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quarta-feira, 10 de março de 2010

Batata, Milho MON 810, Europa e Laranja transgênica

Na Europa, após a aprovação da batata transgênica da BASF, as oposições tomaram a voz:

A França já havia invocado os riscos ambientais para suspender o plantio do milho MON 810 da Monsanto, o qual foi a única cultura GM aprovada para plantio na União Européia antes da aprovação desta semana da batata Amflora da BASF.

O Secretário de Estado do governo francês, Chantal Jouanno, disse que a Agência de Segurança Alimentar Européia (EFSA, em inglês), cujas opiniões são usadas por executivos da União Européia, tem igonorado os efeitos ambientais dos organismos geneticamente modificados (GMOs).
O Jornal Francês Le Parisien informou: " Nós não reconhecemos eles [a comissão europeia] como especialistas [em impactos causados pelos OGMs] porque as suas opiniões são incompletas" e continua "eles [a comissão europeia] estão somente interessados nas consequências dos OGMs ao nível da saúde, não tomam em consideração os impactos ambientais no longo prazo" e citou como exemplos a contaminação 
do solo e os efeitos adversos em outras espécies."
Ainda sobre a aceitação dos países europeus à aprovação dos OGMs pela Comissão Européia,o Blog do Greenpeace publicou:

Ativistas plantam os dizeres “Livre de Transgênicos” na Suiça
"Derrotas em série para os transgênicos pelo mundo. Pouco tempo depois da Comissão Europeia aprovar a Amflora, espécie de batata transgênica, governos da Grécia, Áustria, Luxemburgo, Itália, Hungria e França anunciaram publicamente que não vão permitir a nova criatura em seus territórios. Agora, é a vez da Suíça ir além: o país baniu o cultivo de sementes geneticamente modificadas pelos próximos três anos. 

Entre os que apóiam a moratória estão os próprios fazendeiros suíços, que parecem ter brilhantemente entendido que o cultivo de transgênico prejudica aos que têm interesse em continuar cultivando sementes convencionais e até mesmo orgânicas, produto que têm alta aceitação no mercado europeu. A decisão é um soco no estômago do presidente da Comissão Europeia José Manuel Barroso, que vem tentando forçar os transgênicos goela abaixo dos países membros.

Por fim, um golpe de misericórdia. Mídia indiana comenta declaração da própria Monsanto, que em caso único em sua história, finalmente admite que sua tecnologia é falha. A multinacional que monopoliza a tecnologia de modificação genética de sementes, confirmou que a espécie de algodão inserida no país não elimina a necessidade do uso de pesticidas, como o prometido. Insetos e pragas na Índia desenvolveram resistência à semente. A notícia foi comentada pela coordenação de transgênicos do Greenpeace na Índia. (Leia aqui, em inglês)."


No Brasil, o centro de citricultura Sylvio Moreira solicitou à CTNBio testes a campo com laranjas transgênicas. As variedades teriam resistência ou forte tolerância ao cancro cítrico. Não apresentando resistência às piores doenças, que são o greening e a CVC.


Fonte: Reuters

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Laranja transgênica será testada em Bauru

Maior produtor mundial de laranja e de suco, o Brasil fará também os primeiros testes de plantio no campo de plantas cítricas transgênicas resistentes às doenças, o principal gargalo produtivo do setor. A Alellyx Applied Genomics, empresa de pesquisa da Votorantim Novos Negócios, aguarda parecer da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) para iniciar o plantio numa fazenda de Bauru de variedades cítricas geneticamente modificadas.

Essas variedades são resistentes ao vírus da necrose e a bactérias, como as causadoras da clorose variegada dos citros (CVC) e do cancro cítrico. Os dois processos para a chamada liberação planejada no ambiente estão na pauta da CTNBio.

De acordo com a assessoria de comunicação da comissão, o processo relativo à necrose está em fase de diligência e o da resistência às bactérias ainda não foi relatado, mas é provável que eles sejam incluídos na pauta da reunião do próximo mês. "A partir do plantio em campo, começa a reta final até a liberação comercial, mas não dá para prever quando ela vai ocorrer", disse o diretor executivo da Votorantim Novos Negócios e expresidente da CTNBio, Fernando Reinach. Segundo ele, a empresa já conseguiu cultivar plantas geneticamente modificadas de laranja resistentes ao greening, principal praga da citricultura. Em breve, será protocolado o pedido na CTNBio para o plantio delas em campo.

Se o executivo demonstra otimismo em relação aos resultados científicos das variedades transgênicas de laranja, ele admite que irá enfrentar dificuldades para conseguir conquistar os consumidores da fruta. "Mesmo que o Brasil aprove a fruta, ainda não dá para saber como será a reação do consumidor e dos clientes do suco de laranja brasileiro", disse Reinach. Das cerca de 1,4 milhão de toneladas produzidas de suco de laranja concentrado e congelado no País, 98% são exportadas.

Jornal de Limeira-SP, 19/03/2008.