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sábado, 15 de agosto de 2009

Controle de transgênicos não funciona - conclui o Estado do Paraná


O secretário da Agricultura do Estado do Paraná, Valter Bianchini, entregou levantamento ao governo federal que concluiu que as regras de segregação das lavouras de milho transgênico Bt determinadas pela CTNBio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança) para todo o país não funcionam na prática.

Aexigência é de uma faixa de 20 metros entre uma lavoura de milho transgênico e outra convencional nas regiões onde predomina a pequena propriedade. Porém, após a avaliação do resultado da primeira safra comercial de milho transgênico (a safrinha, na qual o Paraná colheu 4,7 milhões de toneladas -1,1 milhão de toneladas de milho geneticamente modificado), o Estado do Paraná concluiu que o governo federal foi incapaz de fiscalizar o cumprimento das regras de plantio definidas pela CTNBio.

A contaminação dos transgênicos ocorre acima da faixa de 20 metros entre as culturas. As regras não garantem a convivência entre lavouras convencionais e transgênicas, uma das exigências da Lei de Biossegurança. 

"As suspeitas foram confirmadas. Precisamos agora discutir com o governo federal formas mais eficientes de controlar e confinar o milho Bt. Uma das medidas é uma redefinição do espaçamento exigido hoje, é isso que queremos discutir agora com o governo federal", disse Bianchini. 
Para o Paraná os efeitos que isso pode provocar na produção de frango e na exportação do produto, caso as autoridades não busquem minimizar os problemas no plantio da safra de verão,serão desastrosos.

A nota técnica do Paraná foi enviada a diversos ministérios e é a primeira vinda de uma instituição pública condenando o modelo de plantio e controle do milho geneticamente modificado. Em junho, 86 organizações civis enviaram uma carta aberta à ministra Dilma solicitando a imediata suspensão da autorização para o plantio de milho transgênico no país. As alegações foram as mesmas apontadas agora pelo Paraná.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Soja transgênica produz 9% menos

O texto abaixo foi extraído do Boletim 448 - Por um Brasil Livre de Transgênicos.

A informação vem da Fundação Pró-Sementes, que comparou o desempenho de 40 variedades de soja transgênica e 20 convencionais em 7 municípios gaúchos. O resultado foi que em média as variedades geneticamente modificadas produziram 9% menos que as convencionais, com custo de produção equivalente.

Mesmo assim, o executivo da Fundação Rui Rosinha afirmou que a transgenia tem sua maior eficiência na facilidade de manejo. A praticidade é a única das promessas que ainda se sustenta, as demais (um mundo melhor, combate à fome, alimentos saudáveis, menores custos etc.) não resistiram à realidade.

Com informações da Farsul e Correio do Povo, 18/06/2009.
http://pratoslimpos.org.br/?p=181

domingo, 10 de maio de 2009

Milho contaminado no Paraná

Reportagem da Folha de hoje mostra a contaminação do milho convencional pelo milho transgênico.
Não há condições de colher, transportar e estocar a primeira safra de milho transgênico do Brasil de maneira que ela fique segregada da produção convencional.
Não podemos esquecer que a Lei de Biossegurança exige o controle de todos os processos. (Alguém acreditava mesmo, que isso fosse acontecer?)
A segregação será uma tarefa a mais a ser feita pela indústria alimentícia (pelos menos aquelas empresas que se comprometeram a não usar transgênicos). Além disso, há o risco de as exportações dos produtos agrícolas diminuírem.
Essa contaminação está ocorrendo no processo de beneficiamento. Nem foi cogitada ainda a contaminação pela polinização cruzada do milho. Nesta cultura, o pólen de uma planta através do vento poliniza a outra planta. Não há controle.
É de se pensar quem sai ganhando com essa contaminação? De quem a Europa vai comprar milho convencional? Ou ela terá que aceitar os transgênicos?

É incrível o descaso das autoridades com o direito do consumidor, o direito de escolher o que consumir.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Soja do PR está contaminada com transgênicos!

Saiu hoje, no canal Invertia, a contaminação da soja no Paraná está prejudicando os produtores, que além de pagarem royalties, não podem vender sua soja como convencional (ganhando cerca de R$2,00 a mais por saca).
Falta pouco para não haver mais soja convencional...

