quinta-feira, 16 de julho de 2009

Audiência pública sobre safra de milho transgênico no BR

A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) realizará audiência pública para discutir o plantio da primeira safra de milho transgênico autorizado pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), conforme requerimento da senadora Serys Slhessarenko (PT-MT), aprovado nesta terça-feira (14) pela comissão.
Por sugestão do senador Gilberto Goellner (DEM-MT), o debate será realizado de forma conjunta com a Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA), uma vez que as senadoras Marisa Serrano (PSDB-MS) e Marina Silva (PT-AC) também requereram audiência com a mesma finalidade naquela comissão.
Serys Slhessarenko informou que decidiu pedir a audiência por estar preocupada com o controle do que é milho transgênico e convencional. No caso da soja, ressaltou, o controle é feito facilmente. Já a diferenciação do milho convencional do transgênico é difícil de ser feita, observou. Ela ressaltou que o mercado exige informação sobre qual tipo de cereal é oferecido. A falta de controle, avaliou, poderá causar prejuízos econômicos ao setor.
Segundo matéria do jornal Folha de São Paulo, informou o senador Gilberto Goellner (DEM-MT), o país está perdendo o controle dos tipos de milho devido à falta de armazéns. De acordo com ele, a colheita do cereal coincide com a de soja, grão mais lucrativo para os produtores, e o milho não é armazenado corretamente.
Os convidados para o debate, bem como a data de sua realização, serão definidos pelas comissões.
Fonte: Agência Senado

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Suspeita de sementes transgênicas em hortas chinesas da Toscana

"Ontem foi bloqueada uma vasta área cultivada a céu aberto com sementes provenientes da China com características genéticas não claras. Além disso, os campos eram irrigados com água não controlada. Um dano não só àsaúde, mas também ao ambiente".
O ministro das políticas agrícolas alimentar e florestal Luza Zaia, comenta a operação denominada "Horta Chinesa" ocorrida na Comune di Prato com a participação do Comando da Província e do Núcleo Agroalimentar e Florestal de Roma do Corpo florestal do Estado em colaboração com o pessoal da Agência Regional de Proteção ao Ambiente e do Território da Toscana e da Polícia Municipal.
A operação "Horta Chinesa" apreendeu 4 hectares de campo cultivado com sementes não certificadas provenientes da China com características genéticas não conhecidas. Vinte quilos de sementes importadas sem autorização da China foram apreendidos. A horta, localizada em "Maliseti", era gerida por pessoal asiático.
O que agrava a situação é que estas sementes foram introduzidas em nosso território diretamente através dos cidadãos chineses em ocasião de suas viagens à China, com o material em sua bagagem pessoal. 
A operação "Horta Chinesa" foi a segunda realizada em Prato. Meses atrás outra operação ocorreu em 3 empresas de cidadãos chineses que tinham atividades de cultivo de hortaliças. No total das 2 operações foram inspecionados cerca de 13 hectares de terrenos cultivados com hortaliças, apreendidos 40 quilos de sementes de várias espécies vegetais.

Fonte: tradução livre de Libero.it.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Soja transgênica produz 9% menos

O texto abaixo foi extraído do Boletim 448 - Por um Brasil Livre de Transgênicos.

A informação vem da Fundação Pró-Sementes, que comparou o desempenho de 40 variedades de soja transgênica e 20 convencionais em 7 municípios gaúchos. O resultado foi que em média as variedades geneticamente modificadas produziram 9% menos que as convencionais, com custo de produção equivalente.

Mesmo assim, o executivo da Fundação Rui Rosinha afirmou que a transgenia tem sua maior eficiência na facilidade de manejo. A praticidade é a única das promessas que ainda se sustenta, as demais (um mundo melhor, combate à fome, alimentos saudáveis, menores custos etc.) não resistiram à realidade.

Com informações da Farsul e Correio do Povo, 18/06/2009.
http://pratoslimpos.org.br/?p=181

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Agência européia quer que o milho MON810 seja autorizado na Europa


"Geneticamente Pró-OGM", foi assim que o jornal Le Monde definiu a EFSA, a agência responsável por liberar os transgênicos, similar à CTNBio no Brasil.
Segundo a EFSA, o milho MON 810 tem "pouca probabilidade de ter efeitos adversos ao ambiente, saúde humana e animal." De fato é um parecer favorável ao pedido de re-autorização por 10 anos para comercialização e plantio do milho ogm da Monsanto.
Seis países europeus (Alemanha, França, Grécia, Áustria, Hungria e Luxemburgo) baniram a sua produção na espera de um acordo comunitário sobre OGM. O milho MON 810 é cultivado somente na Espanha, praticamente.
Desde sua criação, em 2002, a EFSA recebeu da indústria agroalimentar 119 pedidos de autorizações ou re-autorizações para organismos geneticamente modificados. Mais da metade (69) estão ainda em estudo, enquanto 42 já foram analisados e todos foram aprovados. (Até parece a nossa CTNBio!).
Mas de onde vem esse fator pró-ogm? Todo ano os membros da EFSA devem apresentar uma declaração detalhada onde atestam não possuirem conflitos de interesse, financeiros ou intelectuais. Mas associações como Friends of the Earth e Greenpeace contestam a independência da EFSA. Começando por seu presidente, Harry Kuiper, o qual foi coordenador de 2000 a 2003 de um programa de pesquisa europeu no qual participaram a Monsanto, a Bayer CropScience e a Syngenta. Deve ser muito independente mesmo...


Fonte: SlowFood