, LL62, resistente ao glufosinato de amônio. Atenção a este detalhe: nem entidades normalmente a favor dos transgênicos (como a Embrapa) e outras empresariais (Irga, Fedearroz) querem a liberação deste.
Mas qual o problema deste arroz? O principal problema é a resistência ao glufosinato de amônio. Este herbicida é usado para controlar o arroz vermelho, o principal mato do arroz. A preocupação é a transferência de resistência para o arroz vermelho que ocorrerá num futuro, comprometendo o controle desse mato.
O artigo fez bem em chamar a atenção a mais falsa promessa dos transgênicos: diminuir a quantidade de 
agrotóxicos. Nada mais mentiroso, principalmente quando confrontado com as quantidades compradas pelo Brasil.
Não só as atitudes da CTNBio são escandalosas, mas também a existência da mesma. É um absurdo uma só entidade ser "responsável" pela liberação ou não dos transgênicos. Ainda mais quando se analisa o histórico/currículo da maior parte de seus integrantes.
Muito bom o artigo!

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Parece que o algodão transgênico não era assim tão transgênico...

Abaixo, tradução livre da reportagem da Ecotextile ao Laboratório Impetus. Parece que o algodão não era assim tão transgênico.
As amostras da C&A e da H&M têm grande chance de terem sido contaminadas acidentalmente com o nível aceitável de transgênicos (até 0,9%) dentro das normas orgânicas. A questão é... como que as mídias modificaram tanto assim os comentários do Dr. Lothar Kruse do Impetus? e por quê?
Será que foi uma tentativa de colocar em dúvida a produção orgânica.
Houve uma enorme quantidade de controvérsias e rumores no setor têxtil global depois que um relatório recente da FT alegou que as principais marcas européias que vendiam roupas certificadas orgânicas, mas que continham vestígios de organismos geneticamente modificados (GM ) de algodão da Índia. Algodão transgênico é proibido segundo as normas orgânicas. 
O ponto mais notável do relatório, informa que o Laboratório Impetus da Alemanha, disse que "30% das amostras que foram testadas apresentaram positivos para OGM." Quando entramos em contato com o Dr. Lothar Kruse do Impetus, que era a fonte para a citação acima, ele disse à Ecotextile Notícias, que era "necessário retificar algumas das afirmações que tenho lido em diferentes mídias. A maioria deles distorceram os fatos de seu contexto." 

Ele passou a dizer que o laboratório não tinha sido encomendado pelo jornal Financial Times Deutschland (FTD) para analisar os produtos de algodão da Índia, mas que era um trabalho diário. A maioria de suas amostras eram provenientes da indústria têxtil e de outros laboratórios que não são capazes de realizar esta análise. "Nós não sabemos a origem das amostras", disse ele. 
Dr. Kruse afirmou que cerca de 30% de todas as amostras "rotulados como 'orgânicos', 'verde' ou 'bio' tinham sido analisadas nos últimos cinco anos continham traços de modificação genética. "Mas - e isto é muito importante - eu também deixou claro que, muito provavelmente, estas amostras positivas foram "casos suspeitos ", e que esta elevada taxa não reflecte a realidade", disse ele.
Ele também confirmou que o laboratório tinha testado cerca de 500 amostras nos últimos cinco anos e que "o nível de OGM de aproximadamente 80% das amostras positivas foi inferior a 2%." É provável que a fraude deliberada renderia teores mais elevados de material OGM 

Ken Ross, CEO da US GM - laboratório de testes do Global ID Grupo concorda, "A grande questão para se perguntar é se 100% dos 30% do algodão era OGM ou 30% continham traços de OGM? Se fosse 30% de material contaminado com 0,1% de OGM, então este é geralmente aceito como razoável em padrões orgânicos." 
Existe uma cláusula nas Normas de Produção Orgânica e legislação da UE, que diz que um certo nível (0,9% para a UE) de "contaminação acidental 'com OGM é aceitável. No entanto, esta definição também é muito complexa.