E de acordo com o ingênuo diretor da PGP Consultoria e Assessoria, as empresas de sementes não estão agindo de má fé. (!) 
Para quem não se lembra, no início, as empresas diziam que era quase impossível a contaminação da soja convencional pela transgênica. Pelos tantos casos que vão surgindo, talvez não seja assim tão impossível. Pode ser que seja até bem fácil... isso, apesar da soja ter autopolinização (isto é, a própria flor da soja se fecunda, não há necessidade do pólen de outra planta). A maior parte da contaminação deve estar ocorrendo devido à utilização de máquinas e de equipamentos para processamento mistos. Agora, imagine como será com o milho, que tem polinização cruzada (isto é, o pólen - através do vento - fecunda outra planta). 

 Assim, para se garantir, o agricultor terá que pedir análise do lote de sementes convencional, para caso sua produção seja contaminada, poder provar que não plantou soja transgênica. O correto seria o produtor processar (e ganhar) as empresas pela contaminação de sua lavoura. O foco está sendo dado em soja convencional, pense no produtor de soja orgânica, o quanto ele não perde com a contaminação. Contudo, quando se trata dos interesses das multinacionais, você é culpado até que prove (a muito custo) ser inocente.


Fonte e maiores informações: Invertia

terça-feira, 17 de junho de 2008

Entrevista do governador do Paraná, Roberto Requião.

No dia 16 de junho, a Agência Estadual de Notícias do Paraná fez uma entrevista com o governador Roberto Requião. Abaixo, trecho da entrevista sobre transgênicos:
"... Almeida — Evaldo, de São Paulo, pergunta qual sua opinião do governador sobre a aprovação das sementes transgênicas pelo governo federal?

Requião — É o fim do mundo, um erro. A Suíça decidiu em plebiscito proibir transgênicos por cinco anos, e verificou que foi muito bom, pois conseguiram mercados que não tinham, e prorrogaram a medida por outros três anos. E a Syngenta, que não pode trabalhar lá, está aqui no Paraná fazendo experiências na zona de amortecimento do Parque Nacional do Iguaçu, e com sua postura renitente ocasionou a morte de um agricultor. Fosse na Suíça, estariam presos; aqui, são festejados e defendidos pelos ruralistas. Não entendo isso. Não entendo o fato do Brasil ter entrado nesse jogo dos transgênicos. Só a Monsanto, tem 95% das patentes de trangênicos do mundo. Então, queremos entregar o País como quintal de uma multinacional. Além de não sabermos no que vai dar isso, como não sabíamos no que ia dar a talidomida, há o problema do monopólio, da subordinação. Daqui a pouco, vamos pagar royaties para plantar rabanete no quintal de casa.

Ribeiro — A Monsanto quer dominar as alternativas energérticas do Brasil. O que o Paraná pode fazer em relação a isso?

Requião —Estamos provocando um zoneamento agrícola no Paraná para evitar uma expansão descontrolada da cana, da soja, mas temos perdido nos tribunais, parece que há uma tendência em subestimar o País e jogar a favor das multinacionais. É aquela história, mais precisamente aquela tese do Fernando Henrique, a subordinação como instrumento de desenvolvimento econômico, aquela tolice que ele desenvolveu e aplicou no seu governo. Estamos resistindo com sucesso, pois vendemos a soja convencional com um preço melhor que a soja transgênica, porque a União Européia recusou a soja transgênica, até por uma questão logística. Suponham que o Brasil inteiro, sem a resistência do Paraná, entrasse nessa aventura da soja transgênica. Amanhã faltam grãos na Europa e ela não compra grãos transgênicos por uma questão de governo. Se o Brasil tivesse soja convencional, venderíamos a bom preço para a Europa, mas a soja transgênica é igual à plantada nos Estados Unidos. Eles comprariam de quem, do Brasil ou dos Estados Unidos? É uma questão logística, os Estados Unidos ficam mais perto da Europa, então eles venderiam. É uma tolice essa insistência, a submissão da grande mídia, a imprensa falando em vantagens que a soja transgênica apresenta, que não são verdadeiras. O Paraná, na intenção do governo, e não na intenção de algumas cooperativas quem são braços operacionais das multinacionais, queria se ver livre disso em nome do futuro, da lucratividade dos agricultores, da diversidade e do lucro dos nossos produtores."