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quarta-feira, 15 de junho de 2011

Toxinas de plantas transgênicas é encontrada no sangue de mulheres grávidas


Mais um ótimo Boletim da ASPTA

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POR UM BRASIL ECOLÓGICO,
LIVRE DE TRANSGÊNICOS E AGROTÓXICOS
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Número 541 - 10 de junho de 2011
 
Car@s Amig@s,
 
No Canadá, 69 mulheres, entre elas 30 grávidas no final de gestação, tiveram seu sangue testado para a presença de pesticidas associados aos produtos transgênicos. A toxina transgênica produzida pelas plantas Bt foi encontrada em 93% das gestantes, 69% das não-gestantes e em 80% dos cordões umbilicais. O metabólito do herbicida glufosinato de amônio foi encontrado no sangue de 100% das parturientes, 100% dos fetos e 67% das não-gestantes. O glifosato foi encontrado em 5% das não-gestantes e o glufosinato em 18%.
 
No Brasil, entre soja e milho, há 17 tipos de transgênicos liberados para plantio e consumo que produzem ou estão associados aos venenos avaliados no estudo. Entre as variedades de milho liberadas estão 5 que contém exatamente a mesma toxina identificada pelo estudo (Cry1Ab) e outras 5 que produzem proteínas da mesma família (Cry).
 
A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança - CTNBio, conforme manda a lei, é composta por doutores de notório saber, que ao liberarem esses transgênicos afirmaram que “A proteína Cry1Ab (…) [é] degradada no aparelho gastrointestinal de mamíferos” e que “ (...) após aquecimento, a degradação é mais rápida, o que sugere uma menor concentração da proteína em alimentos à base de milho que sejam aquecidos durante o processamento”.
 
E tem mais: “Quanto aos níveis de resíduos do glufosinato de amônio deixados na planta, tendo em vista seu uso durante o cultivo da variedade transgênica, estudos realizados no Brasil demonstraram não haver diferenças entre aqueles níveis encontrados na variedade parental quando comparados com a variedade transgênica”. Isso é tudo que se disse a respeito do uso associado da semente transgênica e do agrotóxico.
 
Participaram do estudo mulheres urbanas que vivem em Sherbrooke, distrito de Quebec, e que nunca trabalharam com os agrotóxicos em questão. Suas dietas, como apontam os autores da pesquisa, são aquelas típicas das populações de classe média de países ocidentais industrializados. Dado o amplo uso de milho e soja transgênicos em produtos alimentares, é de se esperar que a maioria da população esteja exposta diariamente a esses produtos por meio de sua alimentação, concluem os pesquisadores.
 
Há 6 meses no cargo de ministro responsável pela CTNBio, Aloizio Mercadante ainda não se pronunciou a respeito da Comissão, deixando rolar o voo cego.
 
O estudo foi publicado na última edição da Reprodutictive Toxicology. Os autores Aziz Aris e Samuel Leblanc, da Universidade de Quebec, concluem que esse foi o primeiro estudo do gênero e que mais avaliações como essa são necessárias em função da fragilidade dos fetos, sobretudo quando se considera a potencial toxicidade desses poluentes ambientais associados às plantas transgênicas.
 
A coleta das amostras de sangue foi realizada antes do parto, todos normais e com bebês sadios, e antes dos procedimentos de ligadura de trompas. Os cordões umbilicais foram testados após o nascimento dos bebês. A pesquisa teve consentimento das participantes e aprovação do Comitê de Ética para pesquisas com humanos e testes clínicos (CHUS).
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Com informações de:
 
Aris A.;Leblanc S. Maternal and fetal exposure to pesticides associated to genetically modified foods in Eastern Townships of Qubec, Canada. Reprod Toxicol (2011)
 
 

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Agrotóxicos = câncer, danos ao sistema nervoso, poluição ambiental

Os perigos dos agrotóxicos (e transgênicos) não estão somente na contaminação ambiental, que por si só já é preocupante, mas também há malefícios na saúde humana.
De acordo com Neice Muller Xavier Faria, médica e professora da Universidade Federal de Pelotas (UFPEL), em entrevista à IHU-Online, informa que “o principal mecanismo de ação dos inseticidas é sobre o sistema nervoso dos insetos e o problema é que este efeito não se restringe à espécie-alvo e pode afetar também os mamíferos”. Os agrotóxicos também podem causar "neuropatias, distúrbios respiratórios (asma e doença respiratória crônica inespecífica), gastrointestinais (incluindo hepatopatias) e endócrinos (hipotireoidismo/bócio), além de câncer".
Já trabalho da Dra. Jandira Maciel da Silva, na região sul de Minas Gerais sobre o aumento do câncer nessa região, mostrou que "os trabalhadores que declararam ter tido exposição a agrotóxicos apresentaram um risco de quase quatro vezes maior para o desenvolvimento de câncer hematológico em relação àqueles que não declararam exposição."
Na entrevista da Engenheira Agrônoma Maria José Guazzelli, há a informação que "o Brasil, em 2008, tornou-se o maior consumidor mundial de venenos agrícolas (733,9 milhões de toneladas), ultrapassando os Estados Unidos (646 milhões de toneladas). Em 2007, as vendas no Brasil significaram 5,372 bilhões de dólares e em 2008, 7,125 bilhões. A cultura que mais consome agrotóxico é a soja. No total, os herbicidas representam cerca de 45% das vendas, os inseticidas 29%, e os fungicidas 21%". Ou seja, o tão famigerado argumento de que culturas transgênicas diminuem o uso de agrotóxicos não passe de marketing.
A engenheira agrônoma também afirma que nos cultivos Bt, “nos quais toda a planta é transformada num agrotóxico pela transgenia, se os genes Bt forem transferidos, eles poderiam fazer nossas bactérias intestinais tornarem-se fábricas vivas de agrotóxicos”. A entrevista também fala dos perigos do Round up, dos danos ao solo, às plantas e à saúde humana.
O Round up hoje é tido como um dos menos danosos (sic) herbicidas ao ambiente, fato que a engenheira agrônoma e centenas de outros pesquisadores e livros discordam (Roleta Genética, O Mundo Segundo Monsanto).
Antigamente, era o DDT o agrotóxico mais seguro... hoje ele é proibido no Brasil. (Antes tarde que nunca!)