Pós-descarroçamento
Curiosamente, cerca de metade das 500 amostras de algodão testadas pelo Impetus foram pós-descaroçamentoKruse diz que seu laboratório pode testar amostras de algodão por determinados OGM. Este está em um estágio muito mais tarde do que alguns na indústria têxtil esperado. "Nós somos capazes de extrair DNA de matérias-primas como fibras (algodão lavado, penteado, branqueado), fios e uma roupa muito poucos casos", disse ele à Ecotextile News, mas ressaltou que não é simples para extrair DNA de matérias-primas ou fibras de algodão processadas e que a extração de DNA (ou mesmo a detecção de modificações genéticas) de tecidos é a excepção e não a regra." 
"Desde que é nossa tarefa diária de lidar com o problema das substâncias inibidoras de co-extraídos com o DNA e sabemos que cada etapa de processamento irá reduzir a qualidade e quantidade de DNA 'adequado'  recomendamos aos nossos clientes para análise de amostras o mais cedo possível, ou seja, no início da cadeia de transformação ", afirmou Kruse. 
Heather Secrit, cientista sênior do Global Group ID: "Podemos detectar OGM em sementes de algodão ou em certos casos, em linters (fibras residuais aderidas à semente de algodão), mas geralmente não há vestígios de sementes de algodão ... onde o material genético está. Uma vez que as fibras tenham sido branqueadas, secas e processadas todos os vestígios do material genético das sementes serão perdidos."
Testar ou não testar?
Esta opinião foi partilhada por Lee Holdstock da Associação do Solo do Reino Unido."Laboratórios de testes de OGM concordam que as fibras processadas, particularmente aqueles sujeitos a calor ou processos químicos, não contém material suficiente de ácidos nucleicos para um resultado confiável. A fibra menos processada têm, a maior possibilidade para a detecção de GM. Portanto, se você deve testar para a GM, o método mais eficaz continua a ser o teste de sementes de algodão ". 


Holdstock também questiona se só os testes GM estão no caminho certo: "Se os produtores de algodão orgânico estão seguindo práticas orgânicas e verificavelmente não utilizam sementes geneticamente modificadas, então provavelmente regimes de testes de sementes são um encargo desnecessário para colocar no sistema." 
Mas ele disse que a confiança na produção e na entidade de fiscalização, contudo, não eliminam a possibilidade de contaminação acidental. "O algodão GM está agora espalhado e o risco de deriva de pólen é real. Potencial para este tipo de contaminação destaca como importante é que o movimento orgânico define claramente o que constitui um teste pertinente e qual o nível de resultados positivos para fraude ou imperícia ", concluiu. 


sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Linha orgânica da H&M e C&A está contaminada com algodão transgênico

"A C&A e a Tchibo tiveram suas roupas com algodão orgânico contaminadas com algodão transgênico da Índia, de acordo com a edição alemão do Financial Times.
Cerca de 30% das amotras continham algodão transgênico, informou Lothar Kruser, um diretor da Impetus, um laboratório independente em Bremerhaven, que analisou o algodão em questão. O algodão transgênico foi trazido da Índia, a qual é responsável por mais da metade do suprimento de algodão orgânico global, com uma exportação de aproximadamente 107.000 toneladas da fibra em 2009, segundo o Organic Exchange.
Contudo, Sanjay Dave, a chefe da autoridade agrícola da Índia, Apeda, informou o jornal que a fraude ocorreu em uma "escala gigantesca" e as multas foram emitidas para as entidades certificadoras como a EcoCert e Control Union.
Mas quem culpar?
Com a difusão das culturas biotecnológicas em todo o mundo, a polinização cruzada com orgânico não é inédito. A culpa, no entanto, pode cair em cima das marcas e em seu acompanhamento inadequado das suas cadeias de abastecimento no exterior."As cadeias de moda não eram vigilantes o suficiente", Monika Buening da Agência Federal das Cadeias de Consumo, disse ao jornal Frankfurter Rundschau, acrescentando que tanto a H&M e a C&A precisam agir o mais rápido possível para minimizar os danos.

