sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Linha orgânica da H&M e C&A está contaminada com algodão transgênico

"A C&A e a Tchibo tiveram suas roupas com algodão orgânico contaminadas com algodão transgênico da Índia, de acordo com a edição alemão do Financial Times.
Cerca de 30% das amotras continham algodão transgênico, informou Lothar Kruser, um diretor da Impetus, um laboratório independente em Bremerhaven, que analisou o algodão em questão. O algodão transgênico foi trazido da Índia, a qual é responsável por mais da metade do suprimento de algodão orgânico global, com uma exportação de aproximadamente 107.000 toneladas da fibra em 2009, segundo o Organic Exchange.
Contudo, Sanjay Dave, a chefe da autoridade agrícola da Índia, Apeda, informou o jornal que a fraude ocorreu em uma "escala gigantesca" e as multas foram emitidas para as entidades certificadoras como a EcoCert e Control Union.
Mas quem culpar?
Com a difusão das culturas biotecnológicas em todo o mundo, a polinização cruzada com orgânico não é inédito. A culpa, no entanto, pode cair em cima das marcas e em seu acompanhamento inadequado das suas cadeias de abastecimento no exterior."As cadeias de moda não eram vigilantes o suficiente", Monika Buening da Agência Federal das Cadeias de Consumo, disse ao jornal Frankfurter Rundschau, acrescentando que tanto a H&M e a C&A precisam agir o mais rápido possível para minimizar os danos.

Um porta-voz da H&M disse à AFP que teve conhecimento do problema no ano passado e admitiu que o algodão GM poderia ter "escorregado" em coleções orgânicas. A C&A, entretanto, informou estar investigando o assunto.

Em um email para a Ecouterre,um representante da H&M insiste que a companhia não tem razão para acreditar que o algodão orgânico tenha sido cultivado com sementes GM.c
A entidade Control Union continua conduzindo auditorias em todas as propriedades de algodão orgânico certificadas da Índia. "Nenhuma das propriedades usaram sementes GM"."

CTNBio é criticada no Fórum Social Mundial

O Fórum Social Mundial (que ocorre em Porto Alegre) teve como tema nesta terça-feira as plantações transgênicas.
"De acordo com o pesquisador e ex-representante do Ministério do Meio Ambiente na CTNBio, Rubens Nodari, as decisões da CTNBio (órgão responsável por liberar e fiscalizar os organismos geneticamente modificados) ignoram estudos científicos. É o caso da norma que determina uma distância de 100 metros entre lavouras convencional e transgênica, o que é pouco para evitar a contaminação dos grãos.
“Isso cientificamente já está provado, há muito tempo, que um grão de pólen pode viajar desde 1 metro até 6 km. Então, cientificamente, a norma da CTNBio não tem a menor base. Ela [a norma] sustenta a estratégia das grandes empresas de trazer estas tecnologias para o país sem nenhum problema e ainda lapidado por normas insuficientes e vergonhosas do ponto de vista científico"."
Para saber mais acesse: Pratos Limpos

Produtores de Sinop avaliam acionar na justiça a Monsanto

Reportagem do Diário de Cuiabá mostra como produtores lidam com a cobrança de royalties da Monsanto. É necessário pagar 2 vezes. Uma na compra, cerca de 30% do preço da safra e outra na venda, onde é feito um teste para saber se a soja é transgênica ou não. Contudo, produtores que têm sua lavoura contaminada também são obrigados a pagar. Interessante... não deveria ser ao contrário? a Monsanto pagar pela contaminação da lavoura do produtor? 
Até quando os produtores irão querer plantar transgênicos, sendo que só têm a pagar e nada a ganhar?

Abaixo um trecho da reportagem. Para ver a reportagem completa entre no Diário de Cuiabá.
"A guerra dos produtores mato-grossenses à Monsanto – multinacional detentora da tecnologia de sementes transgênicas da soja, conhecida como RR (Roundup Ready) – está declarada. Depois de esgotadas todas as tentativas de diálogo com a empresa, os produtores já pensam em acionar a Justiça. Em Cuiabá, a Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado (Aprosoja) prepara ação judicial contra a Monsanto. E, em Sinop (500 Km ao Norte de Cuiabá), os produtores também estudam entrar na Justiça contra a empresa. 
... SINOP - Depois de várias conversações, sem resultado, o Sindicato Rural de Sinop estuda propor ação contra a Monsanto. Atualmente, cerca de 50% das lavouras da região Norte de Mato Grosso são cultivadas com variedades transgênicas. Estas se diferenciam das convencionais por serem tolerantes à herbicida à base de glifosato, usado para dessecação pré e pós-plantio, para eliminar qualquer tipo de planta daninha. 
... O presidente do Sindicato, Antônio Galvan, explicou que são feitas duas cobranças. A primeira delas na compra da semente, por meio de boletos. “Em janeiro, eles cobraram R$ 0,45 cada quilo de semente, o que equivale a cerca de 30% do preço da saca”. 
... O principal questionamento é quanto a segunda cobrança, que é feita na saída do produto. Ao chegar nos armazéns, o grão passa por um teste que vai apontar se é transgênico ou não. "O problema ocorre porque, em muitos casos, a oleaginosa convencional é contaminada e os produtores acabam tendo que pagar os royalties sem ter adquirido sementes transgênicas". "
Isso ocorre tanto na lavoura, por meio de polinização ou na hora do plantio, quanto na hora de estocar a safra. “Se tiver uma lavoura de soja transgênica ao lado de uma convencional, na época da florada, pode ocorrer a polinização. Se as máquinas, na hora do plantio, não forem bem limpas e ficar algumas sementes de transgênicos, também pode haver a contaminação. Desta forma, na hora dos testes, são consideradas transgênicas”. "

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Curitiba tem o 1º mercado público de orgânicos


"O primeiro mercado público de produtos orgânicos do país foi inaugurado no início deste ano na capital paranaense. A partir daí, começou uma nova fase na comercialização de produtos agrícolas e agroindustriais diversificados, onde certificação é a palavra-chave, diz o diretor-geral da Secretaria Estadual de Abastecimento, Luiz Gusi. 
Todo o circuito de comércio dentro desse mercado tem certificação orgânica: uma para os produtos e outra para as lojas. “O nosso controle reforça e garante a procedência de produtos industrializados e naturais, além de certificar o espaço onde eles são comercializados.” A Rede Ecovida de Agroecologia, que atua nos três estados da Região Sul, é uma das principais certificadoras.


No projeto, consta a capacitação de técnicos e estudantes para atuar como consultores e auditores, fazer acompanhamento, análise e avaliação de estudos de caso de unidades familiares de produção orgânica. Orçado em R$ 2,5 milhões, o projeto prevê, ainda, a criação da Rede Paranaense de Certificação de Produtos Orgânicos.
De acordo com Gusi, o mercado oferece mais de mil tipos de produtos sem agrotóxicos e aditivos químicos. 
O mercado foi construído com recursos da prefeitura de Curitiba e do Ministério do Desenvolvimento Agrário. O custo total foi de R$ 2,51 milhões".
Para saber mais acesse a Agência Brasil.