terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Arroz Transgênico - Audiência pública dia 18/03

O arroz é um dos alimentos mais consumido pelos brasileiros, e agora querem nos contaminar com arroz transgênico. A audiência pública será realizada no dia 18 de março, das 9h às 13h, no auditório Freitas Nobre, no Congresso Nacional, em Brasília, DF. A audiência foi marcada na primeira reunião do ano, caracterizada com um circo, que pretende facilitar a aprovação de novos transgênicos.

Os transgênicos estão cada vez mais se aproximando do nosso prato. Para evitarmos que isso ocorra temos que nos manisfestar. Abaixo, estão telefones e emails de atendimento ao consumidor e um email exemplo para envio. Faça a sua parte, diga NÃO aos transgênicos!

Arroz Blue Ville
http://www.blueville.com.br/outras/sas.asp
0800 9796122

Arroz Camil
0800 531800
http://www.josapar.com.br/faleConosco.asp?link=6
camil@camil.com.br

Arroz Namorado
0800 707 5310
http://www.namorado.com.br/site/content/fale/default.asp

Arroz Prato Fino
0800 644 7434
sac@pirahy.ind.br
http://www.pratofino.com.br/contato/contato.php



"Bom dia,
sou consumidor do arroz X há anos, assim como toda a minha família.
Gostaria de saber se vocês pretendem utilizar o arroz transgênico?
Não quero consumir transgênicos e peço para que eu possa continuar com a tradição de comer o arroz X, que não utilizem o arroz transgênico (LL62, da Bayer) que está sendo analisado pela CTNBio.
Agradeço a atenção.
No aguardo de uma resposta."

ATUALIZAÇÃO:

Outras fábricas (dica de Marcelo Venturi):
Arroz Fumacense
kiarroz@kiarroz.com.br
http://www.kiarroz.com.br/
(48) 3434 8888

Arroz Campeiro
campeiro@campeiroalimentos.com.br
http://www.campeiroalimentos.com.br/?q=atendimento
(48) 3631-8000 

Cidadãos europeus têm o direito de conhecer o local de cultivo de transgênicos

Uma decisão da Corte de Justiça Européia deu o direito ao cidadão europeu de conhecer o local e as dimensões dos terrenos cultivados com OGM na Europa.
A discussão sobre a transparência das informações públicas começou com um cidadão francês, Pierre Azelvandre, que foi às autoridades de Sausheim em Alta Alsazia pedindo informações sobre o plantio de transgênicos na região. Com a recusa das autoridades em tornar púlbico o mapa dos OGM, Azevandre foi até a Corte de Justiça da União Européia, que declarou "as informações relativas ao local do plantio de transgênicos em nenhum caso poderá permanecer em sigilo".

Tradução livre de: Ambientenergia

Para saber mais Cidadãos com direito legal a saber onde estão os campos transgênicos - GAIA

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Transgênicos contaminam Orgânicos na Bélgica

Em artigo do Le Monde, a organização belga de defesa dos consumidores Test-Achats detectou traços de organimos geneticamente modificados (OGM) em 22 dos 113 produtos alimentícios testados recentemente, em uma vasta pesquisa sobre a qualidade da alimentação. Alguns desses produtos eram orgânicos. Em 2003, uma pesquisa semelhante não detectou nenhum com OGM.
Segundo a organização, 12 produtos testados continham milho e soja com traços de OGM, porém, inferiores ao limite europeu autorizado, de 0,9%, podendo ser resultado de uma contaminação "acidental".
Sete outros produtos continham traços de OGM não autorizados pela União Européia. Sua quantidade, mínina, não é o problema, mas sua natureza sim, já que eles não estão em conformidade com a regulamentação comunitária.
Além disso, 2 produtos biológicos (orgânicos) apresentaram OGMs autorizados e um produtos biológico continha mais de 0,9% não mencionado na etiqueta. Esses produtos apresentados como "sem OGM" não oferecem nenhuma garantia quanto à uma contaminação involuntária.


Partidária de uma linha "dura", a organização Test-Achats é contraria às mudanças de 1º de janeiro de 2009 na legislação européia, que prevê que uma presença "imprevisível ou tecnicamente inevitável" de OGM nos alimentos orgânicos não deve nem constar na etiqueta desde que 0,9% seja atendido...
No geral, estimam os autores da enquete, os "produtos OGM não serão por muito tempo raridade" no mercado belga, a menos que seja adotada uma legislação bem severa. Em junho de 2008, esta região promoveu uma agricultura "de qualidade, orgânica e tradicional", quaisquer que sejam as regras nacionais ou européias, o governo regional vai contra ao "ultra-liberalismo" da Comissão de Bruxelas e à sua "intransigência" frente aos países que se declaram adversários dos OGM.

Para ler o artigo completo: En Belgique, des traces d'OGM dans des assiettes bio

Empresas de Biotech impedem pesquisas independentes

De acordo com artigo do New York Times do dia 19/02/09, "Nenhuma pesquisa independente pode ser legalmente feita por várias questões críticas", disseram os cientistas em um relatório submetido para a Agência de Proteção Ambiental (EPA, em inglês).
Além disso, os pesquisadores dizem que o problema é que os produtores e outros compradores das sementes geneticamente modificadas têm que assinar um contrato com o objetivo de assegurar os direitos às patentes e regulações ambientais. Mas os contratos também proibem o uso das culturas GM para propósitos de pesquisa. 
Assim, enquanto cientistas das universidades podem normalmente comprar agrotóxicos ou sementesconvencionais para suas pesquisas, isso não pode ser feito com sementes geneticamente modificadas. Ao invés disso, eles devem pedir permissão para as empresas produtoras das sementes. E, algumas vezes, a permissão é negada ou a empresa insiste em rever o artigo antes de ser publicado.