Um porta-voz da H&M disse à AFP que teve conhecimento do problema no ano passado e admitiu que o algodão GM poderia ter "escorregado" em coleções orgânicas. A C&A, entretanto, informou estar investigando o assunto.

Em um email para a Ecouterre,um representante da H&M insiste que a companhia não tem razão para acreditar que o algodão orgânico tenha sido cultivado com sementes GM.c
A entidade Control Union continua conduzindo auditorias em todas as propriedades de algodão orgânico certificadas da Índia. "Nenhuma das propriedades usaram sementes GM"."

CTNBio é criticada no Fórum Social Mundial

O Fórum Social Mundial (que ocorre em Porto Alegre) teve como tema nesta terça-feira as plantações transgênicas.
"De acordo com o pesquisador e ex-representante do Ministério do Meio Ambiente na CTNBio, Rubens Nodari, as decisões da CTNBio (órgão responsável por liberar e fiscalizar os organismos geneticamente modificados) ignoram estudos científicos. É o caso da norma que determina uma distância de 100 metros entre lavouras convencional e transgênica, o que é pouco para evitar a contaminação dos grãos.
“Isso cientificamente já está provado, há muito tempo, que um grão de pólen pode viajar desde 1 metro até 6 km. Então, cientificamente, a norma da CTNBio não tem a menor base. Ela [a norma] sustenta a estratégia das grandes empresas de trazer estas tecnologias para o país sem nenhum problema e ainda lapidado por normas insuficientes e vergonhosas do ponto de vista científico"."
Para saber mais acesse: Pratos Limpos

Produtores de Sinop avaliam acionar na justiça a Monsanto

Reportagem do Diário de Cuiabá mostra como produtores lidam com a cobrança de royalties da Monsanto. É necessário pagar 2 vezes. Uma na compra, cerca de 30% do preço da safra e outra na venda, onde é feito um teste para saber se a soja é transgênica ou não. Contudo, produtores que têm sua lavoura contaminada também são obrigados a pagar. Interessante... não deveria ser ao contrário? a Monsanto pagar pela contaminação da lavoura do produtor? 
Até quando os produtores irão querer plantar transgênicos, sendo que só têm a pagar e nada a ganhar?

Abaixo um trecho da reportagem. Para ver a reportagem completa entre no Diário de Cuiabá.
"A guerra dos produtores mato-grossenses à Monsanto – multinacional detentora da tecnologia de sementes transgênicas da soja, conhecida como RR (Roundup Ready) – está declarada. Depois de esgotadas todas as tentativas de diálogo com a empresa, os produtores já pensam em acionar a Justiça. Em Cuiabá, a Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado (Aprosoja) prepara ação judicial contra a Monsanto. E, em Sinop (500 Km ao Norte de Cuiabá), os produtores também estudam entrar na Justiça contra a empresa. 
... SINOP - Depois de várias conversações, sem resultado, o Sindicato Rural de Sinop estuda propor ação contra a Monsanto. Atualmente, cerca de 50% das lavouras da região Norte de Mato Grosso são cultivadas com variedades transgênicas. Estas se diferenciam das convencionais por serem tolerantes à herbicida à base de glifosato, usado para dessecação pré e pós-plantio, para eliminar qualquer tipo de planta daninha. 
... O presidente do Sindicato, Antônio Galvan, explicou que são feitas duas cobranças. A primeira delas na compra da semente, por meio de boletos. “Em janeiro, eles cobraram R$ 0,45 cada quilo de semente, o que equivale a cerca de 30% do preço da saca”. 
... O principal questionamento é quanto a segunda cobrança, que é feita na saída do produto. Ao chegar nos armazéns, o grão passa por um teste que vai apontar se é transgênico ou não. "O problema ocorre porque, em muitos casos, a oleaginosa convencional é contaminada e os produtores acabam tendo que pagar os royalties sem ter adquirido sementes transgênicas". "
Isso ocorre tanto na lavoura, por meio de polinização ou na hora do plantio, quanto na hora de estocar a safra. “Se tiver uma lavoura de soja transgênica ao lado de uma convencional, na época da florada, pode ocorrer a polinização. Se as máquinas, na hora do plantio, não forem bem limpas e ficar algumas sementes de transgênicos, também pode haver a contaminação. Desta forma, na hora dos testes, são consideradas transgênicas”. "

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Americanos querem ensinar italianos a "comida saudável"!

