Mostrando postagens com marcador Agrotóxico. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Agrotóxico. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Brasil é destino de agrotóxicos banidos no exterior

Abaixo reportagem da Agência Estado sobre o uso de defensivos no Brasil.

Campeão mundial de uso de agrotóxicos, o Brasil se tornou nos últimos anos o principal destino de produtos banidos em outros países. Nas lavouras brasileiras são usados pelo menos dez produtos proscritos na União Europeia (UE), Estados Unidos e um deles até no Paraguai. A informação é da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), com base em dados das Nações Unidas (ONU) e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio.

Apesar de prevista na legislação, o governo não leva adiante com rapidez a reavaliação desses produtos, etapa indispensável para restringir o uso ou retirá-los do mercado. Desde que, em 2000, foi criado na Anvisa o sistema de avaliação, quatro substâncias foram banidas. Em 2008, nova lista de reavaliação foi feita, mas, por divergências no governo, pressões políticas e ações na Justiça, pouco se avançou.

Até agora, dos 14 produtos que deveriam ser submetidos à avaliação, só houve uma decisão: a cihexatina, empregada na citrocultura, será banida a partir de 2011. Até lá, seu uso é permitido só no Estado de São Paulo.

Enquanto as decisões são proteladas, o uso de agrotóxicos sob suspeita de afetar a saúde aumenta. Um exemplo é o endossulfam, associado a problemas endócrinos. Dados da Secretaria de Comércio Exterior mostram que o País importou 1,84 mil tonelada do produto em 2008. Ano passado, saltou para 2,37 mil t. "Estamos consumindo o lixo que outras nações rejeitam", resume a coordenadora do Sistema Nacional de Informação Tóxico-Farmacológicas da Fundação Oswaldo Cruz, Rosany Bochner.

O coordenador-geral de Agrotóxicos e Afins do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Luís Rangel, admite que produtos banidos em outros países e candidatos à revisão no Brasil têm aumento anormal de consumo entre produtores daqui. Para tentar contê-lo, deve ser editada uma instrução normativa fixando teto para importação de agrotóxicos sob suspeita. O limite seria criado segundo a média de consumo dos últimos anos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Fábrica da Syngenta em Paulínia tem agrotóxicos apreendidos




Foi interdita a linha de produção e apreensão de 150 mil litros do agrotóxico Priori Xtra (azoxistrobina + ciproconazole) adulterado. Esse foi o resultado da fiscalização realizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), nesta quarta-feira (21), na fábrica da empresa Syngenta, de origem suíça, em Paulínia (SP). 

Os lotes interditados eram produzidos com uma pré-mistura à base de ciproconazole sem registro. O decreto 4.074/02 determina a obrigatoriedade de registro para as pré-misturas utilizadas para a fabricação de agrotóxicos. A produção, com o uso da pré-mistura não autorizada, corresponde de 15 a 20% do agrotóxico Priori Xtra formulado pela empresa. O restante do produto é importado já formulado e apenas embalado no Brasil. 

A empresa Syngenta possui cinco dias úteis para apresentar defesa prévia. Só este ano, a Anvisa já apreendeu mais de 5,5 milhões de litros de agrotóxicos adulterados. As fiscalizações ocorrem, principalmente, quando são identificados indícios de irregularidades nos produtos acabados. 

No começo de outubro, a Anvisa já havia fiscalizado a empresa Syngenta. Na ocasião, foram interditados cerca de 1 milhão de quilos de agrotóxicos com irregularidades e adulterações. Durante a primeira fiscalização, a Agência também apreendeu documentos para análise do agrotóxico Priori Xtra, interditado ontem. Após a análise documental, foi constatada a irregularidade, a pré- mistura chegava a ficar armazenada por mais de 2 meses para depois ser utilizada para a formulação do agrotóxico. 

Não há avaliação pela Anvisa sobre o que pode ocorrer neste prazo de armazenamento com a pré-mistura. Existem misturas que podem sofrer alterações nas propriedades físico-químicas que resultam em modificações do seu perfil toxicológico. 