terça-feira, 10 de março de 2009

Monsanto quer algodão Bollgard Roundup Ready neste ano no Brasil

Monsanto espera que o seu algodão Bollgard RR (resistente ao ataque de insetos e tolerante ao herbicida Roundup) seja aprovado no Brasil em 2009. A meta é colocar em comercialização em 2010.
Já foram 5 os transgênicos da Monsanto aprovados pela CTNBio.
Este não é o 1º transgênico com 2 características na mesma planta, já foi aprovado o milho Herculex, resistente a insetos e ao herbicida glufosinato de amônio.
Enquanto isso, um estudo na Índia (Effect on Soil Biological Activities Due to Cultivation of Bt. Cotton) para determinar o efeito do algodão Bt (Bacillius thuringiensis) da Monsanto, na população microbiana de vários solos, teve como resultado um declínio significativo no totalde biomassa microbiana. Se continuar o plantio de transgênico Bt, os pesquisadores estimam que 6,7 milhões de hectares plantados com culturas Bt na Índia possam se tornar estéreis e incapazes de produzir qualquer coisa dentro dos próximos 10 anos.

Fonte: Invertia e Navdanya

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Transgênicos Bt: o caminho para a catástrofe

http://www.transgenicos.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=9

Nagib Nassar*


“Estamos destruindo o nosso meio ambiente e ecossistemas, e andando cegos a uma catástrofe que não tem fim, ao ceder à pressão das multinacionais produtoras de transgênicos Bt”

Qual é o preço para se plantar transgenicos Bt nos Estados Unidos? Esta é a questão mais debatida agora pela imprensa livre e independente americana.

O Christian Science Monitor, jornal importante naquele país, publicou na semana passada um artigo alertando quanto aos danos causados pelo plantio dos transgenicos Bt.

Calcula-se que, por causa do plantio dos transgênicos Bt, 50% a 90% das abelhas que se alimentam do pólen de sua florada, tenham desaparecido nos EUA, só no ano passado.

Como conseqüência deste fato, houve a perda de mais de dois terços da produção nacional americana de mel. Trata-se de uma quantia avaliada por nada menos de 14 bilhões dólares anualmente!

As abelhas estão acabando, desaparecendo! Estamos com as colméias vazias! Reclamam os agricultores americanos em todos os estados agrícolas do país; são 24 estados onde se concentram atividades agrícolas e se plantam as culturas transgênicas Bt.

A inserção desta toxina, por meios moleculares às culturas americanas, aumentou nos últimos anos e incluiu várias culturas horticulturais e de campo, estendendo a culturas como as do algodão, até mesmo à da mostarda.

Uma grande parte dessas culturas são plantas alogamas, que dependem da polinização por insetos para formar seus frutos.

Os insetos polinizadores mais ativos são as abelhas. Há ainda outros insetos que pertencem a outras famílias, mas todos estão unidos pelo perigo de serem contaminados pela toxina Bt, durante suas visitas às flores de plantas Bt.

Quando as colméias começaram a ficar desabitadaa, foram notadas pelos agricultores americanos, que perceberam algo perigoso pairando no ar. Logo os seus medos ficaram ainda maiores, quando o desaparecimento das abelhas aumentou a cada ano, atingindo, no ano passado, um nível de 90% das colméias em alguns estados, como a Flórida.

Os cientistas chamaram o caso de Colapso Desordenado de Colméias (CDC), atribuído principalmente pela intoxicação oriunda da toxina de plantas Bt.

Inicialmente, o CDC foi notado na Flórida e logo confirmado em todos os estados agrícolas plantadores de culturas Bt, particularmente o algodão e a mostarda Bt.

Os agricultores produtores de mel relataram perda na produção do mel de nada menos que 50%, chegando a alguns estados a 90%. Esse índice não tem antecedência em toda a história da produção agrícola nos EUA.

Há uma grande preocupação entre os economistas e analistas agrícolas americanos que a catástrofe possa ser ainda maior e afetar significativamente a produção e o consumo alimentício em todos os EUA.

Somente neste ano a perda é calculada em torno de 1/3 de toda a produção alimentícia americana.

Levo essas informações àqueles que querem liberar o milho bt e defenderam a liberação do algodão bt no Brasil.

Adiciono, ainda, que o Brasil é o maior produtor de mel em toda a América Latina. Além disso, o mais importante é que nós somos o maior produtor mundial de culturas alimentícias, que dependem de polinização por insetos, como a laranja e outras plantas cítricas.

Estamos destruindo o nosso meio ambiente e ecossistemas, e andando cegos a uma catástrofe que não tem fim, ao ceder à pressão das multinacionais produtoras de transgênicos Bt.

*Nagib Nassar é professor titular de Genética da UnB (http://www.geneconserve.pro.br)