Os Americanos acham que podem ensinar os Italianos a se alimentarem bem. De acordo com o artigo que saiu na Agrimoney.com a Itália é o "ponto fraco das defesas européias anti-GM".

O artigo é um absurdo, diz que os italianos não são tão contra a biotecnologia como é dito. Aliás, 65% dos italianos apoiam a biotecnologia e o vaticano concorda que as culturas transgênicas são um caminho para diminuir a fome na África (!!!).

Como resposta a esse artigo, a ONG GM-Free Ireland mostra que Cynthia Barmore, citada no artigo da Agrimoney, na verdade é do Depto de Agricultura dos Estados Unidos, e é autora do artigo "How to Influence EU Public Opinion about Agricultural Biotechnology" (Como Influenciar a Opinião Pública Européia sobre a Biotecnologia na Agricultura). Além disso, citam que o artigo é um insulto à democracia italiana, aos produtores europeus e aos consumidores.

Abaixo, o primeiro artigo é o da Agrimoney, seguido pelo maravilho artigo da ONG GM-Free Ireland (que vale muito a pena ler).

"Italy is 'weak point' of EU's anti-GM defences"
"Italy is the Achilles heel of the campaign to maintain Europe's defences against genetically modified crops, a US report has said, adding that the region's consumers are not as opposed to the technology as is portrayed.
With 65% of Italians supporting biotechnology, and the Vatican a "vocal advocate" of GM crops as a way of easing hunger in Africa, the country was a "good place to start" a campaign to "educate" Europeans about GM crops.
"Italy may present uniquely valuable opportunity for improving public opinion about biotechnology in the EU," her report said.
Engaging Italy's consumers in the biotechnology debate could help battle the "minority composed of fringe groups and government officials [which] are responsible for Italy's ban on biotech crops and food", Cynthia Barmore, US Department of Agriculture attaché in Rome, said.
'Misperception'
Indeed, Europeans as a whole "may not be as intractably negative as it is often portrayed" about GM foods, the briefing added, quoting 2005 research.
"In fact, public opinion is fairly divided," Ms Barmore said.
"Part of the misperception about European public opinion is the disproportionate attention paid to fringe activists who are not representative of the general public.
"Most Europeans have heard of biotechnology, but they are not activists and their opinions are not very strong."
Price factor
The task of winning government consents to at least sell GM foods in retailers, rested in part on the battleground chosen, with arguments on environmental and pesticide considerations more likely to bear fruit than those based on value for money.
"When price becomes the salient factor, Europeans may believe the price comes at the expense of quality or safety," the report said.
Doctors and academics may prove more effective advocates than government or industry figures.
America is home to some of the world's biggest GM seeds group, including Dow Chemical, DuPont and Monsanto. European rivals include Germany's Bayer and, outside the EU, Switzerland's Syngenta."
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COMMENT FROM GM-FREE IRELAND

19 January 2010:
http://www.gmfreeireland.org/news/index.php

This article refers to a report published last week by the US Department of Agriculture attaché in Rome, Cynthia Barmore, with the revealing title "How to Influence Public Opinion about Agricultural Biotechnology" [1].

Insult to European democracy

The report is an insult to Italian democracy, and to European farmers, food producers, retailers and consumers. It is also riddled with misinformation which AgriMoney.com failed to correct.

The USDA describes Italians who oppose GMOs as a "minority composed of fringe groups" and talks of the need for the US to "educate" Italian consumers about food!