Fonte: Anvisa

domingo, 21 de junho de 2009

Agrotóxicos: causa de mielomas múltiplos

Pesquisa envolvendo 678 agricultores que aplicam agrotóxicos, descobriu que a exposição a determinados pesticidas dobra o risco de desenvolver uma condição sanguínea anormal chamada de “gamopatia monoclonal de significância indeterminada” (GMSI). 
"O distúrbio, caracterizado por um nível anormal de uma proteína plasmática, exige acompanhamento e é uma condição que pode levar ao mieloma múltiplo, um doloroso câncer de células plasmáticas na medula óssea. A pesquisa foi publicada na Blood, a revista oficial da Sociedade Americana de Hematologia.
O sangue dos participantes do estudo, todos com autorização e registro para aplicação agrotóxicos de uso restrito pesticidas, foi avaliada para prevalência de GMSI . A média da idade dos participantes foi de 60 anos (intervalo 30-94 anos) e todos viviam mos estados de Iowa e Carolina do Norte. Os participantes
também completaram questionários fornecendo informações completas de exposição profissional para uma vasta gama de agrotóxicos, incluindo informações como o número médio de dias de utilização de pesticidas por ano, os anos de uso, a utilização de equipamentos de proteção e métodos de aplicação. Informações sobre tabagismo e uso de álcool, histórico familiar de câncer e outras bases de dados demográficos e de saúde também foram obtidas. Os indivíduos com história prévia de doenças como o mieloma múltiplo ou linfoma foram excluídos. Incidência e mortalidade por câncer foram monitorados anualmente e, após cinco anos de acompanhamento, entrevistas foram conduzidas para atualizar as informações sobre os participantes, exposições ocupacionais, anamnese, e estilo de vida.
O artigo “Pesticide exposure and risk of monoclonal gammopathy of undetermined significance in the Agricultural Health Study”, publicado na revista Blood, 18 June 2009, Vol. 113, No. 25, pp. 6386-6391, Prepublished online as a Blood First Edition Paper on April 22, 2009; DOI 10.1182/blood-2009-02-203471, apenas está disponível para assinantes da revista."
Fonte e maiores informações acessem o Ecodebate.
Para maiores danos dos agrotóxicos: Agrotóxicos = câncer, danos ao sistema nervoso, poluição ambiental

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Comentários ao artigo "Transgênicos: plantio de milho ogm beneficia ambiente da UE", do site Último Segundo

Artigo do Último Segundo, "Transgênicos: plantio de milho ogm beneficia ambiente na UE", se baseia em estudo de Graham Brookes, da PG Economics, para afirmar que houve diminuição da aplicação de agrotóxicos e melhoria da qualidade do milho. Este artigo merece ser comentado.
Para quem não sabe, Graham Brookes é um consultor inglês habitualmente procurado pelas empresas da engenharia genética, por isso não é de estranhar a avaliação parcial necessariamente favorável aos OGM. Convém pois adicionar informações, bastando as mais recentes, que demonstram os prejuízos e perdas com o cultivo dos transgênicos.
O estudo não contempla certamente os prejuízos com a contaminação das culturas convencionais e biológicas (e consequente perda de certificação) e os custos para evitar a contaminação, pois se o fizesse teria de chegar à mesma conclusão de um relatório alemão publicado pela INTERBIO Alemã que contabiliza os custos e benefícios económicos associados ao cultivo de OGM. As conclusões: no curto prazo, e em condições limitadas, alguns agricultores podem receber benefícios económicos reduzidos. De resto, e em termos gerais e macro-econômicos, os únicos vencedores são as empresas (essencialmente a Monsanto) que produzem e inventam estas sementes, enquanto que toda a sociedade é chamada a cobrir os prejuízos que atingem já os milhares de milhões de dólares. Um bom negócio, portanto, mas só para muito poucos (GM agriculture incurs more costs than benefits, German BÖLW, Press Release, Berlin, 20 March 2009 http://www.boelw.de/uploads/media/BOELW_Schadensbericht_Gentechnik090318.pdf)
Para além disto na análise do cultivo dos OGM temos de ter sempre em consideração outros efeitos colaterias, e farão cair por terra eventuais benefícios a curto prazo, tais como:
- O aparecimento de resistências ao Bt que já começaram a verificar-se (Mari N. Jensen, UA entomologists have published a report on their discovery of Bt-resistant bollworms in Mississippi and Arkansas, College of Agriculture and Life Sciences, February 7, 2008, http://uanews.org/node/18133)
- Os danos ambientais com a toxina produzida pelas culturas Bt. (Effect on Soil Biological Activities Due to Cultivation of Bt. Cotton, Navdanya, 2009. www.navdanya.org/report1.pdf;  Rosi-Marshall E.J. et al. (2007), « Toxins in transgenic crop byproducts may affect headwater stream ecosystems », Proceedings of the National Academy of Sciences,104(41):16204-16208. Contact: erosi@luc.edu)
- Quebras de produção (Doug Gurian-Sherman, Failure to Yield - Evaluating the Performance of Genetically Engineered Crops, UCS, March 2009, http://www.ucsusa.org/food_and_agriculture/science_and_impacts/science/failure-to-yield.html ).
Mais de uma década de cultivos de transgênicos no Mundo já nos dão sinais suficientes de que os transgênicos não são o caminho, o futuro para a agricultura, pelo contrário, sugem evidências de que maior biodiversidade agrícola e o modo de produção biológico poderão responder melhor face às alterações climáticas.
Alexandra Azevedo
Este comentário é de Alexandra Azevedo, que tentou fazê-lo no site do Último Segundo, mas não conseguiu. Dessa forma, decidi publicá-lo aqui, com autorização da autora.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Agrotóxicos = câncer, danos ao sistema nervoso, poluição ambiental