The anti-GM "fringe groups" which the USDA hopes to educate include:

  • The Italian Government, whose Minister for Agriculture, Luca Zaia [2] said "A new ethics for agriculture is needed if we truly want to feed the world. My opposition to GMOs is well-known, in fact I do not believe that they are the solution to the hunger problem. We are with the farmers and always with those who work." [3]

  • 16 of Italy's 20 Regional Governments - together with 41 provinces and 2,446 municipalities - that have declared themselves as GMO-free zones; [4]

  • Italy's main farming union Coldiretti, with 18 regional federations for 98 provinces, 765 area offices, 9,812 sections, and over 568,000 farms; [5]

  • Italy's biggest retailer, CoopItalia; [6]

  • leading Italian food brands that have adopted GM-free supply chains such as the giant meat and poultry producer BovinMarche [7], Amadori (one of Europe's biggest producers of chicken and turkey) [8], and the poultry producer Fileni; [9]

  • the national multi-stakeholder initiative ItaliaEuropa Liberi da OGM [10] involving 28 organisations representing farmers, large distribution, small and medium sized businesses, consumer, environmental, scientific, cultural and international cooperation interest groups opposed to GM food and farming. During two months in 2007, ItaliaEuropa organised a National Consultation on GMOs which collected 3 million votes against GMOs; [11]

  • the University of Gastronomic Sciences [12], a government-backed international research and education centre for the renewal of farming methods, the protection of biodiversity, and the development of an organic relationship between gastronomy and agricultural science;

  • Slow Food International [13], the Italian-based globally influential eco-gastronomic network which campaigns for good, clean, fair and GM-free food and farming with 100,000 members in 132 countries - whose founder Carlo Petrini was described by the UK's Guardian newspaper as one of the "50 people who could save the planet."

USDA wrong about the facts

The USDA report describes a Eurobarometer survey from 2005 as "the most recent data" on EU public opinion towards agricultural biotechnology, and claims that 65% of Italians "support biotechnology".

In reality, Eurobarometer's most recent survey on GMOs was published in 2008: it found that 58% of Europeans - incuding 55% of Italians - are "personally opposed" to GM food and farming, while only 21% support their use [14]. The most recent Italian survey - carried out by Coldiretti-SWG in 2009 - found that 63% of Italian consumers believe that GM foods are less healthy than traditional foods, up from 52% in 2003. [14]

The report's claim that most Italians "support biotechnology" is also misleading, because the vast majority of Europeans have no objection to non-GM biotechnology applications such as Marker Assisted Selection (MAS) of beneficial crop traits, and the production of insulin and other medicines from the contained use of GM bacteria in sealed vats in biosecure laboratories. No objection to these forms of biotech does not indicate support for GM crops!

Vatican not in favour of GMOs

The USDA's claim that the Vatican is a "'vocal advocate' of GM crops as a way of easing hunger in Africa" is sheer propaganda that was first disseminated after GM industry-funded scientists infiltrated an organisation called the Pontifical Academy of Sciences in a failed attempt to convice the Vatican to endorse GM farming in 2009. [15]

Unless its diplomats are utter idiots, the USDA and the US embassy in Rome must surely know that the Pontifical Academy does not represent the views of the Vatican. Vatican policy can only be declared by the Pope, the Secretary of State, or the Pontifical Council for Justice and Peace, and none of these bodies have ever given the Vatican's endorsement to GM food and farming.

Far from endorsing GMO's, Pope Benedict XVI has stated "The campaign to promote GM sowing, that pretends to grant food security [...] risks to ruin small farmers and to suppress their traditional crops, making them dependent on GM production companies" [16]. The Pope reiterated this view on 1 January 2010 when he expressed his support for "suitable strategies for rural development centred on small farmers and their families" [17]. The official Instrumentum Laboris (agenda) of the Synod of Bishops' Second Special Assembly for Africa held on 3-4 October 2009 makes this opposition to GM crops explicit:

"Farm workers, on whom a great part of the African economy depends, are victims of injustice in marketing their products. They are often paid a very low price for their goods. Paradoxically, in some parts of Africa, the cost is even set by the buyers themselves. Populations already suffering from a disadvantage are thereby further impoverished. The seeding campaign of proponents of Genetically Modified Food, which purports to give assurances for food safety, should not overlook the true problems of agriculture in Africa: the lack of cultivatable land, water, energy, access to credit, agricultural training, local markets, road infrastructures, etc. This campaign runs the risk of ruining small landholders, abolishing traditional methods of seeding and making farmers dependent on the production companies of OGM [i.e. GMOs]". [18]

Scientific evidence of GM health risks

The claim that "Doctors and academics may prove more effective advocates [for GMOs] than government or industry figures" reflects the US Government's ignorance of science.

Medical and scientific groups and NGOs which have raised the alarm over the health dangers of GM feed and food include the Committee for Independent Research and Information on Genetic Engineering (CRIIGEN), Consumers International, the Union of Concerned Scientists, the International Commission on the Future of Food and Agriculture, the Independent Science Panel on GM, the African Centre for Biosafety, the Indian Research Foundation for Science, Technology and Ecology, the US Centre for Food Safety, the Canadian ETC Group, the British Institute of Science in Society, the German Foundation on Future Farming, the Norwegian Institute of Gene Ecology, Greenpeace, Friends of the Earth, GeneWatch, GM Watch, GM Free Cymru, GM-free Ireland, numerous other NGOs and university scientists around the world.

Despite suppression of scientific research and cover-ups by Monsanto and other agribiotech companies [19], at least 50 scientific papers have already reported on the health dangers of GM animal feed and food [20], including the hidden use of GM feed for the production of meat, poultry, eggs, fish and dairy produce that is still sold in the EU without a GM label to inform consumer choice [21]. As Prof Gilles-Eric Séralini of CRIIGEN points out, if the industry's secret risk assessment data on the health dangers of GMOs held by the European Food Safety Authority were made available for scientific peer review, all GM feed and food would be withdrawn from the market immediately. [22]

References

1. "How to Influence Public Opinion about Agricultural Biotechnology", USDA Foreign Agricultural Service, GAIN report number IT1003, prepared by Cynthia Barmore, Rome Italy:http://gain.fas.usda.gov/Recent%20GAIN%20Publications/How%20to%20Influence%20EU%20Public%20Opinion%20about%20Agricultural%20Biotechnology_Rome_Italy_1-11-2010.pdf

2. See Luca Zaia's profile on Wikipedia at http://en.wikipedia.org/wiki/Luca_Zaia and his website athttp://www.lucazaia.it/en/

Zaia refuses to allow GM field trials of GM crops in Italy. He has strongly criticised the EU Commission's recent approval of Syngenta's new GM maize, and stated that GMOs are "not the solution" to world hunger at the recent FAO summit http://www.lucazaia.it/en/index.php?newsId=c4b7dc8a178bf07e992f312628a3487c&page=1 . The author of the USDA report, Ms. Blackmore, can not have been unaware of Minister Zaia's anti-GM policy, since it was reported by her own USDA Foreign Agricultural Service GAIN report "Agricultural News for Italy and the EU" of 12 January 2010:http://gain.fas.usda.gov/Recent%20GAIN%20Publications/Agricultural%20News%20for%20Italy%20and%20the%20EU%20-%20December%202009_Rome_Italy_1-12-2010.pdf.

3. "Waiting for G8: Farmers union, Zaia to speculators: keep your hands off agriculture", 19 March 2009: http://www.lucazaia.it/en/index.php?newsId=2575f31deee3042f5d3cdf0b46166de1&page=2

4. For details of GM free zones in Italy, see http://www.gmo-free-regions.org/gmo-free-regions/italy.html

5. Coldiretti http://www.coldiretti.it

6. CoopItalia http://www.e-coop.it adopted a GM-free policy in 1997 and uses its own "NO OGM" GM-free label. Its policy "OGM in agricoltura. Le ragioni di chi dice NO. (GMOs in agriculture : Reason says NO) states that CoopItalia banned GMOs from its own brand products in 1998, and monitors its GM-free guarantee via two independent certification bodies.