Os perigos dos agrotóxicos (e transgênicos) não estão somente na contaminação ambiental, que por si só já é preocupante, mas também há malefícios na saúde humana.
De acordo com Neice Muller Xavier Faria, médica e professora da Universidade Federal de Pelotas (UFPEL), em entrevista à IHU-Online, informa que “o principal mecanismo de ação dos inseticidas é sobre o sistema nervoso dos insetos e o problema é que este efeito não se restringe à espécie-alvo e pode afetar também os mamíferos”. Os agrotóxicos também podem causar "neuropatias, distúrbios respiratórios (asma e doença respiratória crônica inespecífica), gastrointestinais (incluindo hepatopatias) e endócrinos (hipotireoidismo/bócio), além de câncer".
Já trabalho da Dra. Jandira Maciel da Silva, na região sul de Minas Gerais sobre o aumento do câncer nessa região, mostrou que "os trabalhadores que declararam ter tido exposição a agrotóxicos apresentaram um risco de quase quatro vezes maior para o desenvolvimento de câncer hematológico em relação àqueles que não declararam exposição."
Na entrevista da Engenheira Agrônoma Maria José Guazzelli, há a informação que "o Brasil, em 2008, tornou-se o maior consumidor mundial de venenos agrícolas (733,9 milhões de toneladas), ultrapassando os Estados Unidos (646 milhões de toneladas). Em 2007, as vendas no Brasil significaram 5,372 bilhões de dólares e em 2008, 7,125 bilhões. A cultura que mais consome agrotóxico é a soja. No total, os herbicidas representam cerca de 45% das vendas, os inseticidas 29%, e os fungicidas 21%". Ou seja, o tão famigerado argumento de que culturas transgênicas diminuem o uso de agrotóxicos não passe de marketing.
A engenheira agrônoma também afirma que nos cultivos Bt, “nos quais toda a planta é transformada num agrotóxico pela transgenia, se os genes Bt forem transferidos, eles poderiam fazer nossas bactérias intestinais tornarem-se fábricas vivas de agrotóxicos”. A entrevista também fala dos perigos do Round up, dos danos ao solo, às plantas e à saúde humana.
O Round up hoje é tido como um dos menos danosos (sic) herbicidas ao ambiente, fato que a engenheira agrônoma e centenas de outros pesquisadores e livros discordam (Roleta Genética, O Mundo Segundo Monsanto).
Antigamente, era o DDT o agrotóxico mais seguro... hoje ele é proibido no Brasil. (Antes tarde que nunca!)

quinta-feira, 17 de abril de 2008

CNTBio se reune hoje, na pauta constam 12 solicitações para liberação comercial

CTNBio - 16/04/2008 - 08:40
CTNBio realiza a terceira reunião do ano
Na pauta constam 12 solicitações para liberação comercial

A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) volta a se reunir hoje (16), em Brasília (DF). Esta será a terceira reunião ordinária do ano. Hoje, o encontro será para deliberações nas quatro câmaras setoriais. Amanhã (17), será realizada a reunião plenária.

Na pauta da 112ª reunião ordinária constam 12 solicitações para liberação comercial. A relação inclui pedidos para liberação comercial de variedades de arroz tolerante a glufosinato de amônio; algodão tolerante ao glifosinato de amônio e resistente a insetos; milho tolerante ao glifosato e resistente a insetos; liberação comercial para vacina inativada contra circovirose suína; e soja geneticamente modificada tolerante ao herbicida glufosinato de amônio.

Além das solicitações para liberação comercial, a pauta inclui ainda outros 46 pedidos para pesquisas. As reuniões das câmaras setoriais ocorrem na CTNBio, que fica no setor Policial Sul, área 5, Quadra 3 Bloco B, Brasília(DF). Na quinta-feira, a plenária será das 9h às 18h, no auditório Renato Archer, no Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT).

Veja aqui a pauta.

Rafael Godoi - Assessoria de Comunicação do MCT
Fonte: Agência CT