7. BovinMarche http://www.bovinmarche.it

8. Amadori http://www.amadori.it/_vti_g2_home.asp?rpstry=14

9. Fileni http://www.fileni.it The company's policy states: "Our label clarifies one of the issues that most preoccupies consumers: None of our chickens or turkeys was fed on GM feedstuffs."

10. ItaliaEuropa Liberi da OGM http://www.liberidaogm.org. Members include Acli, Adiconsum, Adoc, Adusbef, Agci Agrital, Aiab, Alpa, Assocap, Avis, Cia, Cic, Città del Vino, Cna, Codacons, Coldiretti, Confartigianato, Consorzio del Parmigiano Reggiano, Coop, Copagri, Fedagri, Federconsumatori, Focsiv, Fondazione Diritti Genetici, Greenpeace, Legacoop Agroalimentare, Legambiente, Libera, Res Tipica, Slow Food Italia, Unci, Vas, and WWF.

ItaliaEuropa leaflet (in English):
http://www.gmo-free-regions.org/fileadmin/files/gmo-free-regions/italia_europa_leaflet.pdf

11. Description of the National Consultation:
http://www.gmo-free-regions.org/fileadmin/_temp_/italia_europa_description.pdf

Responsible Science for Sustainable Food appeal:
http://www.gmo-free-regions.org/fileadmin/files/gmo-free-regions/italia_europe_science_appeal.pdf

12. "I valori dell'agroalimentare italiano", (Values of Italian agri-food sector), report on a survey of 1,600 Italian households in October 2009: http://multimedia.coldiretti.it/Raccolta%20Documenti%20Forum%20Cernobbio%202009/Rapporto%20Coldiretti-Swg2009.ppt, PowerPoint presentation by Coldiretti at the VIII International Forum of agriculture and feeding, 16-17 October 2009, Villa D'Este, Cernobbio, Italy http://multimedia.coldiretti.it/Lists/Cernobbio/AllItems.aspx

12. The University of Gastronomic Sciences http://www.unisg.it/welcome_eng.lasso was founded in 2004 by Slow Food (see below) in cooperation with the Italian regions of Piedmonte and Emilia-Romagna. It is a ministerially recognized, private non-profit international research and education centre for those working on renewing farming methods, protecting biodiversity, and building an organic relationship between gastronomy and agricultural science.

13. Slow Food International http://www.slowfood.com/ is also the organiser of the Terra Madre Network http://www.terramadre.info which comprises 250 universities and research centres, including 450 individual academics throughout the world collaborating to protect and support small food producers, and to change the systems that put them in danger by bringing together those players with decision-making power: consumers, educational institutions, chefs and cooks, agricultural research entities, NGOs, etc.

14: "Special Eurobarometer 295: Attitudes of European Citizens toward the Environment" (published in March 2008): http://ec.europa.eu/public_opinion/archives/ebs/ebs_295_en.pdf.Extract: "The majority of Europeans declare that they are opposed to the use of GMOs (58%) while around a fifth (21%) supports their use. A further 9% say they have never heard of GMOs. At country level we see that the absolute majority in most countries are opposed to the use of GMOs. This is particularly the case in Slovenia (82%) and Cyprus (81%). Respondents in Malta, Portugal and Spain hold the mildest opinions in this respect which is mainly explained by the high share of respondents in these countries spontaneously admitting that they have never heard of the concept or do not form an opinion for or against."

15. As the US National Catholic Reporter points out, the Pontifical Academy of Sciences is "a think tank that does not issue authoritative church teaching" http://ncronline.org/news/ecology/vatican-studies-genetically-modified-crops. In May 2009, the Academy organised a study week in the Vatican on the theme "Transgenic Plants for Food Security in the Context of Development." According to the UK watchdog group Spinwatch, the event was a "charade by vested interests" and a total farce", whose speakers are "all GMO supporters, with many well known for their extreme pro-GMO views or having vested interests in GMO adoption." A May 13 release from the group asserts that several speakers have financial ties to Monsanto, an American agricultural company that is the world's largest producer of genetically engineered seed: http://www.spinwatch.org/-articles-by-category-mainmenu-8/46-gm-industry/5283-spinwatch-condemns-vatican-gm-event-as-a-charade-by-vested-interests

16. Statement by Pope Benedict XVII in "Instrumentum Laboris", quoted in "When biotech business undermines science: the case of the Pontifical Academy of Sciences", press release by Guido Pollice, President of Verdi Ambiente e Società, and Fabrizia Pratesi, coordinator of Comitato Scientifico Equivita, 13 May 2009: http://www.antivivisezione.it/Academy_ignores_message_of_Pope.htm

17. "Message of His Holiness Pope Benedict XVI for the Celebration of the World Day of Peace, 1 January 2010": http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/messages/peace/documents/hf_ben-xvi_mes_20091208_xliii-world-day-peace_en.html

18. "Agenda (Instrumentum Laboris) for the Second Special Assembly for Africa of the Synod of Bishops", 3-4 October 2009: http://www.jctr.org.zm/downloads/2ndsynodInstrumentum%20Laboris.pdf

19. "Do Seed Companies Control GM Crop Research? Scientists must ask corporations for permission before publishing independent research on genetically modified crops. That restriction must end". Scientific American, Editorial, August 2009 edition, published 21 July 2009:http://www.scientificamerican.com/article.cfm?id=do-seed-companies-control-gm-crop-research

20. A useful check-list of scientific papers on the health dangers of GM feed and food can be found at http://www.gmfreeireland.org/health/studies.php

"Genetic Roulette: The Documented Health Risks of Genetically Engineered Foods" by Jeffrey M. Smith Publisher: Yes! Books; hardcover; 336 pages;; available by mailorder fromhttp://www.GeneticRoulette.com.

"Effects of GMOs and pesticides systematically underestimated CRIIGEN appeal to public authorities, July 2009" Committee for Independent Research and Genetic Engineering:http://www.criigen.org/images/stories/pressrelease-ijbs_080709.pdf

21. For info on the hidden use and dangers of GM animal feed, see the following:

Leaked memo from the US Deparment of Health & Human Services revealing concerns by the US Food and Drug Administration's Center for Veterinary Medicine that toxins from GM foods might bioaccumulate in farm animals, and the related lawsuit that forced the FDA to disclose some of its secret documents on the dangers of GMOs: http://biointegrity.org/list.html.

"Detection of Transgenic and Endogenous Plant DNA in Digesta and Tissues of Sheep and Pigs Fed Roundup Ready Canola Meal", Sharma, R. et al., J. Agric. Food Chem., Vol. 54, No. 5, 2006, pp. 1699-1709;

"Assessing the transfer of genetically modified DNA from feed to animal tissues", Mazza, R. et al., Transgenic Res., Vol. 14, No. 5, 2005, pp. 775-784.

"Detection of genetically modified DNA sequences in milk from the Italian market", Agodi, A., et al., Int. J. Hyg. Environ. Health, Vol. 209, 2006, pp. 81-88 .

22. "Three Major GMOs Approved for Food and Feed Found Unsafe". Press release, CRIIGEN - Committee of Research and Information on Genetic Engineering [France], 11 December 2009:http://www.criigen.org/images/stories/pressrelease-3ogm-ijbs_1209.pdf

"A Comparison of the Effects of Three GM Corn Varieties on Mammalian Health", Int J Biol Sci 2009; 5(7), 706-726: http://www.biolsci.org/v05p0706.pdf

"New Report highlights Monsanto's corrupt science in GM canola [oilseed rape] assessment", Dr Brian John, GM Free Cymru [Wales, UK], 14 January 2010: http://www.gmfreecymru.org/pivotal_papers/canola.html